Wagner cogita retorno de ferrovia

31/07/2007
O governador Jaques Wagner, que esteve ontem em Feira de Santana, para prestigiar a solenidade de abertura de um curso para agentes de saúde (leia reportagem sobre o assunto nesta página), disse que irá empreender esforços, durante sua administração, para que o município tenha melhorias significativas em seu sistema de transporte, com a finalidade de facilitar o escoamento da produção regional. O Aeroporto João Durval Carneiro, afirmou, será revitalizado e deverá ganhar condições de pelo menos servir para pouso e decolagem de aeronaves à noite. Pretende atuar, junto ao Governo Federal. para que a cidade volta a ter uma ferrovia. A seguir, principais trechos da entrevista que ele concedeu à imprensa, na manhã da segunda-feira.

Como está a situação da obra do Centro de Convenções de Feira de Santana, que está paralisada?

Tenho sido muito cobrado sobre isso. Já estamos com orçamento para dar continuidade à obra do Centro de Convenções.

No próximo dia 8 de agosto o senhor terá um encontro com empresários de Feira, que devem cobrar o Senhor, além da obra do Centro de Convenções, sobre o aeroporto e também ferrovias. Como o senhor tem se preparado para esta reunião?

Estamos nos preparando desde o começo do governo, na verdade, para melhorar Feira, que é a segunda maior cidade do Estado. E a porta de entrada e saída de todo o Sertão e do interior baiano, um importante entroncamento rodoviário nacional. Evidentemente, todos conhecem a minha posição: quero transformar Feira em um grande pólo de serviços para todo o Estado. Essa é a minha concepção para a área de saúde, educação, e também de logística. A Nestlé anunciou um investimento de mais R$ 100 milhões na fábrica recém-inaugurada na cidade. Outras indústrias também estão chegando. Portanto, vamos estudar a interligação ferroviária — espero que o governo federal equacione definitivamente a questão da 324 e da 116. O aeroporto, óbvio, está dentro dos nossos planos. É impossível que ele, estando em uma cidade como Feira de Santana, não tenha capacidade para, pelo menos, pousar e decolar à noite. E como eu disse, aos poucos nós vamos fazendo aquele tanto que a Bahia precisa.

Em Feira, o índice de violência está aumentando, especialmente o número de homicídios. O que deve ser melhorado na segurança pública em Feira?

Primeiro é preciso ter os dados corretos para poder falar sobre isso. Com a mudança na forma de cadastramento de homicídios do ano passado para cá, por orientação nacional, nessa nova metodologia, fora o crescimento que, às vezes acontece, evidentimente nós temos o problema dessa mudança. Concordo que uma morte que seja já é muita, pois, não deve morrer ninguém por questões de violéncia. Esse é um problema sério hoje no Brasil inteiro. Estamos aumentando o contingente nas polícias Militar e Civil, teremos mais R$ 10 milhões para compra de equipamentos. Aumentando o contingente e motivando os nossos policiais, esperamos poder oferecer uma segurança melhor à população da Bahia.

Uma nova proposta pode ser apresentada para os professores de Ensino Médio do Estado dos níveis 3 e 4 em breve?

Olha, estamos em mesa de negociações. Não apenas com os professores, mas, com diversas categorias. É preciso que as pessoas entendam que essas negociações que tratam de realinhamento são longas, os Planos de Cargos e Salários devem ser recuperados ao longo dos quatro anos, ou mais de governo. Não se pode imaginar que em quatro anos serão recuperadas discussões de 16, 20 anos. Quero deixar clara a minha postura que é de negociação, como sempre foi, sempre respeitosa. Agora, as mudanças virão dentro daquilo que o orçamento nos permite.

O senhor tem conhecimento da suspensão do atendimento do laboratório do Hospital Geral Clériston Andrade?

Tenho sim, e hoje estamos começando a reforma do setor. A sociedade tem se mobilizado. Estamos nos preparando para começar o Hospital da Criança. Estamos conscientes de tudo. Como já disse: os problemas que encontramos no Estado são muitos e aos poucos serão superados. É claro que a responsabilidade é do governo. Estamos atuando em todas as áreas. No caso do Clériston, estamos absolutamente conscientes. Com o novo diretor, acredito que veio uma nova dinãmica, uma motivação para os profissionais. Estamos com orçamento para começar a reforma e dar ao Clériston condições melhores.

Fonte: Jornal Tribuna Feirense(Feira) - Geral