Estado busca recuperar florestas

17/08/2007
A Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) lançou o Programa Floresta Bahia Global, que visa à promoção de ações de recuperação da cobertura vegetal e descarbonização. O objetivo é estabelecer um marco regulatório e uma metodologia de referência para a adoção de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL). Prevê, inclusive, a emissão de títulos equivalentes aos Certificados de Emissões Reduzidas (CERs), denominados no âmbito do programa de Créditos de Carbono Zero (CCSs).

O secretário Juliano Matos afirmou que o programa buscará neutralizar a emissão de gases, incentivando a alteração da base energética; seqüestrar o CO2 através do reflorestamento, e incluir os biomas da caatinga e do cerrado na captação do carbono após pesquisas. As empresas que apoiarem projetos neste sentido receberão um selo para agregar valor à marca ou produto. `Uma empresa aérea já demonstrou interesse`, afirmou.

As empresas interessadas devem procurar a secretaria para manifestar interesse. A Semarh indicará a área florestal a ser recuperada e as espécies que devem ser plantadas. Segundo o secretário, serão certificados projetos já existentes ou estabelecidos convênios com associações de pequenos produtores rurais, instituições ambientalistas e universidades públicas com competência em ecologia de restauração de florestas e gestão ambiental.

Por outro lado, os Créditos de Carbono Zero, que serão emitidos pela secretaria, a partir dos projetos, deverão ser adquiridos, através da Bolsa de Valores da Bahia, por empreendimentos que utilizam produtos florestais madeireiros ou emitem dióxido de carbono em seus processos produtivos ou serviços. Na primeira etapa, eles serão emitido exclusivamente para projetos executados em unidades de conservação de proteção integral, territórios de comunidades quilombolas, áreas de preservação instituídas em reservas indígenas, reservas legais e áreas de preservação permanente de assentamentos de reforma agrária e associações de agricultores familiares e unidades experimentais e centros de pesquisas públicos.

Fonte: Jornal Correio da Bahia

17/08/07