13/07/2007
Nascido em Caetité, no ano de 1900, Anísio Teixeira completaria ontem 107 anos. Sua contribuição para o sistema educacional da Bahia foi fundamental. Personagem central na história da educação no Brasil, nas décadas de 1920 e 1930, difundiu os pressupostos do movimento da Escola Nova, que tinha como princípio a ênfase no desenvolvimento do intelecto e na capacidade de julgamento, em detrimento da memorização. O idealizador de grandes mudanças que marcaram a educação brasileira foi lembrado com uma programação de palestras realizada, no Instituto Anísio Teixeira (IAT), pela manhã e à tarde, na Fundação Pedro Calmon, no Palácio Rio Branco.
As palestras foram transmitidas para mais de 30 municípios através do sistema de videoconferência. O seminário que ocorreu pela manhã com o tema Vida e obra de Anísio Teixeira abordou a trajetória do educador na formação educacional brasileira e a influência dele na atualidade. O educador, advogado, intelectual e escritor brasileiro defendia que a educação deveria ser gratuita, laica e obrigatória. Anísio Teixeira deixou importante legado para educação no país.
A neta do educador, Joana Neves Teixeira, ficou bastante feliz com a homenagem feita ao avô. `Ele merecia, pela pessoa que ele foi e pelo legado que deixou. A obra dele continua sendo um espelho da educação`, disse.
O diretor do IAT, Penildon Silva Filho, fez questão de dizer que os princípios do educador continuam norteando a educação na Bahia. `Ele defendia uma formação baseada na pesquisa onde a própria prática docente deveria ser referenciada na busca de um conhecimento novo. Também compreendia a educação integral que aliava o conhecimento às artes e educação profissional. São esses pensamentos que continuam nos servindo de base`, explicou. Anísio Teixeira foi também o fundador da Universidade do Distrito Federal, em 1935, depois transformada em Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil.
A professora da Escola da Penitenciária Lemos de Brito, Olívia Mendes, participou do seminário e lamentou que um nome de tamanha importância para educação, como o do educador, não tenha o destaque na formação acadêmica do professor. `Ele via a escola pública como o pilar da educação. É uma pena por que estudamos a história de pensadores de outros lugares e muitos desconhecem a obra de Anísio Teixeira, não sabem o quanto que ele contribui para os progressos da educação no Brasil`, afirmou a educadora.
Na mesma oportunidade foi lançado o informativo Folha Literária nº08, edição especial sobre a vida do autor que deve circular para todo estado através do Diário Oficial da Bahia e também distribuído em Salvador. Até a próxima semana, as bibliotecas públicas estarão exibindo filmes Anísio Teixeira, de Raimundo Chagas (1989), e Máquina de fazer democracia, de Eduardo Spilberg (2003).
A homenagem realizada, à tarde, com o seminário Atualidade de Anísio Teixeira em educação e cultura, contou com a participação do diretor da Fundação Pedro Calmon, Ubiratan Castro de Araújo, e do diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e sobrinho do educador, Haroldo Lima, dentre outros convidados.
Fonte: Correio da Bahia - Aqui Salvador Repórter: Camila Vieira
As palestras foram transmitidas para mais de 30 municípios através do sistema de videoconferência. O seminário que ocorreu pela manhã com o tema Vida e obra de Anísio Teixeira abordou a trajetória do educador na formação educacional brasileira e a influência dele na atualidade. O educador, advogado, intelectual e escritor brasileiro defendia que a educação deveria ser gratuita, laica e obrigatória. Anísio Teixeira deixou importante legado para educação no país.
A neta do educador, Joana Neves Teixeira, ficou bastante feliz com a homenagem feita ao avô. `Ele merecia, pela pessoa que ele foi e pelo legado que deixou. A obra dele continua sendo um espelho da educação`, disse.
O diretor do IAT, Penildon Silva Filho, fez questão de dizer que os princípios do educador continuam norteando a educação na Bahia. `Ele defendia uma formação baseada na pesquisa onde a própria prática docente deveria ser referenciada na busca de um conhecimento novo. Também compreendia a educação integral que aliava o conhecimento às artes e educação profissional. São esses pensamentos que continuam nos servindo de base`, explicou. Anísio Teixeira foi também o fundador da Universidade do Distrito Federal, em 1935, depois transformada em Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil.
A professora da Escola da Penitenciária Lemos de Brito, Olívia Mendes, participou do seminário e lamentou que um nome de tamanha importância para educação, como o do educador, não tenha o destaque na formação acadêmica do professor. `Ele via a escola pública como o pilar da educação. É uma pena por que estudamos a história de pensadores de outros lugares e muitos desconhecem a obra de Anísio Teixeira, não sabem o quanto que ele contribui para os progressos da educação no Brasil`, afirmou a educadora.
Na mesma oportunidade foi lançado o informativo Folha Literária nº08, edição especial sobre a vida do autor que deve circular para todo estado através do Diário Oficial da Bahia e também distribuído em Salvador. Até a próxima semana, as bibliotecas públicas estarão exibindo filmes Anísio Teixeira, de Raimundo Chagas (1989), e Máquina de fazer democracia, de Eduardo Spilberg (2003).
A homenagem realizada, à tarde, com o seminário Atualidade de Anísio Teixeira em educação e cultura, contou com a participação do diretor da Fundação Pedro Calmon, Ubiratan Castro de Araújo, e do diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e sobrinho do educador, Haroldo Lima, dentre outros convidados.
Fonte: Correio da Bahia - Aqui Salvador Repórter: Camila Vieira