Energia elétrica chega ao Forte São Marcelo

18/09/2007
fortesaomarcelo_bonita_200907.jpgOs barulhentos geradores a diesel responsáveis pela iluminação do Forte São Marcelo foram aposentados nesta quinta-feira (20), quando o governado do Estado e a prefeitura municipal de Salvador inauguraram as obras de eletrificação do local. O evento contou com a presença do governador Jaques Wagner, do secretário estadual de Infra-estrutura, Antonio Carlos Batista Neves, do prefeito de Salvador João Henrique, do secretário municipal Fábio Mota (Sesp), além dos presidentes, Misael Tavares (Emtursa) e Moisés Sales (Coelba).

Num investimento de cerca de R$ 754 mil, o governo do Estado, através da Secretaria de Infra-estrutura (Seinfra), levou energia elétrica ao Forte São Marcelo. E a prefeitura, através da Secretaria de Serviços Públicos (Sesp), investiu R$ 280 mil em iluminação cênica de local. As medidas não só aposentaram os equipamentos que ocasionavam grandes inconveniências sonoras - desconcentrando os visitantes dos museus do Forte, Memória do Mar e Memórias da Cidade, localizados no principal marco histórico da Baía de Todos os Santos -, como descartaram os riscos ambientais, a exemplo de contaminação do solo e das águas devido a vazamentos do combustível.

Batista Neves destacou que além dos benefícios ambientais, a eletrificação e iluminação artística do Forte São Marcelo facilitarão também a visualização e entendimento da população às exposições permanentes, temporárias e midiatecas disponíveis nas 14 salas dos museus.

O secretário estadual garante que foram adotados todos os cuidados para não impactar o meio-ambiente, nem causar a desarmonia e descaracterização do local. 'As obras iniciaram somente após a obtenção de todas as licenças e anuências prévias dos órgãos competentes, como o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Ibama, Secretaria Estadual de Meio-Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), Marinha e Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba)', explicou o secretário estadual.

Nas obras, explica Batista, foi implantado um cabo subterrâneo com um quilômetro de extensão, saindo do Trapiche Adelaide até o quebra-mar e, um cabo subaquático - este com 300 metros de extensão - entre o quebra-mar e o Forte São Marcelo. Todos na tensão de 15 mil volts. 'A execução das obras de eletrificação ficaram a cargo da Coelba e a iluminação cênica, pela Sesp', ressaltou o secretário municipal Fábio Mota.

O secretário municipal Fábio Mota, por sua vez, destacou que depois das obras de revitalização do patrimônio histórico realizadas pela prefeitura de Salvador e aberto para visitação pública, o forte estava sendo iluminado por um gerador, o que ocasionava inúmeras interrupções, assim como altos custos para o cofre municipal.

'Conscientes, da importância histórica do forte, a Sesp, decidiu por investir na reativação definitiva', destacou, ressaltando, que a iluminação cênica (externa e decorativa), 'veio para valorizar esteticamente os contornos dos monumentos da cidade, além de proporcionar mais segurança'.

A decisão de restaurar o forte, abandonado há muitos anos, foi do prefeito João Henrique, para quem a nova iluminação cênica vai tornar a fortaleza mais um atrativo na cidade, à noite. 'Temos que preservar todas as peças que formam o nosso rico e belo patrimônio histórico e artístico. O Forte São Marcelo é um dos mais importantes monumentos de Salvador' disse o prefeito.

Forte São Marcelo

Inicialmente construído em madeira, o Forte São Marcelo foi edificado em alvenaria em 1623, sendo um ano depois ocupado pelos conquistadores durante a invasão holandesa. Dele, os inimigos dispararam balas incendiárias, aterrorizando os moradores soteropolitanos. Já na tentativa de ocupação liderada pelo holandês Maurício de Nassau, em 1638, o Forte teve papel decisivo para manter a esquadra do conquistador à distância.

Em 1650, começou a execução de obras que lhe deram o tão peculiar formato circular. Mais de um século e meio depois, as últimas reformas finalizaram a formatação atual.

Um dos principais marcos históricos da Baía de Todos os Santos, o Forte São Marcelo foi alvo de ocupações e enfrentou batalhas decisivas contra os corsários que atacavam a cidade nos três primeiros séculos de colonização.

Após longos anos fechado, o Forte só foi aberto à visitação pública em 29 de março de 2006, devido a um trabalho de recuperação de iniciativa da prefeitura municipal de Salvador. Hoje, abriga os museus do Forte, Memória do Mar e Memórias da Cidade.

Os museus conduzem os visitantes a navegarem pela memória da baía, às histórias da fundação de Salvador, a conhecerem o patrimônio histórico da primeira capital do Brasil e aos relatos que envolveram a construção do forte e sua utilização estratégica para defender a cidade.

Em 14 salas, há exposições permanentes, temporárias e a midiateca - um banco de dados sobre a Cidade de Salvador, com informações históricas e socioeconômicas, através de vídeos, encenações e projeções virtuais. O forte dispõe ainda de espaço para eventos na área externa e auditório.

Fonte: Ascom Seinfra