16/04/2009
A geração de empregos formais na Bahia manteve a tendência de expansão em março, quando o saldo positivo foi de 4.497 novos postos com carteira assinada, resultado de 51.525 admissões e 47.028 desligamentos. Com o crescimento em março, o estado fecha o trimestre com um saldo positivo de 4002 empregos. A reação do mercado formal de trabalho começou em fevereiro, com um saldo positivo de 422 postos, recuperando parte da perda de 917 vagas em janeiro.
A performance baiana em março foi significativa frente ao cenário nacional, já que a expansão de 0,33% no estado foi três vezes superior à do conjunto do país (0,11%) e os 4.497 empregos gerados na Bahia responderam por 13% do saldo do Brasil (34.818 vagas). Em termos regionais, o resultado foi ainda mais expressivo: o Nordeste registrou retração (-40.208 postos ou -0,85%), fruto, sobretudo, da sazonalidade negativa da agroindústria da cana de açúcar.
Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, analisados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento.
A Região Metropolitana de Salvador (RMS) voltou a contratar em março, gerando 2.810 vagas, o equivalente a 62,5% do total estadual, contra 37,5% no interior (1.687 empregos).
Dentre as nove principais regiões metropolitanas do país, a RMS teve o terceiro melhor resultado, atrás das metrópoles do Rio de Janeiro (+7.530 vagas) e Belo Horizonte (+4.244 empregos). As regiões do Recife (-7.204 postos), São Paulo (-3.218) e Belém (-1.062) apresentaram resultados negativos.
O bom desempenho da RMS está diretamente associado ao desempenho dos setores de Serviços (2.185 empregos) e Construção Civil (1.529). No setor de Serviços, merece destaque o contingente de 1.268 novos empregos gerados no segmento de alojamento, alimentação, reparação e manutenção, o que está relacionado com a estratégia de prolongamento das atividades associadas ao Verão, após o término do Carnaval.
`O desempenho de março ratifica a trajetória de reação do mercado formal de trabalho na Bahia, vivenciada desde fevereiro, e traz alguns elementos que permitem traçar um cenário promissor para os próximos meses. Primeiramente, a RMS voltou a gerar empregos e o interior continuou apresentando resultados positivos. Em segundo lugar, a análise por setores indica uma retomada de atividade`, avalia o diretor geral da SEI, Geraldo Reis.
Setores
Dentre os setores de atividade econômica, o destaque, em março de 2009, ficou por conta do setor de Serviços, que gerou 2.042 empregos (45,4% do total), com destaque para o segmento de Ensino (791 empregos). A Construção Civil gerou 1.839 postos (40,9%). A Agropecuária segue com resultados positivos (626 novos postos, cerca de 14,0% do total).
Os Serviços Industriais de Utilidade Pública responderam pelo surgimento de 486 novas vagas (10,8% do total). A Indústria de Transformação criou 27 novos empregos, mas alguns segmentos apresentaram bons resultados a exemplo do calçadista (+519 postos) e de produtos alimentícios e bebidas (+329 vagas).
Os resultados negativos ficaram por conta do Comércio (-425 empregos) em função do desempenho desfavorável do comércio varejista (-507 vagas) e da Indústria Extrativa Mineral (-142 postos).
`A abertura de novas vagas na Construção Civil sinaliza a retomada de obras no setor imobiliário e também investimentos públicos em infraestrutura, e privados, na implantação ou ampliação de empreendimentos. Por fim, a Indústria de Transformação parou de eliminar vagas, o que pode indicar uma inflexão nesta tendência`, explica o diretor de Pesquisas da SEI, José Ribeiro.
Entre os municípios, os destaques, em termos absolutos, são: Itamaraju (1.628 empregos), Salvador (1.223) e Lauro de Freitas (1.074). Aqueles que mais fecharam vagas foram Porto Seguro (-417), Rio Real (-329) e Nova Viçosa (-235).
Primeiro trimestre
No ano, de janeiro a março, a Bahia acumula um saldo positivo de 4.002 empregos, um incremento de 0,30%, desempenho bastante favorável frente aos contextos nacional (-57.751 vagas) e nordestino (-81.223), que ainda acumulam redução de postos de trabalho da ordem de -0,18% e -1,69%, respectivamente.
Em termos espaciais, o interior do estado responde amplamente pelo desempenho positivo, com 3.557 novos empregos no primeiro trimestre, o equivalente a cerca de 89% do saldo total. A RMS acumula 445 novos postos, revertendo o saldo negativo de 2.365 vagas que acumulava durante os meses de janeiro e fevereiro.
Os Serviços passaram a liderar a geração de emprego em 2009, com a criação de 2.731 empregos no trimestre. Em seguida, a Agropecuária tem saldo positivo de 2.600 vagas. A Construção Civil também apresenta desempenho positiva, com a criação de 2.463 novas oportunidades de trabalho. Os Serviços Industriais de Utilidade Pública acumulam 399 vagas no ano.
Apesar de ter cessado a retração de postos de trabalho em março, a Indústria de Transformação ainda acumula o fechamento de 1.268 vagas durante os três primeiros meses de 2009. O Comércio também acumula perdas no ano (-2.326 postos) em função exclusiva do desempenho negativo do segmento de comércio varejista (-2.798 empregos) já que o comércio atacadista vem apresentando saldo positivo de 472 vagas. A Indústria Extrativa Mineral (-460) e a Administração Pública (-137) também acumulam eliminação de postos em 2009.
Dentre os municípios, se destacam Itamaraju (1.580 novas vagas), Lauro de Freitas (1.182) e Cruz das Almas (1.094). Os que mais eliminaram foram Juazeiro (-595), Simões Filho (-406) e Nova Viçosa (-290 postos). A capital baiana acumula um saldo negativo de 154 empregos de janeiro a março de 2009.
Fonte: Agecom
Em 16/4/2009.
A performance baiana em março foi significativa frente ao cenário nacional, já que a expansão de 0,33% no estado foi três vezes superior à do conjunto do país (0,11%) e os 4.497 empregos gerados na Bahia responderam por 13% do saldo do Brasil (34.818 vagas). Em termos regionais, o resultado foi ainda mais expressivo: o Nordeste registrou retração (-40.208 postos ou -0,85%), fruto, sobretudo, da sazonalidade negativa da agroindústria da cana de açúcar.
Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, analisados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento.
A Região Metropolitana de Salvador (RMS) voltou a contratar em março, gerando 2.810 vagas, o equivalente a 62,5% do total estadual, contra 37,5% no interior (1.687 empregos).
Dentre as nove principais regiões metropolitanas do país, a RMS teve o terceiro melhor resultado, atrás das metrópoles do Rio de Janeiro (+7.530 vagas) e Belo Horizonte (+4.244 empregos). As regiões do Recife (-7.204 postos), São Paulo (-3.218) e Belém (-1.062) apresentaram resultados negativos.
O bom desempenho da RMS está diretamente associado ao desempenho dos setores de Serviços (2.185 empregos) e Construção Civil (1.529). No setor de Serviços, merece destaque o contingente de 1.268 novos empregos gerados no segmento de alojamento, alimentação, reparação e manutenção, o que está relacionado com a estratégia de prolongamento das atividades associadas ao Verão, após o término do Carnaval.
`O desempenho de março ratifica a trajetória de reação do mercado formal de trabalho na Bahia, vivenciada desde fevereiro, e traz alguns elementos que permitem traçar um cenário promissor para os próximos meses. Primeiramente, a RMS voltou a gerar empregos e o interior continuou apresentando resultados positivos. Em segundo lugar, a análise por setores indica uma retomada de atividade`, avalia o diretor geral da SEI, Geraldo Reis.
Setores
Dentre os setores de atividade econômica, o destaque, em março de 2009, ficou por conta do setor de Serviços, que gerou 2.042 empregos (45,4% do total), com destaque para o segmento de Ensino (791 empregos). A Construção Civil gerou 1.839 postos (40,9%). A Agropecuária segue com resultados positivos (626 novos postos, cerca de 14,0% do total).
Os Serviços Industriais de Utilidade Pública responderam pelo surgimento de 486 novas vagas (10,8% do total). A Indústria de Transformação criou 27 novos empregos, mas alguns segmentos apresentaram bons resultados a exemplo do calçadista (+519 postos) e de produtos alimentícios e bebidas (+329 vagas).
Os resultados negativos ficaram por conta do Comércio (-425 empregos) em função do desempenho desfavorável do comércio varejista (-507 vagas) e da Indústria Extrativa Mineral (-142 postos).
`A abertura de novas vagas na Construção Civil sinaliza a retomada de obras no setor imobiliário e também investimentos públicos em infraestrutura, e privados, na implantação ou ampliação de empreendimentos. Por fim, a Indústria de Transformação parou de eliminar vagas, o que pode indicar uma inflexão nesta tendência`, explica o diretor de Pesquisas da SEI, José Ribeiro.
Entre os municípios, os destaques, em termos absolutos, são: Itamaraju (1.628 empregos), Salvador (1.223) e Lauro de Freitas (1.074). Aqueles que mais fecharam vagas foram Porto Seguro (-417), Rio Real (-329) e Nova Viçosa (-235).
Primeiro trimestre
No ano, de janeiro a março, a Bahia acumula um saldo positivo de 4.002 empregos, um incremento de 0,30%, desempenho bastante favorável frente aos contextos nacional (-57.751 vagas) e nordestino (-81.223), que ainda acumulam redução de postos de trabalho da ordem de -0,18% e -1,69%, respectivamente.
Em termos espaciais, o interior do estado responde amplamente pelo desempenho positivo, com 3.557 novos empregos no primeiro trimestre, o equivalente a cerca de 89% do saldo total. A RMS acumula 445 novos postos, revertendo o saldo negativo de 2.365 vagas que acumulava durante os meses de janeiro e fevereiro.
Os Serviços passaram a liderar a geração de emprego em 2009, com a criação de 2.731 empregos no trimestre. Em seguida, a Agropecuária tem saldo positivo de 2.600 vagas. A Construção Civil também apresenta desempenho positiva, com a criação de 2.463 novas oportunidades de trabalho. Os Serviços Industriais de Utilidade Pública acumulam 399 vagas no ano.
Apesar de ter cessado a retração de postos de trabalho em março, a Indústria de Transformação ainda acumula o fechamento de 1.268 vagas durante os três primeiros meses de 2009. O Comércio também acumula perdas no ano (-2.326 postos) em função exclusiva do desempenho negativo do segmento de comércio varejista (-2.798 empregos) já que o comércio atacadista vem apresentando saldo positivo de 472 vagas. A Indústria Extrativa Mineral (-460) e a Administração Pública (-137) também acumulam eliminação de postos em 2009.
Dentre os municípios, se destacam Itamaraju (1.580 novas vagas), Lauro de Freitas (1.182) e Cruz das Almas (1.094). Os que mais eliminaram foram Juazeiro (-595), Simões Filho (-406) e Nova Viçosa (-290 postos). A capital baiana acumula um saldo negativo de 154 empregos de janeiro a março de 2009.
Fonte: Agecom
Em 16/4/2009.