18/05/2011
. Serviços financeiros por meio de telefonia móvel são uma alternativa crescente para as mais de 2,5 bilhões de pessoas que não têm acesso a contas bancárias, segundo um relatório do Fórum Econômico Mundial divulgado ontem em Nova York.
O estudo, realizado em 20 países emergentes da América Latina, África e Ásia, situa o Brasil, a Índia, a Colômbia e a Indonésia entre os mais bem preparados para a expansão dessa modalidade de serviço. Menos de 10% da população pesquisada utiliza o recurso, embora a cobertura de celular chegue perto de 100% em vários países.
- Achamos que não havia clareza suficiente para fazer um ranking, porque os dados e serviços disponíveis em cada país são desiguais, mas o Brasil certamente está entre os mais bem colocados em termos de nível de preparação - disse James Bilodeau, diretor de Finanças de Mercados Emergentes do Fórum Econômico Mundial e um dos autores do relatório.
Relatório diz que Brasil deveria favorecer inovação
Entre os pontos fortes do Brasil, de acordo com o estudo, estão o alto índice de penetração do uso de celulares e um forte sistema de proteção ao consumidor. Como a maioria dos países pesquisados, o Brasil precisaria mexer na regulamentação do setor de telefonia móvel, recomenda o Fórum. `Os reguladores devem lutar por políticas que favoreçam a inovação, e não que a inibam`, diz o relatório.
De acordo com Bilodeau, a oferta de serviços financeiros via telefonia móvel deve evoluir com a abertura de um portfólio maior, incluindo poupança, crédito e pequenos seguros.
- Acredito que haja um potencial maior de crescimento aí, mais do que no microcrédito tradicional. Com o celular, o cliente cria uma identidade eletrônica, e todas as operações podem ser rastreadas, é tudo mais seguro - afirma o diretor do Fórum.
Bilodeau afirma que seria mais fácil para as pessoas que hoje estão excluídas do sistema bancário tradicional construir um histórico de crédito dessa maneira, comprovando seus pagamentos por meio do celular. Uma poupança também poderia ser feita por intermédio das operadoras, com os clientes acumulando crédito em dinheiro (em vez de minutos) e até recebendo juros. Mas, para isso, as autoridades reguladoras teriam de permitir a oferta desse tipo de serviço.
- A tecnologia móvel oferece oportunidades sem precedentes para alcançar as pessoas pobres em lugares nos quais os serviços bancários tradicionais fracassaram historicamente. O desafio para os políticos dos países em desenvolvimento é encontrar maneiras de liberar esse canal mantendo um setor financeiro seguro - disse Alfred Hannig, diretor-executivo da Aliança para Inclusão Financeira.
Autor(es): agência o globo: Fernanda Godoy.
O Globo - 18/05/2011.
O estudo, realizado em 20 países emergentes da América Latina, África e Ásia, situa o Brasil, a Índia, a Colômbia e a Indonésia entre os mais bem preparados para a expansão dessa modalidade de serviço. Menos de 10% da população pesquisada utiliza o recurso, embora a cobertura de celular chegue perto de 100% em vários países.
- Achamos que não havia clareza suficiente para fazer um ranking, porque os dados e serviços disponíveis em cada país são desiguais, mas o Brasil certamente está entre os mais bem colocados em termos de nível de preparação - disse James Bilodeau, diretor de Finanças de Mercados Emergentes do Fórum Econômico Mundial e um dos autores do relatório.
Relatório diz que Brasil deveria favorecer inovação
Entre os pontos fortes do Brasil, de acordo com o estudo, estão o alto índice de penetração do uso de celulares e um forte sistema de proteção ao consumidor. Como a maioria dos países pesquisados, o Brasil precisaria mexer na regulamentação do setor de telefonia móvel, recomenda o Fórum. `Os reguladores devem lutar por políticas que favoreçam a inovação, e não que a inibam`, diz o relatório.
De acordo com Bilodeau, a oferta de serviços financeiros via telefonia móvel deve evoluir com a abertura de um portfólio maior, incluindo poupança, crédito e pequenos seguros.
- Acredito que haja um potencial maior de crescimento aí, mais do que no microcrédito tradicional. Com o celular, o cliente cria uma identidade eletrônica, e todas as operações podem ser rastreadas, é tudo mais seguro - afirma o diretor do Fórum.
Bilodeau afirma que seria mais fácil para as pessoas que hoje estão excluídas do sistema bancário tradicional construir um histórico de crédito dessa maneira, comprovando seus pagamentos por meio do celular. Uma poupança também poderia ser feita por intermédio das operadoras, com os clientes acumulando crédito em dinheiro (em vez de minutos) e até recebendo juros. Mas, para isso, as autoridades reguladoras teriam de permitir a oferta desse tipo de serviço.
- A tecnologia móvel oferece oportunidades sem precedentes para alcançar as pessoas pobres em lugares nos quais os serviços bancários tradicionais fracassaram historicamente. O desafio para os políticos dos países em desenvolvimento é encontrar maneiras de liberar esse canal mantendo um setor financeiro seguro - disse Alfred Hannig, diretor-executivo da Aliança para Inclusão Financeira.
Autor(es): agência o globo: Fernanda Godoy.
O Globo - 18/05/2011.