10/08/2007
Se o tamanho da pista do Aeroporto Jorge Amado, em Ilhéus, já causava preocupação aos usuários, agora eles têm um motivo a mais para temer pela segurança dos vôos. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) decidiu reduzir em 110m o tamanho da pista - apontada por pilotos como a segunda mais perigosa do Brasil.
Ela passará de 1.577m para 1.467m. A Infraero já foi acionada pela Anac e vem cumprindo a determinação. De acordo com a Organização Internacional de Aviação Civil, qualquer pista com menos de dois mil metros deve ser considerada `especial`.
Atendendo a determinação da Anac, funcionários da Infraero e de uma empresa de construção civil começaram os trabalhos na pista do aeroporto na manhã de ontem. Uma faixa será pintada para demarcar a nova área a ser utilizada pelos pilotos. A redução dos 110m afetará as decolagens em direção ao mar e para pousos em sentido contrário. Para pousos realizados pelo outro lado do aeroporto, a pista poderá ser usada em toda a sua extensão: 1.577m. O mesmo acontecerá para as aeronaves que decolarem em direção à cabeceira oeste.
Com cerca de 1,2 mil passageiros embarcando e desembarcando diariamente no local, o aeroporto é considerado de pequeno porte. Embora o tamanho da pista já causasse receio aos usuários, ele aumentou ainda mais no dia 29 de julho, quando o Fantástico divulgou o resultado de uma pesquisa feita com 20 pilotos de grandes empresas aéreas brasileiras. Segundo os entrevistados, a pista só perde em insegurança para a de Congonhas, em São Paulo.
Localizado na Rua Brigadeiro Eduardo Gomes, no bairro de Pontal, a três quilômetros do centro da cidade, o Aeroporto Jorge Amado tem uma pista com dimensões 1.577m x 45 e terminal de passageiros com capacidade de 300 mil por ano. Erguido na década de 40, foi perdendo espaço para a urbanização do município. Localizado entre o rio e o mar, ele é ainda cercado por dois grandes bairros de Ilhéus, um deles o Pontal.
Segundo o especialista, a pista curta faz com que as empresas de aviação tenham que reduzir o peso de passageiros, bagagens e carga, além de pelo menos 50% do combustível. O avião decola com volume inferior ao necessário e pára em outros aeroportos para abastecer. Com isso, o custo operacional das companhias aumenta. A reportagem procurou a Anac para saber as causas que implicaram a redução da pista, mas até às 19h não obteve retorno.
Fonte: Jornal A Tarde
Em 10/08/2007.
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Ela passará de 1.577m para 1.467m. A Infraero já foi acionada pela Anac e vem cumprindo a determinação. De acordo com a Organização Internacional de Aviação Civil, qualquer pista com menos de dois mil metros deve ser considerada `especial`.
Atendendo a determinação da Anac, funcionários da Infraero e de uma empresa de construção civil começaram os trabalhos na pista do aeroporto na manhã de ontem. Uma faixa será pintada para demarcar a nova área a ser utilizada pelos pilotos. A redução dos 110m afetará as decolagens em direção ao mar e para pousos em sentido contrário. Para pousos realizados pelo outro lado do aeroporto, a pista poderá ser usada em toda a sua extensão: 1.577m. O mesmo acontecerá para as aeronaves que decolarem em direção à cabeceira oeste.
Com cerca de 1,2 mil passageiros embarcando e desembarcando diariamente no local, o aeroporto é considerado de pequeno porte. Embora o tamanho da pista já causasse receio aos usuários, ele aumentou ainda mais no dia 29 de julho, quando o Fantástico divulgou o resultado de uma pesquisa feita com 20 pilotos de grandes empresas aéreas brasileiras. Segundo os entrevistados, a pista só perde em insegurança para a de Congonhas, em São Paulo.
Localizado na Rua Brigadeiro Eduardo Gomes, no bairro de Pontal, a três quilômetros do centro da cidade, o Aeroporto Jorge Amado tem uma pista com dimensões 1.577m x 45 e terminal de passageiros com capacidade de 300 mil por ano. Erguido na década de 40, foi perdendo espaço para a urbanização do município. Localizado entre o rio e o mar, ele é ainda cercado por dois grandes bairros de Ilhéus, um deles o Pontal.
Segundo o especialista, a pista curta faz com que as empresas de aviação tenham que reduzir o peso de passageiros, bagagens e carga, além de pelo menos 50% do combustível. O avião decola com volume inferior ao necessário e pára em outros aeroportos para abastecer. Com isso, o custo operacional das companhias aumenta. A reportagem procurou a Anac para saber as causas que implicaram a redução da pista, mas até às 19h não obteve retorno.
Fonte: Jornal A Tarde
Em 10/08/2007.
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