Seinfra publica nova edição do Balanço Energético da Bahia

27/04/2007
bal_energetico.jpgA Secretaria Estadual de Infra-estrutura (Seinfra) lançou nesta semana (dia 24), uma nova edição do Balanço Energético da Bahia, que contempla a série histórica de 1980 a 2004. O estudo que aponta as principais modificações ocorridas na estrutura da matriz energética estadual ao longo desse período será distribuído entre diversos órgãos estaduais do país, além de universidades e o material também ficará disponível no site: www.seinfra.ba.gov.br. Pela importância da divulgação de informações atualizadas, a sua veiculação passará a ter periodicidade anual, com a recuperação dos dados de 2005 e 2006 na próxima edição, ainda este ano.

'Este documento - ao mensurar os fluxos das fontes primárias e secundárias de energia, desde a produção até o consumo final - oferece uma visão retrospectiva e integrada, identificando pontos de estrangulamento e oportunidades de utilização de novas fontes. Isso permite o estabelecimento de indicadores e diretrizes para a atuação dos órgãos governamentais privados afetos ao setor, se constituindo em um dos instrumentos indispensáveis para o planejamento energético estadual', explica o secretário de Infra-estrutura, Antonio Carlos Batista Neves.

Entre as principais mudanças do balanço está a oferta interna de energia, que registrou uma evolução de 41,9%, ao se comparar o ano de 2004 com o de 1980. Observou-se ainda o aumento da participação da energia não-renovável, que representa 72,2% de toda a oferta interna em 2004, sendo que o petróleo e seus derivados contribuem com 53,2% e o gás natural, com 15,9% do total.

De acordo com o superintendente de Energia e Comunicação da Seinfra, Silvano Ragno, o bloco de energia renovável, que representou 45,4% da oferta interna em 1980, teve a sua participação reduzida para 27,8% no final da série histórica abordada - onde a energia elétrica tem um peso de 11,7%, enquanto a lenha e o carvão vegetal participam com 13,9%. 'Com relação à demanda de energia, os setores socioeconômicos mais representativos foram o industrial com 22,9%, o de transportes com 17,1% e o residencial, com 14,6%'.

Segundo o coordenador de Desenvolvimento Energético da Seinfra, Aldo de Freitas Pinheiro, o relatório aponta que o consumo final não-energético - caracterizado, principalmente, pelo uso de algumas fontes de energia como matéria-prima na indústria petroquímica (gás natural e nafta) - registrou um aumento de sua participação relativa de 16%, em 1980, para 22% em 2004. 'No consumo final energético, a participação relativa da indústria cresceu de 39,4%, em 1980, para 44,1% em 2004, explicada de forma geral, pelo aumento estável, ao longo do período, da atividade na indústria baiana, apresentando incremento médio de 1,25% ao ano', esclareceu.

O setor terciário (comércio, serviços e transportes) teve uma participação relativa de aumento em relação ao consumo final energético, passando de 15,3%, em 1980, para 29,3% em 2004. 'Esse dado mostra o crescimento do setor terciário com maior utilização de energia principalmente pela rubrica transportes, com crescimento médio de 3,45% ao ano, onde se destaca o transporte rodoviário', concluiu o coordenador.

Clique aqui para fazer o download do Balanço Energético 2005 em formato pdf.

Fonte: ASCOM/Seinfra