Estudantes fotografam e identificam a histórica diversidade de Salvador

25/09/2007
Os alunos do terceiro ano do Colégio Estadual Luiz Pinto de Carvalho, em São Caetano, não têm mais dúvida: a diversidade histórica de Salvador está escrita em suas ruas, em seus monumentos, na paisagem que podemos contemplar. A partir do projeto desenvolvido na disciplina História, intitulado `Salvador na palma da mão: conhecendo as histórias e as práticas culturais da cidade`, os estudantes fizeram um registro das cidades Baixa e Alta, dos bairros com praias e dos bairros populares e, por meio de fotografias e entrevistas, ampliaram o conhecimento histórico sobre a cidade.

O resultado do trabalho de investigação e pesquisa realizado por 300 alunos de sete turmas do 3º ano foi apresentado aos outros colegas e professores, na segunda-feira (24), nos turnos matutino e vespertino. De acordo com o professor da disciplina, Francisco Nunes, o objetivo principal da pesquisa foi proporcionar aos alunos o conhecimento de aspectos da cidade que a mídia geral não veicula e também revelar histórias sobre os quatro cantos da cidade que não são descritos em livros ou manuais turísticos.

`Queremos tornar a História uma disciplina agradável, mostrando ao aluno que ele pode ser um construtor de sua história`, ressaltou o professor Francisco Nunes. Ele acredita que ao fazer do aluno um conhecedor de sua história e da história local, o estudante se torna um amante da cultura universal. `O estudante precisa se sentir identificado com o que estuda`, assinala. Nessa jornada de conhecimento, os estudantes passaram por bibliotecas e institutos que preservam a memória da capital baiana, como o Instituto Geográfico e Histórico da Bahia.

O estudante Alan Carneiro Gonçalves, 17 anos, afirma que não tinha conhecimento tão aprofundado sobre sua cidade. `Pesquisei junto com meus colegas, a região que vai da Contorno até São Tomé de Paripe, mas também fiquei conhecendo outros lugares por meio dos trabalhos desenvolvidos pelas outras equipes`, conta o estudante. Alan Gonçalves, que queria ser advogado, decidiu mudar de idéia: `Serei historiador`, afirma

Fonte: Agecom