29/05/2008
A concessão de grau de investimento ao Brasil por outra agência de classificação de risco e as novas altas do petróleo - que puxam para cima as ações da Petrobras - fizeram a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) encerrar em alta de 3,04%, para 73.153 pontos. O volume de negócios também foi expressivo: R$7,463 bilhões contra a média diária de R$6,136 bilhões. O dólar comercial caiu 0,90%, para R$1,656.
No fim da tarde, uma agência classificadora de risco canadense, chamada DBRS, aumentou a nota dos títulos de longo prazo do governo brasileiro de `BB+` para `BBB-`, grau de investimento, à semelhança do que fez a agência Standard and Poor`s (S&P) em 30 de abril.
A notícia foi bem recebida, pois alguns fundos estrangeiros, para investir em determinados países, exigem que os títulos destes sejam grau de investimento por pelo menos duas agências. No entanto, a canadense é pouco conhecida e não deve ser usada como balizador por muitos, diz Patricia Branco sócia da gestora Global Equity.
S&P eleva nota da Petrobras de `BBB-` para `BBB`
A expectativa e os rumores continuam em torno da elevação da nota pelas outras grandes: Fitch e Moody`s. Antes da própria nota da S&P, uma agência japonesa, a JCR, havia dado o grau de investimento ao Brasil, sem grandes impactos. Patricia lembra que, após a notícia da canadense, a Bolsa brasileira chegou a reduzir a alta no dia.
O dia já havia começado positivo com os dados das encomendas de bens duráveis nos Estados Unidos, que caíram 0,5% em abril, abaixo da expectativa de perda de 1,5% dos analistas, diz André Segadilha, chefe de análise da Prosper Corretora. Com isso, em Nova York, o índice Dow Jones subiu 0,36% e o eletrônico Nasdaq, 0,22%.
No Brasil, com a nova alta do petróleo, as ações da Petrobras subiram 2,18%, tanto nas preferenciais (PN, sem direito a voto) quanto nas ordinárias (ON, com voto). No fim do dia, a S&P elevou de `BBB-` para `BBB` a nota de crédito de longo prazo da Petrobras. A estatal disse ontem que, comparada às principais concorrentes, tem a quarta maior reserva provada do mundo, sem contar as recentes descobertas no pré-sal.
O destaque de alta foram as ações da Companhia Energética de São Paulo (Cesp), que subiram 9,60% com os rumores de que o governador paulista José Serra (PSDB) poderia usar as renovações pelo governo federal de licenças das usinas geradoras da Cesp - cujo leilão de venda fracassou - como moeda de troca na compra pelo Banco do Brasil da estadual Nossa Caixa. As renovações viabilizariam a privatização da Cesp. Serra negou o que chamou de `especulação`.
- É uma especulação. Eu nunca tratei deste assunto com o governo federal. A Cesp é uma coisa a Nossa Caixa é outra, são coisas separadas e não há nenhuma troca aí, não há nada - disse o governador, que, sem dar detalhes, admitiu estar empenhado em obter as licenças para as duas usinas da Cesp.
Repórter: Felipe Frisch
O Globo
29/5/2008.
No fim da tarde, uma agência classificadora de risco canadense, chamada DBRS, aumentou a nota dos títulos de longo prazo do governo brasileiro de `BB+` para `BBB-`, grau de investimento, à semelhança do que fez a agência Standard and Poor`s (S&P) em 30 de abril.
A notícia foi bem recebida, pois alguns fundos estrangeiros, para investir em determinados países, exigem que os títulos destes sejam grau de investimento por pelo menos duas agências. No entanto, a canadense é pouco conhecida e não deve ser usada como balizador por muitos, diz Patricia Branco sócia da gestora Global Equity.
S&P eleva nota da Petrobras de `BBB-` para `BBB`
A expectativa e os rumores continuam em torno da elevação da nota pelas outras grandes: Fitch e Moody`s. Antes da própria nota da S&P, uma agência japonesa, a JCR, havia dado o grau de investimento ao Brasil, sem grandes impactos. Patricia lembra que, após a notícia da canadense, a Bolsa brasileira chegou a reduzir a alta no dia.
O dia já havia começado positivo com os dados das encomendas de bens duráveis nos Estados Unidos, que caíram 0,5% em abril, abaixo da expectativa de perda de 1,5% dos analistas, diz André Segadilha, chefe de análise da Prosper Corretora. Com isso, em Nova York, o índice Dow Jones subiu 0,36% e o eletrônico Nasdaq, 0,22%.
No Brasil, com a nova alta do petróleo, as ações da Petrobras subiram 2,18%, tanto nas preferenciais (PN, sem direito a voto) quanto nas ordinárias (ON, com voto). No fim do dia, a S&P elevou de `BBB-` para `BBB` a nota de crédito de longo prazo da Petrobras. A estatal disse ontem que, comparada às principais concorrentes, tem a quarta maior reserva provada do mundo, sem contar as recentes descobertas no pré-sal.
O destaque de alta foram as ações da Companhia Energética de São Paulo (Cesp), que subiram 9,60% com os rumores de que o governador paulista José Serra (PSDB) poderia usar as renovações pelo governo federal de licenças das usinas geradoras da Cesp - cujo leilão de venda fracassou - como moeda de troca na compra pelo Banco do Brasil da estadual Nossa Caixa. As renovações viabilizariam a privatização da Cesp. Serra negou o que chamou de `especulação`.
- É uma especulação. Eu nunca tratei deste assunto com o governo federal. A Cesp é uma coisa a Nossa Caixa é outra, são coisas separadas e não há nenhuma troca aí, não há nada - disse o governador, que, sem dar detalhes, admitiu estar empenhado em obter as licenças para as duas usinas da Cesp.
Repórter: Felipe Frisch
O Globo
29/5/2008.