09/01/2009
O Banco do Brasil (BB) anuncia hoje a compra de 49% do Banco Votorantim, concretizando uma negociação que se arrasta há alguns meses. Com o negócio, o banco federal se fortalece num segmento importante, ao qual vem dando mais atenção nos últimos tempos: o de financiamento de veículos. O Banco Votorantim tem uma importante atuação nessa área na qual o BB, apesar de ser líder no mercado de crédito, ainda engatinha. Os detalhes da operação devem ser explicados pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do Banco do Brasil, Antonio Lima Neto.
No fim de 2008, o mercado avaliava o Banco Votorantim - pertencente à família Ermírio de Moraes - em cerca de R$13 bilhões. O BB não está comprando o controle da instituição. Mas, se todos os ativos do Votorantim fossem acrescentados aos seus, o BB conseguiria ultrapassar o Itaú Unibanco, líder no país em ativos. O Votorantim tem pouco mais de R$80 bilhões em ativos e o BB, cerca de R$510 bilhões. Juntos, Itaú e Unibanco somam R$575 bilhões.
Recentemente, o BB comprou o paulista Nossa Caixa, numa operação de R$5,4 bilhões. Também negocia a aquisição do Banco de Brasília (BRB), controlado pelo governo do Distrito Federal.
O BB saiu às compras com mais força desde que o governo editou a medida provisória 443, no fim de 2008, que deu liberdade ao banco e à Caixa Econômica Federal (CEF) para fazerem aquisições de outras instituições financeiras sem autorização prévia.
Atuar com mais fôlego no mercado de financiamento de veículos é uma das principais estratégias do BB. Tanto é que chegou a anunciar uma parceria com o banco sul-africano FirstRand para criar uma instituição financeira voltada para esse mercado no Brasil. A parceria, no entanto, não foi adiante por causa da crise internacional. O FirstRand desistiu do negócio, alegando que o momento não era o mais adequado para ampliar sua atuação em outros países.
A carteira total de crédito do BB é hoje da ordem de R$160 bilhões, enquanto a do Votorantim fica em R$15 bilhões. A família Ermínio de Moraes, que sempre resistiu em passar o controle da instituição, continuará à frente do banco. Procurado ontem, o BB não comentou o assunto.
Autor(es): Patrícia Duarte e Henrique Gomes Batista
O Globo
09/01/2009.
No fim de 2008, o mercado avaliava o Banco Votorantim - pertencente à família Ermírio de Moraes - em cerca de R$13 bilhões. O BB não está comprando o controle da instituição. Mas, se todos os ativos do Votorantim fossem acrescentados aos seus, o BB conseguiria ultrapassar o Itaú Unibanco, líder no país em ativos. O Votorantim tem pouco mais de R$80 bilhões em ativos e o BB, cerca de R$510 bilhões. Juntos, Itaú e Unibanco somam R$575 bilhões.
Recentemente, o BB comprou o paulista Nossa Caixa, numa operação de R$5,4 bilhões. Também negocia a aquisição do Banco de Brasília (BRB), controlado pelo governo do Distrito Federal.
O BB saiu às compras com mais força desde que o governo editou a medida provisória 443, no fim de 2008, que deu liberdade ao banco e à Caixa Econômica Federal (CEF) para fazerem aquisições de outras instituições financeiras sem autorização prévia.
Atuar com mais fôlego no mercado de financiamento de veículos é uma das principais estratégias do BB. Tanto é que chegou a anunciar uma parceria com o banco sul-africano FirstRand para criar uma instituição financeira voltada para esse mercado no Brasil. A parceria, no entanto, não foi adiante por causa da crise internacional. O FirstRand desistiu do negócio, alegando que o momento não era o mais adequado para ampliar sua atuação em outros países.
A carteira total de crédito do BB é hoje da ordem de R$160 bilhões, enquanto a do Votorantim fica em R$15 bilhões. A família Ermínio de Moraes, que sempre resistiu em passar o controle da instituição, continuará à frente do banco. Procurado ontem, o BB não comentou o assunto.
Autor(es): Patrícia Duarte e Henrique Gomes Batista
O Globo
09/01/2009.