26/09/2007
Com o objetivo de avaliar as condições para a construção de um galpão destinado à comercialização de produtos da agricultura familiar, uma comitiva da Superintendência da Agricultura Familiar (Suaf) e de organizações sociais que participam da Câmara Técnica de Comercialização esteve, ontem (25), na Central de Abastecimento, na estrada CIA/Aeroporto. Um terreno de 10 mil metros quadrados foi disponibilizado pela Empresa Baiana de Alimentos (Ebal), que gere a Ceasa.
A iniciativa é uma articulação da Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri), Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA) e Ebal, para a realização de um projeto piloto para os pequenos agricultores. Segundo o superintendente da Suaf, Ailton Florêncio, a proposta de um ponto de comercialização dos produtos da agricultura familiar fortalece o segmento.
`Com a venda direta, lucra o produtor, o consumidor e a sociedade em geral. O produtor, ao eliminar o atravessador, tem um ganho superior a 60%. O consumidor vai levar pra casa um produto de qualidade e mais barato`, afirmou Florêncio, ao exemplificar que o inhame é vendido pelo produtor a R$ 0,80 o quilo e chega à Ceasa, pelas mãos dos atravessadores, por R$ 1,20, ainda com um acréscimo ao entrar nas redes de supermercados e feiras livres.
Edinabel Caracas, assessora da Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar (Fetraf/BA), pontuou que o gargalo da agricultura familiar não é a produção, mas a comercialização. `De nada adianta o incentivo à produção se não existir oportunidades de venda vantajosa para o pequeno produtor. Infelizmente, muitos agricultores familiares têm seu espaço disputado pelos atravessadores`, admitiu.
Participaram da comitiva, representantes da Federação dos Trabalhadores da Agricultura (Fetag), Associação Brasileira de Empreendimentos do Comércio justo e Solidário (Ecojus), Instituto de Permacultura da Bahia (IPB) e União de Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária da Bahia (Unicafes).
Ceasa
A Central de Abastecimento foi fundada em Salvador, no ano de 1973 e, segundo o gerente de mercado, Joselito da Silva, o órgão manteve sua estrutura desde lá, o que comprometeu o seu papel inicial de atender diretamente aos pequenos produtores. `Hoje, os principais fornecedores da Central são grandes produtores, comerciantes ou empresários`, declarou Silva, ainda otimista com a possibilidade de criação de um novo espaço da agricultura familiar. A Ceasa possui uma área de 17 galpões para venda diferenciada no atacado e varejo de hort-fruti e hortaliças, que abrigam 1322 módulos e bases de venda setorizados, no atendimento aos comerciantes.
Fonte: Agecom
26/09/07
A iniciativa é uma articulação da Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri), Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA) e Ebal, para a realização de um projeto piloto para os pequenos agricultores. Segundo o superintendente da Suaf, Ailton Florêncio, a proposta de um ponto de comercialização dos produtos da agricultura familiar fortalece o segmento.
`Com a venda direta, lucra o produtor, o consumidor e a sociedade em geral. O produtor, ao eliminar o atravessador, tem um ganho superior a 60%. O consumidor vai levar pra casa um produto de qualidade e mais barato`, afirmou Florêncio, ao exemplificar que o inhame é vendido pelo produtor a R$ 0,80 o quilo e chega à Ceasa, pelas mãos dos atravessadores, por R$ 1,20, ainda com um acréscimo ao entrar nas redes de supermercados e feiras livres.
Edinabel Caracas, assessora da Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar (Fetraf/BA), pontuou que o gargalo da agricultura familiar não é a produção, mas a comercialização. `De nada adianta o incentivo à produção se não existir oportunidades de venda vantajosa para o pequeno produtor. Infelizmente, muitos agricultores familiares têm seu espaço disputado pelos atravessadores`, admitiu.
Participaram da comitiva, representantes da Federação dos Trabalhadores da Agricultura (Fetag), Associação Brasileira de Empreendimentos do Comércio justo e Solidário (Ecojus), Instituto de Permacultura da Bahia (IPB) e União de Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária da Bahia (Unicafes).
Ceasa
A Central de Abastecimento foi fundada em Salvador, no ano de 1973 e, segundo o gerente de mercado, Joselito da Silva, o órgão manteve sua estrutura desde lá, o que comprometeu o seu papel inicial de atender diretamente aos pequenos produtores. `Hoje, os principais fornecedores da Central são grandes produtores, comerciantes ou empresários`, declarou Silva, ainda otimista com a possibilidade de criação de um novo espaço da agricultura familiar. A Ceasa possui uma área de 17 galpões para venda diferenciada no atacado e varejo de hort-fruti e hortaliças, que abrigam 1322 módulos e bases de venda setorizados, no atendimento aos comerciantes.
Fonte: Agecom
26/09/07