09/08/2007
SÃO PAULO - O presidente da Oi (antiga Telemar), Luiz Eduardo Falco, é contra obstáculos à fusão entre operadoras de telefonia. `Num mercado em consolidação, qualquer restrição não faz muito sentido`, disse o executivo, durante o evento ABTA 2007. `É melhor não ter barreira.` O governo estuda promover a fusão entre a Oi e a Brasil Telecom, criando uma grande operadora nacional de telecomunicações.
Hoje, a regulamentação proíbe a fusão entre concessionárias de telefonia fixa, que são a Telefônica, Oi, Brasil Telecom e Embratel. A proposta do governo acabaria com o impedimento para a união entre Brasil Telecom e Oi, mas deixaria de fora a Telefônica, de capital espanhol, e a Embratel, que pertence ao bilionário mexicano Carlos Slim Helú. Na segunda-feira, o presidente do Grupo Telefônica no Brasil, Antônio Carlos Valente, expressou sua preocupação com a possibilidade de a regulamentação passar a discriminar empresas pela origem de capital, o que não acontece desde a época da privatização.
`A fusão depende muito mais dos grupos controladores`, apontou Falco. Ele acrescentou que, quanto mais opções, melhor para o acionista. Apesar de discordar da criação de restrições à consolidação, o executivo defendeu o projeto da operadora nacional. `O Brasil ganha muito com a fusão`, disse o presidente da Oi. Ele apontou que haveria um segundo backbone (rede de longa distância) nacional para competir com a Embratel e que seria criada uma nova operadora celular com presença em todo o País.
O ministro das Comunicações, Hélio Costa, anunciou na semana passada a criação de um grupo no governo para analisar a fusão. O anúncio foi feito num momento em que a Oi realiza uma oferta pública voluntária de ações para retirar papéis preferenciais do mercado. A operadora chegou a divulgar um comunicado ao mercado esclarecendo que `não está tomando parte em qualquer iniciativa no sentido de reestruturar o sistema da telefonia privada brasileira`. Fonte: AE - Agencia Estado
Em 9/08/2007.
Hoje, a regulamentação proíbe a fusão entre concessionárias de telefonia fixa, que são a Telefônica, Oi, Brasil Telecom e Embratel. A proposta do governo acabaria com o impedimento para a união entre Brasil Telecom e Oi, mas deixaria de fora a Telefônica, de capital espanhol, e a Embratel, que pertence ao bilionário mexicano Carlos Slim Helú. Na segunda-feira, o presidente do Grupo Telefônica no Brasil, Antônio Carlos Valente, expressou sua preocupação com a possibilidade de a regulamentação passar a discriminar empresas pela origem de capital, o que não acontece desde a época da privatização.
`A fusão depende muito mais dos grupos controladores`, apontou Falco. Ele acrescentou que, quanto mais opções, melhor para o acionista. Apesar de discordar da criação de restrições à consolidação, o executivo defendeu o projeto da operadora nacional. `O Brasil ganha muito com a fusão`, disse o presidente da Oi. Ele apontou que haveria um segundo backbone (rede de longa distância) nacional para competir com a Embratel e que seria criada uma nova operadora celular com presença em todo o País.
O ministro das Comunicações, Hélio Costa, anunciou na semana passada a criação de um grupo no governo para analisar a fusão. O anúncio foi feito num momento em que a Oi realiza uma oferta pública voluntária de ações para retirar papéis preferenciais do mercado. A operadora chegou a divulgar um comunicado ao mercado esclarecendo que `não está tomando parte em qualquer iniciativa no sentido de reestruturar o sistema da telefonia privada brasileira`. Fonte: AE - Agencia Estado
Em 9/08/2007.