Governo inicia estudo de local no litoral para nova central nuclear

22/01/2009
O Ministério de Minas e Energia (MME) determinou o início dos estudos de localização da Central Nuclear do Nordeste. Com a fase de planejamento já adiantada, a Eletronuclear, empresa governamental de economia mista ligada ao MME, aguarda apenas a liberação dos recursos, de cerca de R$ 19 milhões, para iniciar os estudos de campo, o que deve acontecer em fevereiro.

A promessa é que até junho se conheçam os locais preliminarmente apontados como viáveis para a empreitada, preferencialmente situados entre Salvador e Recife, os dois maiores centros consumidores da região.

Nesta primeira etapa serão indicados de 15 a 20 locais.Como sucessivo aprofundamento dos estudos, num processo que deve durar mais 16 meses, serão finalmente apontados quatro ou cinco pontos considerados `sítios excelentes` para a instalação da central nuclear.

A partir desse momento, a escolha passa a ser política, e cabe ao governo federal bater o martelo. Os critérios técnicos, basicamente, são o acesso a mananciais hídricos e a distância de centros populacionais e dos sistemas de transporte.

A usina demanda cerca de 60 mil litros de água por segundo para resfriar os condensadores do reator.

RECEITA Os governos de Bahia, Sergipe, Alagoas e Pernambuco já manifestaram interesse em receber a central. Segundo a Eletronuclear,uma usina com potencial para produzir milmegawatts , de porte igual à que será instalada no Nordeste, gera em receita tributável cerca de R$ 1 bilhão por ano.

Para a construção da primeira usina serão investidos R$10 bilhões. `Além de gerar empregos, o projeto cria uma infraestrutura de suporte que pode dar respaldo a outras atividades, como a criação de estradas, dinamizando toda uma região`, ressalta o secretário estadual do Planejamento, Ronald Lobato.

ENERGIA Estão previstas, inicialmente, a construção de duas usinas na Central Nuclear do Nordeste. A primeira, cujos estudos de localização foram iniciados, deve começar a ser construída em 2012 e a operar apenas em 2019, segundo estimativas do MME e da Eletronuclear.

A segunda usina está prevista para entrar em atividade em 2021. No entanto, o local escolhido para receber a central deve ter a capacidade para comportar até seis usinas.

A previsão da Empresa de Pesquisa Energética, órgão vinculado ao MME, é de que a demanda por energia no Nordeste cresça numa média de 4,7% ao ano, ritmo superior ao nacional (4,3%) e até mesmo que ao subsistema que engloba as regiões Sudeste e Centro-Oeste (3,8%). Os dados são do Plano Nacional de Energia, que planeja o setor até 2030.

Fonte: Correio da Bahia

22/01/2009