Bolsa de energia

13/04/2011
A bolsa para negociação de energia elétrica, Brix, oficialmente lançada nesta terça-feira, ainda nem começou a operar e o empresário Eike Batista já quer ampliar o escopo do negócio e passar a negociar também petróleo.

Apesar de o CEO da Brix, Marcelo Mello, afirmar categoricamente que o foco `total e completo é no mercado de energia elétrica`, Eike já vislumbra a possibilidade de negociar também a sua própria produção na bolsa de que vai ser sócio.

`Vou usar o meu voto para entrar em petróleo também. A plataforma está aí, por quê não usá-la? Pode servir para tudo o que for energia`, disse.

A empresa de petróleo de Eike, a OGX, pretende chegar a produzir 1,4 milhões de barris de óleo. A expectativa é começar a produzir em setembro e, em 2012, devem ser produzidos 60 mil barris diários. Na opinião de Eike, a bolsa é uma `maneira fantástica` de vender o produto brasileiro para as refinarias do mundo, à procura de quem pagar melhor.

`Houve uma reorganização de suprimentos. Se tiver óleo bom, pode até ter um prêmio. O seu produto pode chegar ao seu melhor pagador. Pretendemos vender para a Petrobras parte de nossa produção, mas ela tem que concorrer com o mundo inteiro. É uma janela de vendas extraordinária`, disse.

A empresa contratada pela OGX para realizar o estudo de reservas de petróleo, a DeGolyer & MacNaughton, vai divulgar na sexta-feira num relatório com a expectativa de extração de óleo.

O empresário afirmou ter sido procurado por uma grande empresa de petróleo, que também é refinadora, para tentar comprar toda a produção da OGX. `Eu não vou fazer isso. Prefiro vender numa bolsa, pelo melhor preço`, afirmou. Eike comparou a nova bolsa ao `Facebook` do setor elétrico.

Ele terá 23,75% da nova bolsa de energia, a Brix, ao lado dos sócios Josué Gomes da Silva, Marcelo Parodi e a IntercontinentalExchange (ICE). O economista Roberto Teixeira da Costa terá 5%. (Juliana Ennes).

Valor Econômico - 13/04/2011.