20/05/2008
A estatal Eletrobrás prevê iniciar sua movimentação internacional em 2009, com a construção de uma usina hidrelétrica de 1,4 mil megawatts (MW) no Peru, próxima à fronteira com o Brasil, anunciou o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, no domingo. Segundo ele, os governos dos dois países fecharam um acordo para a construção de uma hidrelétrica binacional cujas obras devem durar 3,5 anos, num investimento estimado em R$ 2 bilhões.
`As obras serão tocadas por uma das subsidiárias da Eletrobrás, uma construtora brasileira e uma empresa peruana`, disse Lobão. Para o ministro, poderão ser operacionalizados perto de 20 mil megawatts. E `boa parte dessa energia deverá ser importada pelo Brasil, pois o Peru não tem necessidade`, completou.
O ministro disse ainda que `o Brasil deverá passar a receber até 3 mil MW da Venezuela, que já fornece 200 MW para abastecer o mercado de Roraima, aproveitando os diferentes regimes hídricos da região. Para isso, as atuais linhas de transmissão serão reforçadas. Além disso, o Brasil vai trazer gás natural liquefeito daquele país para abastecer o mercado interno`. Além de outros países da América Latina, como a Bolívia, a Eletrobrás prevê atuar na África e na Ásia.
Curitiba, 20 de Maio de 2008 - Transformada há pouco mais de dois meses numa empresa estatal com capacidade de operação em outros países, num modelo que segue ao da Petrobras, a Eletrobrás deverá iniciar sua carreira internacional no ano que vem, com a construção de uma usina hidrelétrica de 1.400 megawatts (MW) no Peru, próxima a fronteira com o Brasil, segundo anunciou o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, na abertura do Fórum Global de Energias Renováveis, no domingo a noite, em Foz do Iguaçu, no Paraná.
`O Peru é onde as negociações estão mais a adiantadas e existe a possibilidade de serem construídas 14 usinas próximas a fronteira com o Brasil num planejamento de longo prazo. A grande vantagem é que os rios peruanos têm origem em regiões de montanha, e possuem regimes hídricos diferentes do brasileiro. Com sistemas de transmissão eficientes, isso pode ser uma grande vantagem para o Brasil interligado`, disse Altino Ventura, Secretário de Energia e Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério das Minas e Energia. Estima-se que as 14 usinas podem produzir até 20 mil MW e boa parte desta produção será exportada para o Brasil.
Segundo ele, `depois do Peru, onde já há um acordo firmado pelo presidente Lula, há pouco mais de uma semana, as negociações estão evoluindo rapidamente na Bolívia, onde há 40 mil MW a serem explorados, e com a Argentina, onde foi retomada a antiga idéia do aproveitamento hidrelétrico conjunto do Rio Uruguai`. Nem o ministério nem a Eletrobrás revelaram os números totais em megawatts que isso pode acrescentar ao consumo brasileiro de energia elétrica, mas Ventura lembrou que a América Latina tem um potencial aproximado de produção de energia a partir de usinas hidrelétrica de 620 mil MW e que só usa 21% disso. `O Brasil representa 50% do mercado de consumo de energia elétrica da região e estes países tem grande interesse na construção de usinas para vender a energia para nós`, disse.
Fonte: Gazeta Mercantil
20/5/2008.
`As obras serão tocadas por uma das subsidiárias da Eletrobrás, uma construtora brasileira e uma empresa peruana`, disse Lobão. Para o ministro, poderão ser operacionalizados perto de 20 mil megawatts. E `boa parte dessa energia deverá ser importada pelo Brasil, pois o Peru não tem necessidade`, completou.
O ministro disse ainda que `o Brasil deverá passar a receber até 3 mil MW da Venezuela, que já fornece 200 MW para abastecer o mercado de Roraima, aproveitando os diferentes regimes hídricos da região. Para isso, as atuais linhas de transmissão serão reforçadas. Além disso, o Brasil vai trazer gás natural liquefeito daquele país para abastecer o mercado interno`. Além de outros países da América Latina, como a Bolívia, a Eletrobrás prevê atuar na África e na Ásia.
Curitiba, 20 de Maio de 2008 - Transformada há pouco mais de dois meses numa empresa estatal com capacidade de operação em outros países, num modelo que segue ao da Petrobras, a Eletrobrás deverá iniciar sua carreira internacional no ano que vem, com a construção de uma usina hidrelétrica de 1.400 megawatts (MW) no Peru, próxima a fronteira com o Brasil, segundo anunciou o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, na abertura do Fórum Global de Energias Renováveis, no domingo a noite, em Foz do Iguaçu, no Paraná.
`O Peru é onde as negociações estão mais a adiantadas e existe a possibilidade de serem construídas 14 usinas próximas a fronteira com o Brasil num planejamento de longo prazo. A grande vantagem é que os rios peruanos têm origem em regiões de montanha, e possuem regimes hídricos diferentes do brasileiro. Com sistemas de transmissão eficientes, isso pode ser uma grande vantagem para o Brasil interligado`, disse Altino Ventura, Secretário de Energia e Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério das Minas e Energia. Estima-se que as 14 usinas podem produzir até 20 mil MW e boa parte desta produção será exportada para o Brasil.
Segundo ele, `depois do Peru, onde já há um acordo firmado pelo presidente Lula, há pouco mais de uma semana, as negociações estão evoluindo rapidamente na Bolívia, onde há 40 mil MW a serem explorados, e com a Argentina, onde foi retomada a antiga idéia do aproveitamento hidrelétrico conjunto do Rio Uruguai`. Nem o ministério nem a Eletrobrás revelaram os números totais em megawatts que isso pode acrescentar ao consumo brasileiro de energia elétrica, mas Ventura lembrou que a América Latina tem um potencial aproximado de produção de energia a partir de usinas hidrelétrica de 620 mil MW e que só usa 21% disso. `O Brasil representa 50% do mercado de consumo de energia elétrica da região e estes países tem grande interesse na construção de usinas para vender a energia para nós`, disse.
Fonte: Gazeta Mercantil
20/5/2008.