População de Itabuna é orientada sobre a febre amarela

18/01/2008
Apesar dos casos e mortes com suspeição de febre amarela registrados em Goiás e no Distrito Federal, autoridades ligadas à Vigilância Epidemiologia da 7ª Diretoria Regional de Saúde (Dires) argumentam que não há motivo para excesso de preocupação. A 7ª Dires abrange 22 municípios da microrregião de Itabuna, no sul da Bahia.

A enfermeira Lídia Maria Oliveira, responsável pela vigilância epidemiológica de doenças causadas por vetores na área de atuação da 7ª Dires, afirmou que a vacina contra a febre amarela foi implantada em 1999 para crianças a partir de nove meses e disponibilizada para pessoas que se deslocam para áreas de risco e para os que já tomaram a vacina há mais de 10 anos.

A febre amarela é uma doença infecciosa causada pelo vírus Amarílico, que pode apresentar sintomas como febre alta, mal-estar, calafrio, dor muscular intensa, vômito, diarréia e nos casos graves o vírus ataca o fígado, os rins, os pulmões e o coração, podendo levar à morte, se a pessoa não tiver assistência médica adequada.

A doença pode ser adquirida em áreas urbanas, silvestres e rurais do Brasil, por meio de picada do mosquito em macacos por outras espécies (Haemagogus e Sabethes). A forma urbana foi erradicada, podendo ressurgir nas cidades onde o Aedes aegypti prolifera. Por isso, as autoridades de saúde pública orientam para eliminação dos criadouros e focos do mosquito, sobretudo para prevenir a reurbanização da febre amarela e controlar a dengue.

Movimento intenso

Em Itabuna, mesmo com as autoridades tranqüilizando a população, centenas de pessoas resolveram não arriscar e procuram as unidades básicas e o Centro de Saúde José Maria de Magalhães para receber a aplicação da vacina. Com isso, o movimento nesses locais tem sido intenso desde o início desta semana.

A aposentada Maria de Lourdes Passos Kruschewsky, 85 anos, tomou a vacina pela primeira vez, porque disse que ficou assustada ao ouvir falar da doença, depois de tantos anos.

O major da Polícia Militar, Roberto Ferreira, do 15º Batalhão, também recebeu a vacina. `A polícia tem de estar preparada para qualquer eventualidade e, além disso, há sempre a necessidade de nos deslocarmos para áreas de risco`, explicou. No quartel da PM em Itabuna, a vacinação começou esta semana e cerca de 600 policiais serão imunizados.

Fonte: Agecom

18.01.08