28/02/2008
A Braskem, maior produtora de resinas termoplásticas (ativos petroquímicos) do Brasil e terceira no ranking das Américas, anunciou, ontem, a conclusão do primeiro acordo de investimentos firmado com a Petrobras, que dará à Braskem o controle total da Ipiranga Química e I piranga Petroquímica, que deverá acontecer em maio deste ano quando termina o prazo de conclusão de um segundo acordo, fechado em novembro de 2007.
Segundo Carlos Fadiga, o vice-presidente de finanças e de relações com os investidores da Braskem, a Petrobras repassou para a Braskem 60% dos ativos petroquímicos da Ipiranga Química e Petroquímica. `A conclusão do acordo representa um importante passo na consolidação do setor petroquímico brasileiro e permitirá à Braskem acelerar o processo de captura de sinergias - otimização de produtos, compartilhamento de inovação tecnológica e ganhos fiscais - estimadas em US$ 1,1 bilhão em valor presente líquido`, afirmou.
Pelo acordo de novembro de 2007 a Braskem receberá da Petrobras e Petroquisa, os restantes 40% dos ativos petroquímicos das duas empresas. Nesse acordo também está prevista uma opção de repasse da Petrobras para a Braskem de 40% do capital que detém na Petroquímica Paulínea e de até 100% na de Triunfo. Em troca, conforme o acordo, a Petrobras receberá aproximadamente 103,4 milhões de ações de emissão da Braskem. Se essa opção for realizada, a participação da Petrobras no capital da Braskem passará dos atuais 6,8% para 25%.
Com a conclusão dos acordo, a Ipiranga Química, Petroquímica e a Copesul deixarão de existir como razão social. Conforme Fadigas, as empresas serão incorporadas pela Braskem. No caso da Copesul, a Braskem já detinha metade do capital. A outra metade era da Ipiranga e passou para a Braskem quando ela comprou os ativos petroquímicos do grupo. A aquisição dos ativos petroquímicos da Ipiranga e da Copesul elevou o faturamento bruto da Braskem para R$ 24 bilhões em 2007, 50% mais que no anterior. A capacidade de geração de caixa da empresa ( pelo ebtida) também dobrou chegando a R$ 3,2 bilhões, conforme Fadigas.
Quando o consórcio Braskem, Petrobras e Ultrapar, comprou o grupo Ipiranga dividiu suas atividades. A Ultrapar ficou com os negócios de distribuição de combustíveis e lubrificantes nas regiões Sul e Sudeste. Para a Petrobras passou a distribuição de combustíveis e lubrificantes localizados nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. A Braskem e a Petrobras passarão a deter os ativos petroquímicos, representados pela Ipiranga Química S.A., Ipiranga Petroquímica S.A. (`IPQ`), mas com acordos para o repasse de ativos petroquímicos.
As ações da Braskem fecharam em alta ontem na Bovespa. As ordinárias ( com direito de voto) subiram 0,60% fechando cotada a R$ 14,90, enquanto as preferenciais tiveram alta de 2,38%, cotadas a R$ 15,00. No acumulado do ano até ontem, as ações preferenciais estavam com valorização de 4,17%. O ganho ficou acima do Ibovespa, principal índice de preços da Bovespa, que atingiu 2,52% no acumulado ano.
Repórter: Lucia Rebouças
Fonte: Gazeta Mercantil
Em 28/2/2008.
Segundo Carlos Fadiga, o vice-presidente de finanças e de relações com os investidores da Braskem, a Petrobras repassou para a Braskem 60% dos ativos petroquímicos da Ipiranga Química e Petroquímica. `A conclusão do acordo representa um importante passo na consolidação do setor petroquímico brasileiro e permitirá à Braskem acelerar o processo de captura de sinergias - otimização de produtos, compartilhamento de inovação tecnológica e ganhos fiscais - estimadas em US$ 1,1 bilhão em valor presente líquido`, afirmou.
Pelo acordo de novembro de 2007 a Braskem receberá da Petrobras e Petroquisa, os restantes 40% dos ativos petroquímicos das duas empresas. Nesse acordo também está prevista uma opção de repasse da Petrobras para a Braskem de 40% do capital que detém na Petroquímica Paulínea e de até 100% na de Triunfo. Em troca, conforme o acordo, a Petrobras receberá aproximadamente 103,4 milhões de ações de emissão da Braskem. Se essa opção for realizada, a participação da Petrobras no capital da Braskem passará dos atuais 6,8% para 25%.
Com a conclusão dos acordo, a Ipiranga Química, Petroquímica e a Copesul deixarão de existir como razão social. Conforme Fadigas, as empresas serão incorporadas pela Braskem. No caso da Copesul, a Braskem já detinha metade do capital. A outra metade era da Ipiranga e passou para a Braskem quando ela comprou os ativos petroquímicos do grupo. A aquisição dos ativos petroquímicos da Ipiranga e da Copesul elevou o faturamento bruto da Braskem para R$ 24 bilhões em 2007, 50% mais que no anterior. A capacidade de geração de caixa da empresa ( pelo ebtida) também dobrou chegando a R$ 3,2 bilhões, conforme Fadigas.
Quando o consórcio Braskem, Petrobras e Ultrapar, comprou o grupo Ipiranga dividiu suas atividades. A Ultrapar ficou com os negócios de distribuição de combustíveis e lubrificantes nas regiões Sul e Sudeste. Para a Petrobras passou a distribuição de combustíveis e lubrificantes localizados nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. A Braskem e a Petrobras passarão a deter os ativos petroquímicos, representados pela Ipiranga Química S.A., Ipiranga Petroquímica S.A. (`IPQ`), mas com acordos para o repasse de ativos petroquímicos.
As ações da Braskem fecharam em alta ontem na Bovespa. As ordinárias ( com direito de voto) subiram 0,60% fechando cotada a R$ 14,90, enquanto as preferenciais tiveram alta de 2,38%, cotadas a R$ 15,00. No acumulado do ano até ontem, as ações preferenciais estavam com valorização de 4,17%. O ganho ficou acima do Ibovespa, principal índice de preços da Bovespa, que atingiu 2,52% no acumulado ano.
Repórter: Lucia Rebouças
Fonte: Gazeta Mercantil
Em 28/2/2008.