27/04/2007
Das 4,5 milhões de toneladas previstas, só 1 milhão serão de placas. O novo desenho do empreendimento prevê 1,5 milhão de aços longos e 2 milhões de bobinas a quente. CSN construirá usina de US$ 3 bi sem chineses Steinbruch também confirmou a disposição da companhia de investir em aquisição de siderúrgicas no exterior. Em um prazo de seis meses, revelou, a CSN deverá concluir o planejamento que vai definir quais passos serão tomados nesse sentido. Steinbruch confirmou que, se não adquirir unidade alguma, a CSN poderá investir na construção de novas usinas em Portugal, onde já controla uma siderúrgica, ou nos Estados Unidos, onde também já controla uma laminadora. Também presente ao evento, o diretor-executivo financeiro da CSN, Otávio de Garcia Lazcano, observou que a geração de caixa atual da siderúrgica permite investir na usina de Itaguaí só com recursos próprios. De qualquer forma, confirmou que recorrerá ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) depois de concluída uma análise que definirá o que classificou de nível ótimo de financiamento para o projeto. Diniz justificou as novas siderúrgicas ao lembrar que a previsão de crescimento do consumo mundial de aços longos, este ano, é de 11 milhões de toneladas. `Se o mercado brasileiro crescer só 10%, já representará um consumo adicional de 1 milhão de toneladas por ano`, afirmou Diniz, ao confirmar que, dos 9 milhões de toneladas previstos de aumento para o período 2009/2010, praticamente a maior parte vai ser destinada ao mercado externo: 7 milhões de toneladas. Como exemplo de que o cenário é mais do que favorável, o executivo confirmou que o consumo de aço do mercado de construção civil, altamente demandante de aços longos, registrou crescimento de 41% no primeiro trimestre deste ano, na comparação com os primeiros três meses de 2006. No mesmo período, acrescentou, nos mercados de embalagens e de produtos de linha branca o consumo aumentou, respectivamente, 12% e 18%. FONTE Gazeta Mercantil 27/04/2007