30/12/2010
Empresas aéreas e sindicatos de aeroviários e aeronautas retomaram as negociações salariais e, assim, o risco de uma greve no setor foi afastado até o dia 12 de janeiro. A decisão de evitar qualquer possibilidade de paralisação - que chegou a ser anunciada para a semana do Natal mas que foi abortada às vésperas do início do movimento - foi tomada ontem em Brasília em uma reunião entre o Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea), que coordena a discussão pelo lado dos empregadores, e os representantes das duas categorias.
Segundo interlocutores, durante o encontro a entidade patronal elevou o percentual de sua proposta de reajuste salarial de 8% para 8,2%, além de 8,5% para os pisos salariais das categorias. Os trabalhadores por sua vez, baixaram seu pedido de 13% para 10%, o índice geral, com reajuste de 15% para os pisos. O Snea levará a proposta dos trabalhadores aos presidentes das empresas e apresentará uma resposta, ou mesmo outra contraproposta. A previsão é que outra reunião só ocorra depois da virada do ano.
O dia 12 de janeiro é a data limite para se chegar a um acordo. Segundo fontes envolvidas nas discussões, é preciso aproximar as propostas. Com a volta do diálogo, será suspensa a reunião de conciliação marcada pelo Ministério Público do Trabalho para hoje em Brasília. O órgão foi acionado pelo governo federal para intermediar o conflito entre as empresas e os trabalhadores.
Com a intransigência das companhias, que se negavam a negociar qualquer índice acima de 6,58%, os trabalhadores ameaçaram uma greve, o que poderia prejudicar o Natal. A paralisação foi suspensa porque o Ministério Público entrou com liminar, deferida pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), que fixou regras duras para o movimento: 80% do efetivo em atividade e multa diária de R$100 mil em caso de descumprimento.
Depois que a medida foi anunciada na noite de quarta-feira, as companhias voltaram atrás e ofereceram 8% de reajuste. As maiores, Gol e TAM, também foram pressionadas pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, a flexibilizar a posição e retomar o diálogo com a categoria.
Webjet reduz índice, mas ainda tem muito atrasos
A Webjet voltou ontem a registrar atrasos e cancelamentos em seus voos acima da média das outras companhias. De acordo com a Infraero, até as 20h, dos 122 voos programados da companhia, 43 tiveram atrasos (35,2%) e foram registrados 14 cancelamentos (11,5%). Apesar do elevado índice, houve uma redução dos atrasos durante o dia. Pela manhã, mais de 40% dos voos da empresa saíram com atraso superior a 30 minutos.
De acordo com a companhia, que chegou a registrar 61% de atrasos na última segunda-feira, a queda nos atrasos e cancelamentos será gradual até a normalização das operações. Na terça-feira, por exemplo 43,7% dos voos da empresa atrasaram. A WebJet atribuiu a demora na normalização dos seus voos também à necessidade de reposição das tripulações para ajustar sua malha aérea. `A situação já caminha para a normalidade`, afirmou a empresa em comunicado.
No total do país, até as 20h de ontem, 12,2% dos 2.206 voos domésticos programados sofreram atrasos superiores a 30 minutos. Houve 165 voos (7,5%) cancelados.
Autor(es): Geralda Doca, Henrique Gomes Batista e Karina Lignelli
O Globo - 30/12/2010.
Segundo interlocutores, durante o encontro a entidade patronal elevou o percentual de sua proposta de reajuste salarial de 8% para 8,2%, além de 8,5% para os pisos salariais das categorias. Os trabalhadores por sua vez, baixaram seu pedido de 13% para 10%, o índice geral, com reajuste de 15% para os pisos. O Snea levará a proposta dos trabalhadores aos presidentes das empresas e apresentará uma resposta, ou mesmo outra contraproposta. A previsão é que outra reunião só ocorra depois da virada do ano.
O dia 12 de janeiro é a data limite para se chegar a um acordo. Segundo fontes envolvidas nas discussões, é preciso aproximar as propostas. Com a volta do diálogo, será suspensa a reunião de conciliação marcada pelo Ministério Público do Trabalho para hoje em Brasília. O órgão foi acionado pelo governo federal para intermediar o conflito entre as empresas e os trabalhadores.
Com a intransigência das companhias, que se negavam a negociar qualquer índice acima de 6,58%, os trabalhadores ameaçaram uma greve, o que poderia prejudicar o Natal. A paralisação foi suspensa porque o Ministério Público entrou com liminar, deferida pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), que fixou regras duras para o movimento: 80% do efetivo em atividade e multa diária de R$100 mil em caso de descumprimento.
Depois que a medida foi anunciada na noite de quarta-feira, as companhias voltaram atrás e ofereceram 8% de reajuste. As maiores, Gol e TAM, também foram pressionadas pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, a flexibilizar a posição e retomar o diálogo com a categoria.
Webjet reduz índice, mas ainda tem muito atrasos
A Webjet voltou ontem a registrar atrasos e cancelamentos em seus voos acima da média das outras companhias. De acordo com a Infraero, até as 20h, dos 122 voos programados da companhia, 43 tiveram atrasos (35,2%) e foram registrados 14 cancelamentos (11,5%). Apesar do elevado índice, houve uma redução dos atrasos durante o dia. Pela manhã, mais de 40% dos voos da empresa saíram com atraso superior a 30 minutos.
De acordo com a companhia, que chegou a registrar 61% de atrasos na última segunda-feira, a queda nos atrasos e cancelamentos será gradual até a normalização das operações. Na terça-feira, por exemplo 43,7% dos voos da empresa atrasaram. A WebJet atribuiu a demora na normalização dos seus voos também à necessidade de reposição das tripulações para ajustar sua malha aérea. `A situação já caminha para a normalidade`, afirmou a empresa em comunicado.
No total do país, até as 20h de ontem, 12,2% dos 2.206 voos domésticos programados sofreram atrasos superiores a 30 minutos. Houve 165 voos (7,5%) cancelados.
Autor(es): Geralda Doca, Henrique Gomes Batista e Karina Lignelli
O Globo - 30/12/2010.