07/03/2008
O consumo de álcool combustível (o álcool anidro adicionado à gasolina e o hidratado) vai superar o da gasolina em 2008, pela primeira vez em 13 anos. Essa é a expectativa do presidente da Petrobras Distribuidora (BR), José Eduardo Dutra, após o forte aumento no consumo de combustíveis no país desde o ano passado. Foram 8,2% em 2007, contra 2,4% em 2006. As vendas da BR cresceram 14,9%. Só no mês de janeiro, a demanda total de combustíveis cresceu 10,7%, enquanto as vendas da BR cresceram 32,7%. Em fevereiro, foram outros 21,9%.
No auge do Proálcool, o consumo do combustível derivado da cana-de -açúcar chegou a superar o da gasolina durante dez anos, entre 1985 a 1995.
No ano passado, segundo o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis (Sindicom), as vendas de gasolina totalizaram 18 bilhões de litros, contra 15,4 bilhões de litros de álcool. Em janeiro, foram vendidos 1,5 bilhão de litros de gasolina e 1,45 bilhão de litros de álcool.
- Tudo indica que até o fim do ano o consumo do álcool vai superar o da gasolina. A julgar pelo `cheiro` de janeiro, a demanda vai continuar crescendo forte. É a melhor coisa que pode acontecer para nós, estabilidade de preços e mercado crescente - afirmou Dutra.
Devido ao forte consumo, a BR teve lucro recorde em 2007 (R$841 milhões), 47,5% acima do resultado de 2006. Dutra destacou que a distribuidora elevou sua participação de mercado de 32,3% para 34,3%. As vendas da BR saltaram de R$26,8 bilhões para R$30,7 bilhões.
- Esse resultado se deveu ao aumento das vendas da BR, que foram superiores ao crescimento do mercado total, e também à redução de custos - destacou.
Gabrielli: preços não vão subir a curto prazo
No ano passado, as vendas de gasolina da BR cresceram 7,6% e as do diesel, 15%. Já as vendas de álcool da BR subiram 80,9%. Segundo Dutra, uma parte desse aumento se deveu à redução do mercado ilegal de álcool, principalmente em São Paulo, mas outra se deve ao sucesso dos carros flex. Em média, o álcool custou 59% do preço da gasolina em 2007, o que foi vantajoso para o consumidor.
Para continuar forte no mercado de distribuição de combustíveis, a BR pretende investir R$590 milhões este ano, contra R$570 milhões em 2007.
Ontem, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, disse que não espera aumento de preços dos combustíveis derivados de petróleo no mercado interno, a curto prazo, apesar da recentes alta do preço internacional do barril. Em Londres, Gabrielli afirmou que a longo prazo a companhia ajustará os preços dos produtos petrolíferos para adaptá-los à tendência mundial. O último ajuste nos preços de derivados do petróleo no Brasil aconteceu em 2005.
Repórter: Ramona Ordoñez
Fonte: O Globo
Em 7/03/2008.
No auge do Proálcool, o consumo do combustível derivado da cana-de -açúcar chegou a superar o da gasolina durante dez anos, entre 1985 a 1995.
No ano passado, segundo o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis (Sindicom), as vendas de gasolina totalizaram 18 bilhões de litros, contra 15,4 bilhões de litros de álcool. Em janeiro, foram vendidos 1,5 bilhão de litros de gasolina e 1,45 bilhão de litros de álcool.
- Tudo indica que até o fim do ano o consumo do álcool vai superar o da gasolina. A julgar pelo `cheiro` de janeiro, a demanda vai continuar crescendo forte. É a melhor coisa que pode acontecer para nós, estabilidade de preços e mercado crescente - afirmou Dutra.
Devido ao forte consumo, a BR teve lucro recorde em 2007 (R$841 milhões), 47,5% acima do resultado de 2006. Dutra destacou que a distribuidora elevou sua participação de mercado de 32,3% para 34,3%. As vendas da BR saltaram de R$26,8 bilhões para R$30,7 bilhões.
- Esse resultado se deveu ao aumento das vendas da BR, que foram superiores ao crescimento do mercado total, e também à redução de custos - destacou.
Gabrielli: preços não vão subir a curto prazo
No ano passado, as vendas de gasolina da BR cresceram 7,6% e as do diesel, 15%. Já as vendas de álcool da BR subiram 80,9%. Segundo Dutra, uma parte desse aumento se deveu à redução do mercado ilegal de álcool, principalmente em São Paulo, mas outra se deve ao sucesso dos carros flex. Em média, o álcool custou 59% do preço da gasolina em 2007, o que foi vantajoso para o consumidor.
Para continuar forte no mercado de distribuição de combustíveis, a BR pretende investir R$590 milhões este ano, contra R$570 milhões em 2007.
Ontem, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, disse que não espera aumento de preços dos combustíveis derivados de petróleo no mercado interno, a curto prazo, apesar da recentes alta do preço internacional do barril. Em Londres, Gabrielli afirmou que a longo prazo a companhia ajustará os preços dos produtos petrolíferos para adaptá-los à tendência mundial. O último ajuste nos preços de derivados do petróleo no Brasil aconteceu em 2005.
Repórter: Ramona Ordoñez
Fonte: O Globo
Em 7/03/2008.