16/07/2008
Depois de afetar a extração de petróleo, os petroleiros agora miram a produção de combustíveis. A Federação Única dos Petroleiros (FUP) decidiu realizar greve de dois dias, que começa amanhã, nas refinarias e terminais da Petrobras. A decisão, tomada ontem no começo da noite, é uma retaliação ao plano de contingência que a companhia adotou na Bacia de Campos para driblar a paralisação dos trabalhadores do Norte Fluminense, iniciada na segunda-feira.
- Vamos mexer na produção das refinarias, mas não vamos zerá-la - afirmou o diretor da FUP, José Genivaldo Silva. - É uma paralisação de protesto pela atitude da Petrobras, de sufocar a mobilização na Bacia de Campos.
Silva lembrou ainda que a parada nas refinarias provoca uma reação em cadeia na indústria do petróleo.
- Não dá para ficar produzindo petróleo sem ter para onde mandá-lo nem lugar para estocar - disse o sindicalista. - O reflexo da interrupção das refinarias na produção costuma acontecer em três dias.
A greve nas refinarias nesta semana não prevê paralisação total, mas a FUP vai discutir a possibilidade na semana que vem, talvez na terça-feira.
- Uma mobilização mais forte será discutida em plenária da semana que vem - afirmou o diretor da FUP. Além de retaliar o plano de contingência da Petrobras, a decisão da federação também visa ampliar o poder de barganha da categoria na discussão de benefícios de participações nos lucros da empresa. Eles simplesmente não conversam sobre o assunto.
Os petroleiros do Sindicato do Norte Fluminense, em greve desde segunda-feira, se reúnem amanhã com a empresa para tentar chegar a um acordo sobre o pleito. A companhia informou que a produção foi completamente restabelecida ontem, após cortes na extração de petróleo com a paralisação de 12 plataformas no início do movimento grevista.
A Petrobras, segundo os sindicalistas, pede que funcionários em férias voltem ao trabalho, bem como quem está de folga ou que deveria desembarcar das plataformas. Segundo a estatal, a produção da Bacia de Campos está totalmente normalizada. A última plataforma parada, P-27, retomou a produção na noite de ontem.
Repórter: Sabrina Lorenzi
Fonte: Jornal do Brasil
16/7/2008.
- Vamos mexer na produção das refinarias, mas não vamos zerá-la - afirmou o diretor da FUP, José Genivaldo Silva. - É uma paralisação de protesto pela atitude da Petrobras, de sufocar a mobilização na Bacia de Campos.
Silva lembrou ainda que a parada nas refinarias provoca uma reação em cadeia na indústria do petróleo.
- Não dá para ficar produzindo petróleo sem ter para onde mandá-lo nem lugar para estocar - disse o sindicalista. - O reflexo da interrupção das refinarias na produção costuma acontecer em três dias.
A greve nas refinarias nesta semana não prevê paralisação total, mas a FUP vai discutir a possibilidade na semana que vem, talvez na terça-feira.
- Uma mobilização mais forte será discutida em plenária da semana que vem - afirmou o diretor da FUP. Além de retaliar o plano de contingência da Petrobras, a decisão da federação também visa ampliar o poder de barganha da categoria na discussão de benefícios de participações nos lucros da empresa. Eles simplesmente não conversam sobre o assunto.
Os petroleiros do Sindicato do Norte Fluminense, em greve desde segunda-feira, se reúnem amanhã com a empresa para tentar chegar a um acordo sobre o pleito. A companhia informou que a produção foi completamente restabelecida ontem, após cortes na extração de petróleo com a paralisação de 12 plataformas no início do movimento grevista.
A Petrobras, segundo os sindicalistas, pede que funcionários em férias voltem ao trabalho, bem como quem está de folga ou que deveria desembarcar das plataformas. Segundo a estatal, a produção da Bacia de Campos está totalmente normalizada. A última plataforma parada, P-27, retomou a produção na noite de ontem.
Repórter: Sabrina Lorenzi
Fonte: Jornal do Brasil
16/7/2008.