Extremo sul recebe mutirão ambiental

29/06/2007
A diretora-geral do Centro de Recursos Ambientais (CRA), Beth Wagner, considerou proveitosas as reuniões realizadas esta semana entre os representantes da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), dos poderes públicos municipais e das empresas de celulose que operam no sul e extremo sul do estado.

A ida de técnicos do CRA e da Semarh à região é, entre outras providências, para fazer um diagnóstico mais apurado da situação da silvicultura.

Nos encontros, foram discutidos assuntos como o licenciamento de áreas para plantio de eucalipto e pinus e ocupação irregular de áreas de preservação permanente, entre outros assuntos.

O CRA estará atento aos projetos que estão sendo licenciados pelas prefeituras da região e avaliará as situações das reservas legais, assim como a ocupação de áreas de preservação permanente, dentre outras situações inerentes ao licenciamento.

Para Beth Wagner, as reuniões e encontros foram proveitosos, na medida em que se buscou o entendimento entre as partes envolvidas no processo, ao mesmo tempo em que as informações e situações apresentadas serviram para fomentar os levantamentos e diagnósticos que estão sendo feitos pelo Sistema Semarh.

`Já foi dado o primeiro passo. Vamos agora uniformizar as informações com vistas a um zoneamento ecológico-econômico da região`, explicou a diretora.

Selo Verde

O secretario de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Juliano Matos, também se mostrou otimista com a visita ao extremo sul. Ele chegou a propor a criação de um Selo Verde para a região, que serviria, entre outros objetivos, para a ampliação de corredores ecológicos nas áreas de cultivo de eucalipto e similares.

`Fizemos um reconhecimento aéreo das plantações de Eunápolis e arredores e vamos esperar as conclusões desse mutirão para avaliar todos os aspectos que envolvem a silvicultura no sul da Bahia`, destacou.

A produção de celulose no sul e extremo sul, juntamente com a soja, no oeste, e a expansão desordenada do turismo no Litoral Norte estão entre as atividades que mais impactam o meio ambiente na Bahia.

Fonte: Diário Oficial

29/06/07