Vale e Petrobras puxam Bolsa de SP

29/02/2008
Influenciada pelas ações de Vale e Petrobras, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) voltou a se descolar dos mercados americanos ontem, fechando em alta de 0,09%, aos 65.555 pontos - próximo do recorde de 65.790 pontos registrado 6 de dezembro de 2007. Ao longo dos negócios, a Bolsa oscilou entre queda de 0,37%, na mínima, e alta de 0,78%, na máxima. O dólar, que subiu durante boa parte do dia, fechou em queda de 0,18%, a R$1,669.

Em Nova York, o Dow Jones caiu 0,88% e o Nasdaq, 0,89%.

- Como estamos perto das máximas históricas, os investidores temem arriscar posições com medo de quedas a curto prazo. Por isso é que a Bolsa oscila entre pequenas quedas e altas - diz Leandro Ruschel, diretor da Leandro & Stormer.

Preço do petróleo atinge novo recorde: US$102,59

O jornal britânico `Financial Times` afirmou ontem que a Vale poderá retirar sua oferta pela anglo-suíça Xstrata, de US$85 bilhões, por não ter chegado a um acordo com os controladores da empresa. O mercado, que achava o preço elevado demais, ficou aliviado. Os papéis ordinários da Vale subiram 3,28%, para R$62,50.

Já as ações preferenciais da Petrobras subiram 0,52%, para R$86,15, com a alta do petróleo, que atingiu novo recorde ontem, com a desvalorização do dólar e um incêndio em um terminal de gás natural na Inglaterra. O barril do tipo leve americano subiu 2,96%, para US$102,59. O Brent também fechou em sua máxima histórica, de US$100,90, com alta de 2,66%.

Já o dólar caiu pelo nono dia consecutivo depois da fala do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Ben Bernanke.

- Eu não antecipo uma estagflação. Não acho que estejamos nem perto da situação que ocorreu nos anos 1970. Eu espero que a inflação desacelere - disse Bernanke no Senado, alertando também para possíveis falências de bancos em meio à crise do crédito.

A queda nos custos dos alimentos ajudou a derrubar a inflação medida pelo IGP-M, da Fundação Getulio Vargas, que subiu 0,53% em fevereiro, menos da metade da taxa de janeiro (1,09%). Nos últimos 12 meses, o IGP-M acumula alta de 8,67%.

Repórter: Juliana Rangel

Fonte: O Globo

Em 29/2/2008.