29/05/2007
De acordo com os motoristas, a situação, além de pôr em risco a vida das pessoas, é sinônimo de prejuízos. Grande parte dos mais de 10 mil automóveis que diariamente passam pela via transporta cargas ou trabalhadores das diversas indústrias químicas e de importantes fábricas estrangeiras instaladas no Pólo Petroquímico de Camaçari.
Até a entrada do pólo as queixas são muitas. De buracos na pista à quebra-molas danificados, diversos fatores fazem com que os motoristas precisem realizar manobras arriscadas na pista. No início da rodovia, o mato e o barro tomam conta do local que deveria servir de acostamento. Sem ter onde parar, os motoristas rezam para que o veículo não tenha nenhum problema. `A via não tem o mínimo de recuo para que a gente possa parar, caso o carro apresente qualquer problema. Se fura um pneu, se acontece qualquer coisa, a gente vai ter que parar no meio da rodovia mesmo, infelizmente`, comentou o caminhoneiro Rogério Santana, 45 anos.
Funcionário de uma prestadora de serviços para algumas empresas do pólo, Carlos Antônio Silva, 48 anos, precisa trafegar pela BA - 093 quase que diariamente. Segundo ele, os problemas não são recentes e têm se agravado. `O problema dessa e de outras estradas da Bahia é a falta de manutenção. As rodovias parecem não terem uma periodicidade para manutenção e o resultado são problemas como estes`, afirmou.
Pista estreita deixa motorista estressado
Para Silva, o maior problema é quanto a largura de alguns trechos. `Acho que uma rodovia como essa, por onde passam tantos caminhões, deveria ser mais larga. É complicado porque a estrada é ruim e precisamos ficar ainda mais atentos aos veículos, muitos deles pesados, que vêm em sentido oposto. Dessa forma, a viagem fica muito cansativa e estressante`, opinou.
Pelo caminho, remendos na pista e buracos de todos os tamanhos. Nos poucos trechos em que o acostamento existe, barro, mato e buracos tomam conta do espaço que deveria servir de apoio aos motoristas. Os desníveis, lombadas e diversas irregularidades na pista pesam no bolso. `Por conta desses problemas, a suspensão do carro sofre, os pneus se desgastam mais rápido e outras coisas. Em alguns locais parecem ter lombadas e o asfalto acaba pegando por baixo do veículo. Isso é ruim porque depois, quando se faz a revisão, percebe que está tudo comido por baixo`, afirmou o microempresário Francisco Souza, 32 anos.
Já próximo a Camaçari, dois quebra-molas são motivos de queixa dos motoristas. `O problema não é que tenha quebra-mola, mas que o redutor tenha sido mal feito. A lombada é muito alta e, pior, está danificada. Os caminhões são muito pesados e afundam o asfalto. Na verdade, o que se tem aqui são diversas lombadas na pista e não quebra-molas`, completou Souza.
Até mesmo os motoristas de veículos altos reclamam dos problemas. `A gente que tem prazo para entregar a mercadoria acaba se irritando com uma estrada ruim. Em trechos muito danificados a gente precisa reduzir a velocidade e tudo isso atrasa a gente, o que pode acabar em prejuízo`, afirmou o caminhoneiro Roberto dos Santos, 43 anos. Com vegetação alta, que praticamente invade a pista, a sinalização também é precária. Além disso, muitas das placas estão enferrujadas e deterioradas por conta da falta de manutenção. Algumas sinalizações importantes, como as que indicam cruzamento, já precisam de uma nova pintura. O problema é ainda pior para os motoristas que precisam trafegar pela noite. `Se de dia a gente já tem que redobrar a atenção, a noite é ainda pior. As tintas nas placas já não iluminam direito e a gente acaba dirigindo de acordo com a nossa experiência. Se para mim, que sempre estou passando por aqui, é complicado fico imaginando aqueles que não têm costume de trafegar por aqui. É um problema muito sério`, destacou o técnico em informática José Carlos Ribeiro, 39 anos. Na ponte de acesso ao pólo, parte da proteção da pista está destruída e as barras de apoio do guard-rail estão danificadas. A distância entre as estruturas é de mais de um palmo, o que deixa o guard-rail solto. Nesse trecho, os buracos tomaram conta dos cantos da pista. `Para quem vem da BA - 093 e precisa subir para pegar o pólo são inúmeras deficiências. As barras de proteção não deveriam chegar em um estado desses. Isso é pura falta de manutenção. Acho que as autoridades preferem gastar dinheiro tendo que fazer tudo de novo, o que é lamentável`, opinou o engenheiro Augusto Senna Nunes, 52 anos. O trecho de Mata de São João da BA - 093 foi reformado em 2005. Quanto a parte da rodovia que dá acesso ao Pólo Petroquímico, os usuários continuam a esperar por providências.
Fonte: Jornal Tribuna da Bahia
Por Lorena Costa
Em 29/05/2007.
Até a entrada do pólo as queixas são muitas. De buracos na pista à quebra-molas danificados, diversos fatores fazem com que os motoristas precisem realizar manobras arriscadas na pista. No início da rodovia, o mato e o barro tomam conta do local que deveria servir de acostamento. Sem ter onde parar, os motoristas rezam para que o veículo não tenha nenhum problema. `A via não tem o mínimo de recuo para que a gente possa parar, caso o carro apresente qualquer problema. Se fura um pneu, se acontece qualquer coisa, a gente vai ter que parar no meio da rodovia mesmo, infelizmente`, comentou o caminhoneiro Rogério Santana, 45 anos.
Funcionário de uma prestadora de serviços para algumas empresas do pólo, Carlos Antônio Silva, 48 anos, precisa trafegar pela BA - 093 quase que diariamente. Segundo ele, os problemas não são recentes e têm se agravado. `O problema dessa e de outras estradas da Bahia é a falta de manutenção. As rodovias parecem não terem uma periodicidade para manutenção e o resultado são problemas como estes`, afirmou.
Pista estreita deixa motorista estressado
Para Silva, o maior problema é quanto a largura de alguns trechos. `Acho que uma rodovia como essa, por onde passam tantos caminhões, deveria ser mais larga. É complicado porque a estrada é ruim e precisamos ficar ainda mais atentos aos veículos, muitos deles pesados, que vêm em sentido oposto. Dessa forma, a viagem fica muito cansativa e estressante`, opinou.
Pelo caminho, remendos na pista e buracos de todos os tamanhos. Nos poucos trechos em que o acostamento existe, barro, mato e buracos tomam conta do espaço que deveria servir de apoio aos motoristas. Os desníveis, lombadas e diversas irregularidades na pista pesam no bolso. `Por conta desses problemas, a suspensão do carro sofre, os pneus se desgastam mais rápido e outras coisas. Em alguns locais parecem ter lombadas e o asfalto acaba pegando por baixo do veículo. Isso é ruim porque depois, quando se faz a revisão, percebe que está tudo comido por baixo`, afirmou o microempresário Francisco Souza, 32 anos.
Já próximo a Camaçari, dois quebra-molas são motivos de queixa dos motoristas. `O problema não é que tenha quebra-mola, mas que o redutor tenha sido mal feito. A lombada é muito alta e, pior, está danificada. Os caminhões são muito pesados e afundam o asfalto. Na verdade, o que se tem aqui são diversas lombadas na pista e não quebra-molas`, completou Souza.
Até mesmo os motoristas de veículos altos reclamam dos problemas. `A gente que tem prazo para entregar a mercadoria acaba se irritando com uma estrada ruim. Em trechos muito danificados a gente precisa reduzir a velocidade e tudo isso atrasa a gente, o que pode acabar em prejuízo`, afirmou o caminhoneiro Roberto dos Santos, 43 anos. Com vegetação alta, que praticamente invade a pista, a sinalização também é precária. Além disso, muitas das placas estão enferrujadas e deterioradas por conta da falta de manutenção. Algumas sinalizações importantes, como as que indicam cruzamento, já precisam de uma nova pintura. O problema é ainda pior para os motoristas que precisam trafegar pela noite. `Se de dia a gente já tem que redobrar a atenção, a noite é ainda pior. As tintas nas placas já não iluminam direito e a gente acaba dirigindo de acordo com a nossa experiência. Se para mim, que sempre estou passando por aqui, é complicado fico imaginando aqueles que não têm costume de trafegar por aqui. É um problema muito sério`, destacou o técnico em informática José Carlos Ribeiro, 39 anos. Na ponte de acesso ao pólo, parte da proteção da pista está destruída e as barras de apoio do guard-rail estão danificadas. A distância entre as estruturas é de mais de um palmo, o que deixa o guard-rail solto. Nesse trecho, os buracos tomaram conta dos cantos da pista. `Para quem vem da BA - 093 e precisa subir para pegar o pólo são inúmeras deficiências. As barras de proteção não deveriam chegar em um estado desses. Isso é pura falta de manutenção. Acho que as autoridades preferem gastar dinheiro tendo que fazer tudo de novo, o que é lamentável`, opinou o engenheiro Augusto Senna Nunes, 52 anos. O trecho de Mata de São João da BA - 093 foi reformado em 2005. Quanto a parte da rodovia que dá acesso ao Pólo Petroquímico, os usuários continuam a esperar por providências.
Fonte: Jornal Tribuna da Bahia
Por Lorena Costa
Em 29/05/2007.