O espaço ao alcance dos jovens

09/07/2007
Os baianos já podem ter uma visão privilegiada do espaço - ou pelo menos, das atividades da Agência Espacial Brasileira (AEB) - na exposição permanente O Brasil Conquistando o Espaço, no Museu de Ciência e Tecnologia (MC&T ).

A exposição é uma das três mostras itinerantes que rodam os estados brasileiros apresentando o programa espacial tocado pela Agência Espacial Brasileira. `A partir de uma solicitação da direção do museu, reforçada pelo ex-governador Roberto Santos, o diretor da Agência Espacial, o baiano Sérgio Gaudenzi, se sensibilizou e fixou uma dessas mostras itinerantes aqui na Bahia`, revela Adriana Cunha, diretora do MC&T, que pertence à Uneb. O museu foi construído ainda na gestão de Roberto Santos, na década de 70.

`Essa é uma área que desperta muito interesse, sobretudo nos estudantes.

Por isso, nos empenhamos para trazer a exposição para o museu. O novo espaço é mais uma etapa do processo de revitalização do MC&T, que é o primeiro museu interativo da América Latina`, destaca a diretora. Todas as peças do acervo foram cedidas pela Agência Espacial, que também se responsabiliza pela sua manutenção e ocasionais atualizações para enriquecêlo.

Restrita a uma sala do MC&T, a mostra O Brasil Conquistando o E spaço conta com um acervo que não chega a ser assim aquela geladeira famosa dos comerciais de televisão, mas é o bastante para provocar a curiosidade de crianças e adultos.

O carro-chefe da exposição são as réplicas das sondas enviadas pelo AEB ao espaço. Produzidas pelo Senai paulista, os foguetes de metal, mesmo em escala reduzida, impressionam. Especialmente o maior deles, o modelo ULS-1, que mede cerca de 2,5 metros. O foguete real mede quase 20 metros, mas, mesmo assim, a sensação é de estar diante de foguetes de verdade, prontos para serem ejetados ao espaço a qualquer momento. No total, são nove réplicas de tamanhos e pinturas variadas, com todas as suas especificações detalhadas em placas individuais, como altura, peso e velocidade máxima alcançada, entre outras.

As outras peças do acervo não empolgam tanto, mas complementam a exposição, gerando um quadro bem didático tanto do programa espacial brasileiro quanto da Missão Centenário, que, no ano passado, levou Marcos Pontes, o primeiro astronauta nascido em solo pátrio, à Estação Espacial Internacional, em órbita da Terra.

ASTRONAUTA TUPI - Há grandes painéis detalhando as atividades da AEB, a base de Alcântara (MA), de onde o Brasil lança seus foguetes e as sondas utilizadas pela Agência Espacial.

É possível ver em um mostruário as insígnias reais usadas no traje espacial de Marcos Pontes. São quatro: a bandeira do Brasil e os selos da AEB, da Missão Centenário e da missão internacional. Este é um triângulo com os nomes gravados dos três astronautas daquele vôo: Marcos Pontes, J. Williams (EUA) e um russo, cujo nome está escrito em alfabeto cirílico e, portanto, incompreensível.

Diante da foto de Marcos Pontes, especialmente autografada com uma mensagem para os baianos, o pai fala para a filha saltitante: `Olha, Bia, esse foi o primeiro astronauta do Brasil`.

Com a esperteza própria das crianças, a menina responde na lata: `Quem não sabia disso?`.

SERVIÇO | O Museu de Ciência e Tecnologia fica na Avenida Jorge Amado s/n, Boca do Rio, em Salvador| Telefone: (71) 3231-9368| seeb.uneb.mct@cpu001.ba.gov.br| www.uneb.br

Fonte: Jornal A Tarde

Repórter: CHICO CASTRO JR.

09/07/07