Reunião Bahia Sergipe discute investimento em energia

06/07/2012
reuniao2012.jpg

A reunião do grupo de trabalho para discutir o planejamento de longo prazo para o Sistema Elétrico Interligado da Área Sul da Região Nordeste (Bahia e Sergipe), com destaque para o sistema coletor da geração eólica, reuniu autoridades e técnicos dos dois estados, em Salvador, com a participação do diretor geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico - ONS, Hermes J. Chipp.

Durante a reunião, presidida pelo vice-governador e secretário de Infraestrutura, Otto Alencar, quinta-feira, 5, no auditório da AGERBA, no Centro Administrativo da Bahia, foram discutidos com o operador nacional do sistema elétrico mecanismos para dar celeridade à implantação das linhas de transmissão que vão dar vazão aos parques eólicos, além dos inconvenientes decorrentes da demora do licenciamento ambiental.

Participaram também, José Sérgio Gabrielle - Secretário SEPLAN, James Correia - Secretário SICM, Eugenio Spengler - Secretário SEMA, Ney Campelo - Secretário SECOPA, Zeca Ramos da Silva - Secretário SEDETEC-SE, Mauricio Tolmasquim - Presidente EPE, João Bosco de Almeida - Presidente CHESF, Moisés Afonso Sales Filho - Presidente COELBA, Marcus Cavalcanti - Chefe de Gabinete SEINFRA, Renato Amaral - ABEÓLICA, Nelson José Hubner - Diretor Geral ANEEL, José Carlos Miranda - Diretor EPE, Márcia Zimmermann - MME/SECEX, Gioreli de Souza Filho - Diretor Presidente ENERGISA-SE, Júlio Cesar Ferraz - Superintendente de Regulação e Transmissão, Cley Andrade - DERBA, Rafael Valverde - SICM, Ricardo Valente - COELBA, Mozart Arnaud - Diretor CHESF, COELBA, ABEÓLICA, Silvano Ragno- Superintendente SEINFRA, ABEÓLICA, ANEEL, Marcelo Maia Correa - Presidente NEOENERGIA, NEOENERGIA, Enio Emilio Schneider - Presidente AFLUENTE, Jorge Prado Leite - Presidente SULGIPE, EPE, EPE, AFLUENTE e SULGIPE.

Para acelerar os procedimentos necessários, surgiu a montagem de um grupo de trabalho envolvendo técnicos da Chesf e do Governo da Bahia. Dessa forma os dois órgãos vão trabalhar mais alinhados, em sintonia, diminuindo o tempo da regularização de pendências que possam interferir nos prazos de funcionamento dos parques eólicos que estão sendo instalados na região.

Carências

Dirigindo-se ao diretor da NOS, Hermes J. Chipp, o superintendente de Energia e Comunicação da Seinfra, Silvano Ragno, lembrou a importância da expansão do sistema elétrico de geração e transmissão para o crescimento da economia baiana, seja na produção industrial como na qualidade de vida da população interiorana.

Segundo o superintendente, diversas regiões da Bahia estão sendo prejudicadas no seu crescimento industrial por falta de energia elétrica, citando entre elas o extremo sul, oeste e a região de Morro do Chapéu. 'O atraso na construção das linhas de 230 kV Eunápolis/Teixeira de Freitas esta ocasionando sérios prejuízos a indústria de celulose e ao crescimento dessa importante região do Estado', explica.

'No oeste precisamos agilidade nos leilões de reforço do sistema de transmissão para permitir escoamento da produção de energia elétrica proveniente das gerações térmicas e eólicas oriundas de leilões de energia'.

O mesmo acontece nas regiões de Morro do Chapéu, Igaporã e Caitité , onde o escoamento da geração eólica depende de reforço de linhas de transmissão e subestações.

Destacando ainda o crescimento da Bahia no setor de energia renovável, o superintendente afirma que, hoje, muitas empresas investem no setor, nacionalizando peças e equipamentos, sendo três fábricas de aerogeradores, uma de pás e uma de torres.

Nos próximos cinco anos os custos de implantação de turbinas deve cair 12%, favorecendo a geração eólica, que deve se consolidar como a segunda fonte de energia elétrica mais importante.

'Antes de 2009 a Bahia não tinha nenhuma usina em construção, atualmente estamos com 57 projetos em andamento com um total de 1.564,9MW (representando 15% da capacidade instalada que o Estado possui). Além do que se encontra em construção, estamos com aproximadamente 20GW em projetos em fase de estudo para concorrer nos próximos leilões. A nossa preocupação é como escoar esta produção no futuro.'

'Diante dessa preocupação, estamos juntos com a COELBA e ABEOLICA, preparando estudo de modo que a EPE venha a planejar uma grande linha de 500kV, que atravesse o Estado, reforçando todo o sistema elétrico, afastando assim as preocupações ora existentes e dando tranquilidade aos investidores', finalizou.

Ascom/Seinfra

06.07.2012