04/06/2008
O Brasil aceita discutir com o Uruguai mecanismos de compensação no comércio automotivo, mas descarta a adoção do sistema flex que regula exportações e importações com a Argentina. Além disso, não há previsão de livre comércio nos próximos anos. A informação é do secretário de Desenvolvimento da Produção, Armando Meziat. `O acordo não terá o flex, mas vai ter alguma compensação. Falta definir como o Uruguai vai sair de exportações de apenas US$ 18 milhões para algo relevante`, diz.
Meziat acredita que até o fim deste mês representantes dos dois países vão concluir as negociações para a renovação do acordo automotivo com o Uruguai, com o objetivo de dar maior equilíbrio no comércio automotivo bilateral. Em 2007, as empresas brasileiras do setor exportaram US$ 235 milhões para o Uruguai. No mesmo período, entraram no Brasil apenas US$ 18 milhões em veículos e peças uruguaias. Meziat tem a perspectiva de o Uruguai exportar US$ 80 milhões no ano que vem.
No primeiro ano de vigência do acordo, a expectativa dele é a de serem importados aproximadamente 1,5 mil veículos. A montadora chinesa Chery associou-se à argentina Socma para montar, no Uruguai, o utilitário esportivo Tiggo. Meziat afirma que o governo não está preocupado com os acordos automotivos que visam equilibrar o comércio com Argentina e Uruguai, o que significa aumentar as importações de produtos fabricados nesses dois sócios do Mercosul. Segundo o secretário, a previsão dos uruguaios é ter capacidade para montar, daqui a três anos, dez mil veículos por ano. `É um volume muito pequeno se comparado à capacidade brasileira. A Fiat monta três mil automóveis por dia`, comenta.
Outra reivindicação do Uruguai é viabilizar a exportação de automóveis blindados. O principal problema, segundo o secretário, é a incidência de tributos que retira a competitividade desse produto ao entrar no Brasil. Pelo acordo vigente, o Uruguai tem uma cota de exportação para o Brasil de 20 mil unidades por ano sem incidência do imposto de importação.
Meziat afirmou também que o país pretende iniciar conversas com o Paraguai para a assinatura de um acordo automotivo. Com isso, os quatro países fundadores do bloco do Cone Sul poderiam chegar a uma integração nessa área.
Repórter: Arnaldo Galvão
Fonte: Valor Econômico
4/6/2008.
Meziat acredita que até o fim deste mês representantes dos dois países vão concluir as negociações para a renovação do acordo automotivo com o Uruguai, com o objetivo de dar maior equilíbrio no comércio automotivo bilateral. Em 2007, as empresas brasileiras do setor exportaram US$ 235 milhões para o Uruguai. No mesmo período, entraram no Brasil apenas US$ 18 milhões em veículos e peças uruguaias. Meziat tem a perspectiva de o Uruguai exportar US$ 80 milhões no ano que vem.
No primeiro ano de vigência do acordo, a expectativa dele é a de serem importados aproximadamente 1,5 mil veículos. A montadora chinesa Chery associou-se à argentina Socma para montar, no Uruguai, o utilitário esportivo Tiggo. Meziat afirma que o governo não está preocupado com os acordos automotivos que visam equilibrar o comércio com Argentina e Uruguai, o que significa aumentar as importações de produtos fabricados nesses dois sócios do Mercosul. Segundo o secretário, a previsão dos uruguaios é ter capacidade para montar, daqui a três anos, dez mil veículos por ano. `É um volume muito pequeno se comparado à capacidade brasileira. A Fiat monta três mil automóveis por dia`, comenta.
Outra reivindicação do Uruguai é viabilizar a exportação de automóveis blindados. O principal problema, segundo o secretário, é a incidência de tributos que retira a competitividade desse produto ao entrar no Brasil. Pelo acordo vigente, o Uruguai tem uma cota de exportação para o Brasil de 20 mil unidades por ano sem incidência do imposto de importação.
Meziat afirmou também que o país pretende iniciar conversas com o Paraguai para a assinatura de um acordo automotivo. Com isso, os quatro países fundadores do bloco do Cone Sul poderiam chegar a uma integração nessa área.
Repórter: Arnaldo Galvão
Fonte: Valor Econômico
4/6/2008.