Petrobras compra Suzano Petroquímica por cerca de R$ 3 bilhões

03/08/2007
A Petrobras está na fase final de negociações para comprar a Suzano Petroquímica. Segundo fontes do mercado, o valor do negócio gira em torno de R$ 3 bilhões. O comunicado oficial deve ser enviado à Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) nas próximas horas.

Com a aquisição, a Petrobras passa a controlar cerca de 30% do mercado e torna-se a segunda maior petroquímica do país, atrás apenas da Braskem.

Divulgação

Suzano Petroquímica é líder latino-americana na produção de resinas de polipropileno.

O setor petroquímico é responsável por transformar subprodutos do refino do petróleo (como a nafta) e do gás natural (etano e o propano, entre outros) em bens de consumo e bens industriais.

No início do ano, o consórcio formado por Petrobras, Braskem e Ultra (outra gigante do setor petroquímico) havia comprado o grupo Ipiranga por US$ 4 bilhões, em um dos maiores negócios já realizados na área.

Com faturamento de US$ 72,347 bilhões, a Petrobras é apontada como a 65ª maior empresa do mundo, segundo ranking elaborado pela revista `Fortune` --trata-se da melhor colocação de uma companhia brasileira.

Por setor, a Petrobras ocupa o 12º lugar entre as empresas consideradas de Refino de Petróleo --a primeira empresa da categoria é Exxon Mobil, que ocupa o segundo lugar na classificação geral.

Suzano

Líder latino-americana na produção de resinas de polipropileno e segunda maior produtora de resinas termoplásticas do Brasil, a Suzano possui capacidade de produção de 685 mil toneladas por ano de polipropileno, distribuída e suas três unidades industriais.

A empresa detém também o controle compartilhado da Riopol, produtora de polietileno, e da Petroflex, produtora de elastômeros sintéticos.

Nesta quinta-feira, a Suzano Petroquímica informou ter encerrado o segundo trimestre com lucro líquido consolidado de R$ 72,13 milhões, revertendo um prejuízo de R$ 26,31 milhões registrado no mesmo período do ano passado.

Segundo o balanço, os resultados financeiro e da equivalência patrimonial tiveram impacto positivo nos ganhos do período. Entre abril e junho, a receita líquida da companhia marcou R$ 700,62 milhões, valor 18% maior do que no segundo trimestre de 2006. Na mesma base de comparação, o custo de vendas avançou apenas 3%, para R$ 566,42 milhões.

Fonte: GUILHERME BARROS

Colunista da Folha de S.Paulo

Em 3/08/2007.