14/12/2010
O Banco do Nordeste (BNB), principal financiador de empreendimentos na região, contabilizou até outubro 211 projetos em diversas atividades, no valor de R$ 146 milhões, com recursos do Fundo Constitucional de Investimento do Nordeste (FNE), a juros camaradas, de 5,06% (microempresa) a 10% (empresa de grande porte) nominais. Para o ano que vem são previstos R$ 442 milhões, segundo o presidente do BNB, Roberto Smith. A maior concentração de empreendimentos está nas capitais, principalmente Salvador, Recife e Fortaleza. Mas o interior também começa a entrar no radar dos investidores, atentos ao crescente interesse de turistas por destinos exóticos, ecológicos e culturais.
No litoral, os investidores em hotelaria mudaram de foco depois da crise de 2008. Grandes empreendimentos mistos, resorts e segunda residência, que predominavam até 2008, cederam espaço a aplicações em hotéis urbanos nas capitais. `Os investimentos em resorts continuam, mas o maior volume está sendo destinado a hotéis urbanos em todas as capitais. As melhores oportunidades estão em Recife e Fortaleza, onde a oferta é menor do que a demanda`, diz Felipe Cavalcante, presidente da Associação para o Desenvolvimento Imobiliário e Turístico do Brasil (Adit Brasil).
A infraestrutura turística evoluiu nas últimas décadas, incluindo bom aparato hoteleiro e bons restaurantes, com preços convidativos. `A falta de preparo não existe mais. Hoje há secretarias de turismo, faculdades formando turismólogos, bons restaurantes e muita atração nas capitais. Com o tempo, foi-se ganhando experiência e errando menos`, diz Smith.
A rede hoteleira está sendo fortalecida com investimentos em construção, ampliação e modernização. Só para este ano, o BNB conta com 33 operações de crédito para essa finalidade, no valor de R$ 267 milhões. Desse total, 19 operações (R$ 79 milhões) estão em fase adiantada, 10 (R$ 76 milhões) estão em análise e outras quatro (R$ 112 milhões), em fase de carta-consulta, segundo dados do Ministério do Turismo. A aposta dos investidores está na demanda doméstica. `O mercado interno é responsável por 85% a 90% da movimentação turística`, diz Hermano Gonçalves de Souza Carvalho, diretor do departamento de financiamento e promoção de investimentos do ministério.
Além disso, para atender à demanda que se espera durante a Copa de 2014, o ministério articulou com o BNDES uma linha de crédito para a reforma e construção de novos hotéis, o ProCopa Turismo. Entre as operações em análise no banco, num total de R$ 205,5 milhões para diferentes Estados, R$ 133,4 milhões referem-se a projetos no Nordeste, informa o BNDES. Com a contrapartida do tomador, já que o banco não financia 100% dos projetos, o investimento total em ampliação e modernização do parque hoteleiro do Nordeste até 2014 soma, até o momento, R$ 252 milhões.
O programa tem dotação orçamentária de R$ 1 bilhão e já foram aprovadas três operações, em outras regiões, no valor de R$ 178,5 milhões.
Confiante na economia do país e no florescente apelo turístico do Nordeste, o grupo francês Accor anunciou no final de novembro um modelo inédito de franquia para seus hotéis econômicos da bandeira Formule1, destinado a turismo de negócios, que contará, na região, com financiamento do BNB. No lançamento, feito em Salvador, Recife, Natal e Fortaleza, a empresa foi surpreendida pelo número de investidores interessados, o dobro do que previa. `Nosso objetivo era encontrar 15 a 20 investidores por cidade, mas tivemos um total de 150. Isso demonstra o interesse por investir no negócio hoteleiro na região`, diz Abel de Castro, diretor de desenvolvimento de novos negócios da Accor.
Com investimentos previstos de R$ 500 milhões, a empresa pretende abrir 100 desses hotéis no país, dos quais 30 no Nordeste. O novo modelo, com 60 a 100 apartamentos, destina-se a cidades com 100 mil a 500 mil habitantes no interior do país. No total, o investimento do grupo até agora no Nordeste chega a R$ 407 milhões. Com os terrenos, sobe para R$ 500 milhões.
Os investimentos em turismo também seguem destinos mais rústicos do interior. Vários hotéis de porte estão substituindo pousadinhas de cidades como Quixadá, no sertão do Ceará, e a região da serra da Capivara, interior do Piauí. `É um turismo com forte apelo para a juventude, com paisagens muito bonitas e inusitadas`, descreve o presidente do BNB, Roberto Smith.
Fonte: Valor Econômico.
Em 14/12/2010.
No litoral, os investidores em hotelaria mudaram de foco depois da crise de 2008. Grandes empreendimentos mistos, resorts e segunda residência, que predominavam até 2008, cederam espaço a aplicações em hotéis urbanos nas capitais. `Os investimentos em resorts continuam, mas o maior volume está sendo destinado a hotéis urbanos em todas as capitais. As melhores oportunidades estão em Recife e Fortaleza, onde a oferta é menor do que a demanda`, diz Felipe Cavalcante, presidente da Associação para o Desenvolvimento Imobiliário e Turístico do Brasil (Adit Brasil).
A infraestrutura turística evoluiu nas últimas décadas, incluindo bom aparato hoteleiro e bons restaurantes, com preços convidativos. `A falta de preparo não existe mais. Hoje há secretarias de turismo, faculdades formando turismólogos, bons restaurantes e muita atração nas capitais. Com o tempo, foi-se ganhando experiência e errando menos`, diz Smith.
A rede hoteleira está sendo fortalecida com investimentos em construção, ampliação e modernização. Só para este ano, o BNB conta com 33 operações de crédito para essa finalidade, no valor de R$ 267 milhões. Desse total, 19 operações (R$ 79 milhões) estão em fase adiantada, 10 (R$ 76 milhões) estão em análise e outras quatro (R$ 112 milhões), em fase de carta-consulta, segundo dados do Ministério do Turismo. A aposta dos investidores está na demanda doméstica. `O mercado interno é responsável por 85% a 90% da movimentação turística`, diz Hermano Gonçalves de Souza Carvalho, diretor do departamento de financiamento e promoção de investimentos do ministério.
Além disso, para atender à demanda que se espera durante a Copa de 2014, o ministério articulou com o BNDES uma linha de crédito para a reforma e construção de novos hotéis, o ProCopa Turismo. Entre as operações em análise no banco, num total de R$ 205,5 milhões para diferentes Estados, R$ 133,4 milhões referem-se a projetos no Nordeste, informa o BNDES. Com a contrapartida do tomador, já que o banco não financia 100% dos projetos, o investimento total em ampliação e modernização do parque hoteleiro do Nordeste até 2014 soma, até o momento, R$ 252 milhões.
O programa tem dotação orçamentária de R$ 1 bilhão e já foram aprovadas três operações, em outras regiões, no valor de R$ 178,5 milhões.
Confiante na economia do país e no florescente apelo turístico do Nordeste, o grupo francês Accor anunciou no final de novembro um modelo inédito de franquia para seus hotéis econômicos da bandeira Formule1, destinado a turismo de negócios, que contará, na região, com financiamento do BNB. No lançamento, feito em Salvador, Recife, Natal e Fortaleza, a empresa foi surpreendida pelo número de investidores interessados, o dobro do que previa. `Nosso objetivo era encontrar 15 a 20 investidores por cidade, mas tivemos um total de 150. Isso demonstra o interesse por investir no negócio hoteleiro na região`, diz Abel de Castro, diretor de desenvolvimento de novos negócios da Accor.
Com investimentos previstos de R$ 500 milhões, a empresa pretende abrir 100 desses hotéis no país, dos quais 30 no Nordeste. O novo modelo, com 60 a 100 apartamentos, destina-se a cidades com 100 mil a 500 mil habitantes no interior do país. No total, o investimento do grupo até agora no Nordeste chega a R$ 407 milhões. Com os terrenos, sobe para R$ 500 milhões.
Os investimentos em turismo também seguem destinos mais rústicos do interior. Vários hotéis de porte estão substituindo pousadinhas de cidades como Quixadá, no sertão do Ceará, e a região da serra da Capivara, interior do Piauí. `É um turismo com forte apelo para a juventude, com paisagens muito bonitas e inusitadas`, descreve o presidente do BNB, Roberto Smith.
Fonte: Valor Econômico.
Em 14/12/2010.