Perda no mercado de ações soma US$ 23,3 tri

13/03/2009
Os mercados de ações já perderam US$ 23,3 trilhões em valor desde o pico de outubro de 2007, de acordo com o Instituto de Finanças Internacionais (IFI), entidade que reúne os maiores bancos do mundo.

As bolsas dos países emergentes registraram a maior queda percentual, de 64%, com as empresas perdendo US$ 4,3 trilhões em valor até agora, de acordo com a instituição.

A perda com ações nos países desenvolvidos chega a US$ 19 trilhões, com desvalorização de 59% em meio a persistente fragilidade das instituições financeiras, sobretudo.

Considerando a queda de valor de ações, imóveis, créditos e de outros instrumentos financeiros, a fatura chega a US$ 50 trilhões, de acordo com o levantamento da IFI. Segundo a entidade, a necessidade de reequilibrar os balanços dos bancos e empresas vai deprimir os gastos.

Outra implicação além do curto termo é que se os mercados financeiros não recuperarem boa parte do que foi perdido até agora, haverá uma crise nos fundos de pensão, especialmente nos Estados Unidos.

A volatilidade declinou ligeiramente em 2009 nos mercados de ações, mas permanecem elevados em comparação a níveis históricos.

A `moderada` volatilidade sugere uma `falta de pânico através de recentes declínios das bolsas e mais um ajustamento de valor para ser consistente com a profunda recessão global`, afirma a instituição.

Isso significa que qualquer sinal de que a desaceleração está pelo menos freando, pode deflagrar uma recuperação dos mercados.

Esta semana, presidentes dos principais bancos centrais, reunidos no Banco de Compensações Internacionais (Biso), insistiram que os mercados estão subavaliando pelo menos três pontos: a importância da queda dos preços do petróleo e de outras commodities, os planos de estímulo adotados por vários governos e a decisão dos governos de não deixar nenhuma grande instituição financeira quebrar. (AM)

Valor Econômico - 13/03/2009.