Empresas já têm projetos para produzir tablets

25/05/2011
A fabricação de tablets no país, dentro do programa de incentivos oferecidos pelo governo federal, deve começar nas próximas semanas. Essa é a previsão do secretário de Política de Informática do Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT), Virgílio Almeida, que coincide com o prazo para a publicação da nova versão do Processo Produtivo Básico. O PPB trará as regras de nacionalização de componentes e as contrapartidas que as empresas terão de oferecer para obter isenção tributária. As 12 fabricantes que estão inscritas para produzir tabuletas no Brasil confirmaram ontem que estão prontas para atender às exigências do MCT.

A sul-coreana Samsung, que produz o Galaxy desde outubro no país, informou que vai colocar três novos modelos no mercado após a publicação do PPB e a aprovação de seu projeto de produção local pelo ministério.

- Temos três aparelhos prontos para começar a produzir no dia seguinte ao anúncio da autorização interministerial e do PPB - disse o vice-presidente de Novos Negócios da Samsung, Benjamin Sicsú.

Segundo ele, a Samsung pretende colocar em linha de produção o Galaxy de sete polegadas sem voz e sem TV, mais barata que o modelo montado atualmente na sua fábrica em Campinas (SP). Os modelos de oito e de dez polegadas também passarão a ser produzidos lá.

O modelo Galaxy Tab atual, de sete polegadas com funções de voz e videochamada, é classificado como celular e por isso não pode ser enquadrado na lei.

O vice-presidente de Marketing e Vendas da SempToshiba, Caio Ortiz, disse que, com a aprovação dos incentivos, o mercado no país pode chegar a até 400 mil unidades vendidas este ano. A empresa espera conquistar uma fatia de 10% de participação nas vendas, com a produção de 30 mil a 40 mil unidades este ano em Salvador.

Entre as marcas menores, a MXT, que produz tablets desde o início do ano para o mercado corporativo, estuda lançar outra linha a partir dos incentivos. De acordo com o sócio-diretor Fábio Bedran, os projetos em estudo vão de tablets, para o varejo, a modelos de baixo custo, para programas de inclusão digital. A empresa investiu R$2 milhões na compra de maquinário para o início da produção em Betim (MG), além de R$500 mil para o desenvolvimento do aparelho.

Motorola já apresentou pedido ao ministério

A Sanmina, que fabrica de notebooks a medidores de energia em Hortolândia, recebeu três propostas para fabricar tablets em sociedade com outras empresas este ano. O diretor comercial, Luciano Lamoglia ainda analisa os projetos.

Já o presidente da Aiox, com fábrica em Caçador (SC), Jovelci Domingos Gomes, está à procura de parceiros para produzir tablets. Segundo ele, a linha de produção recém-montada e com 16 mil metros quadrados tem capacidade para produção de 50 mil aparelhos por mês.

A Motorola Mobility informou, por meio de nota, que já enviou a requisição ao MCT. A empresa já produz em Jaguariúna (SP) o Motorola Xoom, lançado em abril. A LG, que deve lançar o LG Optimus Pad ainda este ano, não confirmou se o modelo será produzido aqui ou no exterior. Mas em razão de já ter produção local de celulares, em Taubaté (SP), disse que há `grande chance` de seus tablets serem feitos aqui. Procuradas, Foxconn, Itautec e Positivo apenas confirmaram que vão lançar seus produtos no segundo semestre deste ano.

Autor(es): agência o globo: Paulo Justus e Lino Rodrigues

O Globo - 25/05/2011.