21/09/2007
Sem consenso, o anúncio mais importante acabou sendo a decisão de realizar quatro encontros bilaterais por ano para discutir o tema Depois de passar a tarde reunidos, os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Hugo Chávez não chegaram ontem a um acordo sobre a refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, o maior projeto energético entre Brasil e Venezuela. Sem um consenso, o anúncio mais importante foi a decisão de realizar quatro encontros bilaterais por ano -o próximo será em dezembro, em Caracas.
Após o encontro, os dois presidentes buscaram demonstrar otimismo com relação a um acordo próximo sobre o projeto da refinaria até o final do ano. Anunciaram a retomada de estudos sobre o Gasoduto do Sul e previram a consolidação do ingresso da Venezuela ao Mercosul, que precisa de aprovação dos Senados brasileiro e paraguaio. A reunião terminou sem comunicado conjunto, como é a praxe em encontros do tipo. `Os problemas técnicos às vezes andam mais devagar do que o Chávez e eu esperamos`, disse Lula, ao lado de Chávez e dos ministros venezuelanos Rafael Ramírez (Petróleo) e Nicolás Maduro (chanceler), e do chanceler Celso Amorim e do presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli.
O acordo original previa a participação de 40% da Venezuela na refinaria, com 60% nas mãos da Petrobras. Em contrapartida, a empresa brasileira teria 40% de participação na empresa mista que exploraria Carabobo 1, um megacampo de petróleo pesado na Venezuela.
Sem acordo, a Petrobras deu início neste mês à construção da refinaria e tem mantido a posição de que fará a planta com ou sem a Venezuela. A expectativa do governo é de que entre em operação em 2010.
O presidente Lula anunciou também a retomada das negociações do Gasoduto do Sul, após um ano de paralisação. Além do Brasil e da Venezuela, o projeto envolve a Bolívia, a Argentina e o Uruguai. Segundo ele, será feito nos próximos meses um projeto de `engenharia conceitual` para o gasoduto: `Quero te dizer, amigo Chávez, que não há nada, não há intriga, não há boato que impeça o Brasil de aprofundar até onde for possível essas relações estratégicas com a Venezuela`.
Chávez, que na chegada a Manaus deu declarações duras sobre o impasse, usou um tom mais diplomático: `Acordamos em acelerar as reuniões técnicas para acelerar os acordos de empresas mistas, tanto na Venezuela quanto no Brasil`.
Fonte: Jornal Folha de S. Paulo
Repórter: FABIANO MAISONNAVE
Em 21/09/2007.
Após o encontro, os dois presidentes buscaram demonstrar otimismo com relação a um acordo próximo sobre o projeto da refinaria até o final do ano. Anunciaram a retomada de estudos sobre o Gasoduto do Sul e previram a consolidação do ingresso da Venezuela ao Mercosul, que precisa de aprovação dos Senados brasileiro e paraguaio. A reunião terminou sem comunicado conjunto, como é a praxe em encontros do tipo. `Os problemas técnicos às vezes andam mais devagar do que o Chávez e eu esperamos`, disse Lula, ao lado de Chávez e dos ministros venezuelanos Rafael Ramírez (Petróleo) e Nicolás Maduro (chanceler), e do chanceler Celso Amorim e do presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli.
O acordo original previa a participação de 40% da Venezuela na refinaria, com 60% nas mãos da Petrobras. Em contrapartida, a empresa brasileira teria 40% de participação na empresa mista que exploraria Carabobo 1, um megacampo de petróleo pesado na Venezuela.
Sem acordo, a Petrobras deu início neste mês à construção da refinaria e tem mantido a posição de que fará a planta com ou sem a Venezuela. A expectativa do governo é de que entre em operação em 2010.
O presidente Lula anunciou também a retomada das negociações do Gasoduto do Sul, após um ano de paralisação. Além do Brasil e da Venezuela, o projeto envolve a Bolívia, a Argentina e o Uruguai. Segundo ele, será feito nos próximos meses um projeto de `engenharia conceitual` para o gasoduto: `Quero te dizer, amigo Chávez, que não há nada, não há intriga, não há boato que impeça o Brasil de aprofundar até onde for possível essas relações estratégicas com a Venezuela`.
Chávez, que na chegada a Manaus deu declarações duras sobre o impasse, usou um tom mais diplomático: `Acordamos em acelerar as reuniões técnicas para acelerar os acordos de empresas mistas, tanto na Venezuela quanto no Brasil`.
Fonte: Jornal Folha de S. Paulo
Repórter: FABIANO MAISONNAVE
Em 21/09/2007.