12/09/2007
As exportações baianas bateram recorde histórico em agosto. A informação é do Promo-Centro Internacional de Negócios da Bahia, vinculado à Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração do Estado. Segundo a entidade os valores chegaram a US$ 677,3 milhões, superando em 3,4% o desempenho de agosto do ano passado e em 16,7% o de julho de 2007. As importações chegaram a US$ 507,2 milhões, registrando um saldo positivo na balança comercial de US$ 170,5 milhões.
No período de janeiro a agosto, as exportações baianas chegaram a US$ 4,6 bilhões e as importações a US$ 3,5 bilhões, gerando um saldo de US$ 1,1 bilhão nos primeiros oito meses do ano. O crescimento das exportações neste período teve como base o aumento médio de 10% nos preços dos produtos, já que houve queda de 2,6% nas quantidades embarcadas. Em 2006, no mesmo período, o aumento dos preços foi 28%, mas a queda no volume exportado chegou a 8,8%.
Para Arthur Souza Cruz, gerente de informações do Promo, a Bahia já estava passando por um momento positivo e a expectativa até o final do ano é que as exportações alcancem um incremento de até 15% em relação a 2006. `Mesmo com a desvalorização do dólar e o reflexo do câmbio, há setores que estão conseguindo superar o momento como químico e petroquímico, que respondem por 25% da pauta de exportações, seguido de metalurgia, celulose e agroindústria como frutas, soja, trigo, farelo de soja, óleo, algodão, café e sisal, que têm demanda forte no mercado internacional. Estes setores juntos respondem por 60% das exportações do estado`, frisa.
Os produtos que apresentaram melhores desempenhos foram o farelo de soja, com vendas de US$ 139,3 milhões e incremento de 78,8%; soja em grão com US$ 138,2 milhões e incremento de 99,3%; café em grão com US$ 60,9 milhões e incremento de 42% e o algodão com US$ 56,8 milhões e mais 76,3%. Já os industrializados, destaque para o catodo de cobre, com US$ 440,2 milhões e elevação em 92,5%; celulose com US$ 480 milhões e incremento de 17%; benzeno com US$ 133 milhões e aumento de 56,5% e pneus com US$ 134 milhões e mais de 250% de crescimento.
Segundo Souza Cruz, a alta dos preços tornou-se o maior fator de sustentação das exportações baianas, contrastando com a questão cambial. `A receita das exportações se superaram mesmo com a redução do volume em 2,6% em relação ao mesmo período do ano passado. O crescimento da receita de 8% ocorreu graças ao aumento das cotações dos preços dos principais produtos exportados`, avalia.
Sobre as importações Arthur Souza Cruz diz que está crescendo a aquisição no mercado externo de equipamentos industriais e insumos para bens produtivos. `Essa importação é positiva porque tem modernizado o parque produtivo baiano`, menciona. Ele ainda sinaliza que determinados segmentos, em razão do dólar, não estão comemorando muito. `Automóveis, móveis, calçados, vestuário e confecções estão vivendo problemas na parte de exportações devido ao câmbio, mas o segmento automotivo está num momento especial em razão do incremento nas vendas no mercado nacional`, destaca.
Em relação às importações, considerando o período de janeiro a agosto, os bens de capital tiveram aumento de 49,2% e os bens de consumo subiram 26%. Nos bens de consumo, a maior elevação foi de automóveis. Também tiveram destaque às compras de minério de cobre, trigo, cacau, fertilizantes e máquinas e aparelhos para a indústria de celulose. Os EUA tiveram participação de 20% na exportação dos produtos baianos, seguido da Argentina com 12%, os Países Baixos, com 9,5%; e a China, com 8% de participação. Como importador, os principais fornecedores do estado foram o Chile, com 21%; a Argentina, com 13%; os EUA, com 8%; e a Argélia, com 7,5%.
Fonte: Jornal Tribuna da Bahia
12/09/07
No período de janeiro a agosto, as exportações baianas chegaram a US$ 4,6 bilhões e as importações a US$ 3,5 bilhões, gerando um saldo de US$ 1,1 bilhão nos primeiros oito meses do ano. O crescimento das exportações neste período teve como base o aumento médio de 10% nos preços dos produtos, já que houve queda de 2,6% nas quantidades embarcadas. Em 2006, no mesmo período, o aumento dos preços foi 28%, mas a queda no volume exportado chegou a 8,8%.
Para Arthur Souza Cruz, gerente de informações do Promo, a Bahia já estava passando por um momento positivo e a expectativa até o final do ano é que as exportações alcancem um incremento de até 15% em relação a 2006. `Mesmo com a desvalorização do dólar e o reflexo do câmbio, há setores que estão conseguindo superar o momento como químico e petroquímico, que respondem por 25% da pauta de exportações, seguido de metalurgia, celulose e agroindústria como frutas, soja, trigo, farelo de soja, óleo, algodão, café e sisal, que têm demanda forte no mercado internacional. Estes setores juntos respondem por 60% das exportações do estado`, frisa.
Os produtos que apresentaram melhores desempenhos foram o farelo de soja, com vendas de US$ 139,3 milhões e incremento de 78,8%; soja em grão com US$ 138,2 milhões e incremento de 99,3%; café em grão com US$ 60,9 milhões e incremento de 42% e o algodão com US$ 56,8 milhões e mais 76,3%. Já os industrializados, destaque para o catodo de cobre, com US$ 440,2 milhões e elevação em 92,5%; celulose com US$ 480 milhões e incremento de 17%; benzeno com US$ 133 milhões e aumento de 56,5% e pneus com US$ 134 milhões e mais de 250% de crescimento.
Segundo Souza Cruz, a alta dos preços tornou-se o maior fator de sustentação das exportações baianas, contrastando com a questão cambial. `A receita das exportações se superaram mesmo com a redução do volume em 2,6% em relação ao mesmo período do ano passado. O crescimento da receita de 8% ocorreu graças ao aumento das cotações dos preços dos principais produtos exportados`, avalia.
Sobre as importações Arthur Souza Cruz diz que está crescendo a aquisição no mercado externo de equipamentos industriais e insumos para bens produtivos. `Essa importação é positiva porque tem modernizado o parque produtivo baiano`, menciona. Ele ainda sinaliza que determinados segmentos, em razão do dólar, não estão comemorando muito. `Automóveis, móveis, calçados, vestuário e confecções estão vivendo problemas na parte de exportações devido ao câmbio, mas o segmento automotivo está num momento especial em razão do incremento nas vendas no mercado nacional`, destaca.
Em relação às importações, considerando o período de janeiro a agosto, os bens de capital tiveram aumento de 49,2% e os bens de consumo subiram 26%. Nos bens de consumo, a maior elevação foi de automóveis. Também tiveram destaque às compras de minério de cobre, trigo, cacau, fertilizantes e máquinas e aparelhos para a indústria de celulose. Os EUA tiveram participação de 20% na exportação dos produtos baianos, seguido da Argentina com 12%, os Países Baixos, com 9,5%; e a China, com 8% de participação. Como importador, os principais fornecedores do estado foram o Chile, com 21%; a Argentina, com 13%; os EUA, com 8%; e a Argélia, com 7,5%.
Fonte: Jornal Tribuna da Bahia
12/09/07