10/08/2007
Um problema no painel de um avião da Gol que fazia ontem a rota Brasília-São Paulo assustou os passageiros, incluindo 15 deputados que estavam a bordo. O vôo 1205 saiu de Brasília às 13h45 e deveria pousar no Aeroporto de Congonhas, mas foi desviado para Guarulhos. O desembarque só ocorreu às 16h. Em nota, a companhia aérea informou que houve acionamento de aviso do sistema Anti Skid do freio da aeronave. O sistema corresponde ao ABS dos freios de carros. Quando a luz acendeu no painel, os passageiros começaram a ficar nervosos e imaginaram que o avião não conseguiria pousar. Segundo o deputado federal Júlio César Lima (DEM-PI), o piloto avisou a tripulação que havia um problema na aeronave, sem dar mais detalhes.
`O avião ficou rodando e desviaram o pouso para Guarulhos. Quando aterrissamos, vimos um carro dos bombeiros e uma ambulância em cada portão de embarque e desembarque do aeroporto. Ficamos muito apreensivos, mas o piloto tentou tranqüilizar os passageiros. Ao descer, havia mecânicos analisando a aeronave e conversando reservadamente com os pilotos. E toda hora vimos notícias de caos aéreo e acidentes. Ficamos com medo`, relatou o deputado.
O deputado Frank Aguiar (PTB-SP), que também estava no vôo, estranhou o que viu pela janela do avião. `Normalmente, após 25 minutos de vôo, o avião começa a sobrevoar São Paulo, mas eu via pela janela que a área sobrevoada era estranha e o avião estava durante muito tempo voando baixo`, disse, ao site de notícias G1. O parlamentar afirmou que o comandante comunicou a mudança da rota, de Congonhas para Guarulhos, alegando questão de segurança. `Em Cumbica, havia muitos carros do Corpo de Bombeiros porque o avião poderia descer de barriga. Essa era uma possibilidade que chegou a ser comentada dentro do avião, mas não ocorreu`, continuou.
De acordo com a assessoria de imprensa da Gol, realmente o procedimento foi normal. `A Companhia esclarece que não foi um pouso de emergência, visto que os freios operavam normalmente e a aterrissagem ocorreu em condições normais`, alegou, em nota distribuída à imprensa. O Corpo de Bombeiros enviou viaturas à pista porque o piloto informou à torre sobre o problema do acionamento da luz. Caso houvesse falha nos freios, ele precisaria fazer uma aterrissagem forçada.
`Parecia que todo o sistema de segurança do aeroporto havia sido acionado`, contou o deputado Júlio César Lima. `Quando eu desci, disse: ‘pulamos uma fogueira`. Todo mundo riu`, completou. O susto passado pelos deputados foi comunicado aos colegas por Vic Pires Franco (DEM-PA) no encerramento da reunião da CPI da Crise Aérea. Aldo Rebelo (PCdoB-SP), Ricardo Izar (PTB-SP) e Benedito de Lira (PP-AL) também estavam a bordo.
BIMOTOR CAI NO AMAZONAS
Um avião bimotor de pequeno porte, modelo Embraer 810C, conhecido como Sêneca 2, caiu na manhã de ontem durante os procedimentos de pouso no Aeroporto de Borba, no Amazonas, distante cerca de 150km de Manaus. O piloto, Márcio Lordeiro, teria perdido o controle do avião ao se aproximar da pista. A aeronave pertence à empresa Tio Táxi Aéreo. O piloto e os quatro passageiros que estavam na aeronave ficaram feridos, mas não correm risco de morte. As vítimas foram levadas para o Hospital João Lucio Pereira, em Manaus. Também estavam no avião os servidores da Fundação de Vigilância Sanitária Elias Machado e Antônio Carlos Rosa, o empresário Alcyr Cavalcante e a engenheira Roseane Marques. Com exceção do piloto, que teve uma fratura, todos demais passageiros tiveram apenas escoriações e luxações.
Fonte: Jornal Correio Braziliense
Em 10/08/2007.
`O avião ficou rodando e desviaram o pouso para Guarulhos. Quando aterrissamos, vimos um carro dos bombeiros e uma ambulância em cada portão de embarque e desembarque do aeroporto. Ficamos muito apreensivos, mas o piloto tentou tranqüilizar os passageiros. Ao descer, havia mecânicos analisando a aeronave e conversando reservadamente com os pilotos. E toda hora vimos notícias de caos aéreo e acidentes. Ficamos com medo`, relatou o deputado.
O deputado Frank Aguiar (PTB-SP), que também estava no vôo, estranhou o que viu pela janela do avião. `Normalmente, após 25 minutos de vôo, o avião começa a sobrevoar São Paulo, mas eu via pela janela que a área sobrevoada era estranha e o avião estava durante muito tempo voando baixo`, disse, ao site de notícias G1. O parlamentar afirmou que o comandante comunicou a mudança da rota, de Congonhas para Guarulhos, alegando questão de segurança. `Em Cumbica, havia muitos carros do Corpo de Bombeiros porque o avião poderia descer de barriga. Essa era uma possibilidade que chegou a ser comentada dentro do avião, mas não ocorreu`, continuou.
De acordo com a assessoria de imprensa da Gol, realmente o procedimento foi normal. `A Companhia esclarece que não foi um pouso de emergência, visto que os freios operavam normalmente e a aterrissagem ocorreu em condições normais`, alegou, em nota distribuída à imprensa. O Corpo de Bombeiros enviou viaturas à pista porque o piloto informou à torre sobre o problema do acionamento da luz. Caso houvesse falha nos freios, ele precisaria fazer uma aterrissagem forçada.
`Parecia que todo o sistema de segurança do aeroporto havia sido acionado`, contou o deputado Júlio César Lima. `Quando eu desci, disse: ‘pulamos uma fogueira`. Todo mundo riu`, completou. O susto passado pelos deputados foi comunicado aos colegas por Vic Pires Franco (DEM-PA) no encerramento da reunião da CPI da Crise Aérea. Aldo Rebelo (PCdoB-SP), Ricardo Izar (PTB-SP) e Benedito de Lira (PP-AL) também estavam a bordo.
BIMOTOR CAI NO AMAZONAS
Um avião bimotor de pequeno porte, modelo Embraer 810C, conhecido como Sêneca 2, caiu na manhã de ontem durante os procedimentos de pouso no Aeroporto de Borba, no Amazonas, distante cerca de 150km de Manaus. O piloto, Márcio Lordeiro, teria perdido o controle do avião ao se aproximar da pista. A aeronave pertence à empresa Tio Táxi Aéreo. O piloto e os quatro passageiros que estavam na aeronave ficaram feridos, mas não correm risco de morte. As vítimas foram levadas para o Hospital João Lucio Pereira, em Manaus. Também estavam no avião os servidores da Fundação de Vigilância Sanitária Elias Machado e Antônio Carlos Rosa, o empresário Alcyr Cavalcante e a engenheira Roseane Marques. Com exceção do piloto, que teve uma fratura, todos demais passageiros tiveram apenas escoriações e luxações.
Fonte: Jornal Correio Braziliense
Em 10/08/2007.