Portos do País terão R$ 1,4 bi

13/09/2007
Os principais portos brasileiros irão receber investimento de R$ 1,4 bilhão para realização de obras de dragagem. O Porto de Santos, em São Paulo, consumirá R$ 200 milhões deste montante, enquanto o de Itaguaí, no Rio de Janeiro, receberá algo em torno de R$ 100 milhões para retirar os sedimentos do fundo do mar e assim aumentar a profundidade, que dará melhores condições de atracação aos navios de grande porte.

O Porto de Salvador, assim como o de Aratu, também deverão ser beneficiados com investimentos para este fim. Mas, de acordo com o ministro da Secretaria Especial de Portos, Pedro Brito, o volume de recursos ainda não foi definido, porque os projetos ainda não foram concluídos. `Eu dependo dos projetos para definir o custo das obras`, disse.

A previsão, segundo o diretorpresidente da Companhia de Docas da Bahia (Codeba), Newton Ferreira Dias, é que, até o final deste ano, os projetos sejam finalizados.

Após a conclusão das obras de dragagem, a profundidade do Porto de Salvador deverá passar dos 12 metros atuais para 14 metros, considerado o ideal para atracação de grandes navios.

O anúncio dos investimentos foi feito ontem pelo ministro dos Portos, Pedro Brito, durante a V Reunião da Comissão Interamericana de Portos, que acontece no Hotel Pestana, amanhã, com a participação de autoridades portuárias de 34 países.

Pedro Brito apresentou, para uma platéia de autoridades portuárias de 34 países, o projeto de desenvolvimento dos portos brasileiros e assegurou que os portos baianos estão na mira da sua pasta para receber obras de infra-estrutura de acesso marítimo e assim acelerar as relações comerciais.

O ministro informou que já manteve contato com o prefeito João Henrique e com o governador Jaques Wagner para promover a revitalização da área do Porto de Salvador, no Comércio. `Queremos harmonizar a área portuária com a cidade, e para isso acontecer é preciso que os projetos estejam casados`, disse.

A proposta, segundo o ministro, é revitalizar os armazéns da Codeba, abrindo espaço para que a iniciativa privada possa explorar parte daquela área com restaurantes, cafés e outros espaços comerciais, integrando o porto à cidade de Salvador.

`A prefeitura tem um estudo de viabilidade técnica e econômica, mas é preciso assegurar os recursos em parceria com a Codeba, a prefeitura e o governo do Estado`, afirmou.

A idéia do ministro é transferir as atividades de cargas de grande porte para o Porto de Aratu e deixar o de Salvador exclusivamente para abrigar os terminais de passageiros e de contêineres.

Fonte: Jornal A Tarde

13/09/07