Governo anuncia recuperação de embarcações do sistema ferry-boat

24/09/2012
ferry500.jpgO diretor executivo da Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia, Eduardo Pessôa, disse que a situação 'é pior do que se esperava', ao fazer um balanço dos primeiros dias da intervenção do governo no Sistema Ferry Boat, uma vez que todas as contas da empresa estão negativas e que somente de óleo diesel o débito chega a R$ 760 mil. 'Estamos negociando as próximas entregas', observou.

Eduardo Pessôa, que já tranquilizou os funcionários da concessionária, afirmou que o pagamento da quinzena, que estava atrasado, deverá ser feito a partir de hoje, segunda-feira.

RECUPERAÇÃO DE 'FERRIES'

Cerca de 20 funcionários da Agerba, coordenados pelo interventor Bruno Moraes Cruz, assumiram a administração da TWB Bahia desde ontem (20), numa intervenção que, segundo o diretor executivo da Agerba, deve durar cerca de 40 dias, quando deverá assumir, em caráter emergencial por seis meses, a empresa Internacional Marítima. Em seguida, o governo abrirá o processo de licitação para a escolha de um novo concessionário.

De uma frota de oito embarcações, somente três ferries estão operando: 'Ivete Sangalo', 'Maria Bethânia' e 'Juracy Magalhães'. Três deles ('Ipuaçu', 'Agenor Gordilho' e 'Anna Nery') estão parados no Terminal de Bom Despacho, por falta de condições de navegação. Os outros dois ('Rio Paraguaçu' e 'Pinheiro'), também por falta de condições de operação, estão parados no Terminal de São Joaquim.

Eduardo Pessôa ressalta que a TWB fez com o ferry-boat 'Ipuaçu' o que se chama 'canibalismo', ou seja, retirar as peças da embarcação para colocar em outras: 'A embarcação está depenada'.

O diretor da Agerba anunciou que três embarcações deverão ser docadas na Base Naval de Aratu na próxima semana, para a realização de reparos. As embarcações serão escolhidas por critério de prioridade.

Nos ferries 'Pinheiro' e 'Rio Paraguaçu' serão realizados serviços nos motores e já está sendo providenciada a compra das peças.

Eduardo Pessôa voltou a pedir a compreensão dos usuários do sistema ferry-boat, porque 'uma situação caótica como essa em que a TWB deixou a operação do sistema não pode ser resolvida em pouco tempo, mas o governo assegura que vai garantir a prestação de um serviço melhor'.

MAIS DÍVIDAS

O vice-governador e secretário de Infraestrutura, Otto Alencar, já ressaltou que 'o Governo da Bahia não tem nenhuma indenização astronômica a pagar à TWB. Se decretado a caducidade do contrato de concessão, haverá a cobrança, por parte do Estado, do que lhe é devido'.

Lembrou que 'a TWB deve R$ 6 milhões de multas, R$ 560 mil de taxa de fiscalização, indenização pelo naufrágio da balsa 'Bartira', estimada em torno de R$ 1,5 milhão, além de receitas acessórias que estão sendo calculadas pela fiscalização da Agerba'.

FONTE: AGERBA.

Em 24/09/2012.