Em dia de tensão global, Bovespa cai 8% na abertura

24/10/2008
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu em queda nesta sexta-feira, 24, em um dia marcado pela tensão nos mercados mundiais. Em 20 minutos, o índice Ibovespa caiu 8%. O dólar abriu em alta de 3,69%, cotado a R$ 2,390. Em Nova York, o índice Dow Jones se desvalorizou 5% em cinco minutos de pregão, no dia em que a quinta-feira negra de 29, que desencadeou o crash da Bolsa, faz 89 anos.

As bolsas européias enfrentam uma sexta-feira de forte queda após a divulgação da retração de 0,5% economia britânica no terceiro trimestre, resultado que deixa o país oficialmente à beira de uma recessão. Frankfurt caía 8,47% por volta das 10h30 de Brasília. A Bolsa de Londres perdia 7,32%. Em Paris, o recuo era de 8,26%.

A Bolsa de Moscou suspendeu o pregão de hoje após uma queda acelerada nas primeiras horas do pregão. O índice Micex caiu 7,5% antes de parar. As ações Sberbank, maior banco do país, se devalorizaram 15% e as da estatal petrOlífera Rosneft recuaram quase 10%.

As duas principais montadoras francesas, a Renault e a Citroen-Peugeot, anunciaram medidas para conter as quedas nas vendas de automóveis. A Renault planeja interromper a produção em duas de suas fábricas na França por 15 dias, a partir da próxima semana. A Peugeot anunciou um corte expressivo na produção depois de seus ganhos trimestrais encolherem 5,2%.

Ásia

o cenário no mercado financeiro já era negativo após o fechamento das bolsas asiáticas, que caíram com balanços ruins de empresas orientais, como Sony e Samsung.

Em Tóquio, o índice Nikkei da bolsa do Japão caiu 9,6%, depois que a s Sony divulgou que a previsão de lucro do ano caiu pela metade. Na Coréia do Sul, a bolsa caiu 10,6%, com a Samsung divulgando que seus lucros terão queda de 44% no terceiro semestre.

Os países do Leste Asiático fecharam nesta sexta-feira um acordo para a criação de um fundo de US$ 80 bilhões até meados de 2009, a fim de combater a crise econômica global.

O acordo foi fechado num café da manhã entre os líderes da Coréia do Sul, da China, do Japão e dos 10 países-membros da Associação de Países do Sudeste Asiático (Asean, na sigla em inglês), segundo informou o porta-voz do presidente sul-coreano, Lee Myung-bak. Além do fundo, o pacto contempla também o estabelecimento de uma organização independente para a supervisão do mercado financeiro regional.

Fonte: O Estado de S. Paulo

Em 24/10/2008.