Bahia terá parque tecnológico de excelência

07/05/2007
A Bahia vai ganhar seu primeiro Parque Tecnológico. O local escolhido, uma área de 1 milhão de m2, na Avenida Paralela, ainda não saiu do papel mas já aguça interesses de pesquisadores de células tronco e abrigará espaço para desenvolvimento de pesquisa para transportes não poluentes. Segundo o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Secti, Ildes Ferreira, oito empresas já mostraram interesse. `Ele tem possibilidade de manter dezenas de empresas. Vamos dar o pontapé inicial no dia 04 de junho com o lançamento da pedra fundamental. O ministro de Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, estará em visita à Bahia. A previsão é de que a construção seja um processo contínuo nos próximos 15 anos`, avalia.

O Parque Tecnológico de Salvador nasce com sotaque francês. Baseado no Parque Sophia Antipolis, localizado numa área de 24 milhões de m2, na cidade francesa de Nice. Para o gerente executivo do projeto, Marcos Lima, tanto o local onde está o parque francês quanto o baiano abrigam características em comum: `O nosso parque é bem menor que o francês, mas há características similares, ambas as cidades são conhecidas pelo potencial turístico. O Parque de Sophia trouxe desenvolvimento tecnológico nessa área com sustentabilidade ambiental. E esse é o modelo que queremos na Bahia`, revela.

Numa primeira etapa serão destinados R$ 30 milhões de verba disponível para fazer as obras iniciais de infra-estrutura e a construção do Tecnocentro, também chamado de área de inteligência do parque. De acordo com o secretário, naquela área estarão funcionando a Secti, a Fapesb, agências de fomento à pesquisa e também universidades. `Tudo será feito de forma ecologicamente adaptada. Não terá asfalto e sim pavimentação que se adequa ao projeto ambiental do parque. Por isso ele é mais caro. Toda a construção é feita com recomendação ecológico ambiental, sendo um pouco mais caro que a convencional`, diz Ferreira.

O parque tecnológico, fruto de parceria público privada, já conta com escritura do terreno, licença ambiental, licença da Limpurb, Embasa e Coelba. `A prefeitura doou o terreno. Agora só falta a planta executiva, que é cara. No passado o Ministério de Ciências e Tecnologia doou R$ 1 milhão para despesas com a planta. Como não foi feito o estudo, a verba retornou e o Estado teve que pagar uma multa de R$ 200 mil. A planta custa em torno de R$ 800 mil a R$ 1 milhão. É um trabalho especializado e caro que será feito via licitação. Nos próximos dois anos ele deve começar a funcionar`, comenta Ildes Ferreira.

Fonte: Tribuna da Bahia

Repórter: Alessandra Nascimento

05/05/07