26/03/2008
Em discurso dirigido à militância petista que participava da posse dos novos presidentes municipal e estadual da legenda, o governador Jaques Wagner cobrou ainda unidade e afirmou que não vais repetir modelo de governo conduzido por 16 anos pelo antigo PFL, que derrotou em 2006. `O PT é partido difícil porque não é fácil fazer democracia.
Preferia que tivéssemos selado um acordo interno, mas é a própria militância que tem de resgatar a cepa de onde foi criada e buscar a unidade. Se quisermos honrar os votos dados em 2006 a Lula e à Bahia - votos que não foram dados a mim, mas a uma coligação de nove partidos -, não podemos repetir o modelo que o povo baiano rejeitou. Hoje temos uma coligação de 14 partidos que querem saber da posição do PT nas eleições, e a executiva, agora, vai ter que se debruçar sobre o assunto`, disse.
Antes do discurso, em entrevista coletiva na entrada da cerimônia, o governador foi questionado sobre possibilidade de aliança entre PT e PMDB em Salvador e respondeu: `Se não for possível [a unidade], vou ter que administrar mais de um candidato em minha base`.
As palavras do governador aconteceu dez dias depois do terceiro turno da eleição interna do PT, vencida por Jonas Paulo, empossado ontem. O processo eleitoral foi marcado por acusações diversas entre os candidatos e acentuou a divisão da legenda, sobretudo em relação ao posicionamento do partido ante o governo municipal, comandado pelo peemedebista João Henrique, que, em outubro, tenta a reeleição.
Ocorre também uma semana depois de a imprensa noticiar uma aproximação entre PT e PSDB em diversas capitais, inclusive em Salvador, onde o presidente estadual do PSDB e ex-prefeito Antonio Imbassahy será oponente de João Henrique. A notícia levou o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB), parceiro de Wagner nas eleições de 2006, a ameaçar, publicamente, uma aproximação com o DEM (antigo PFL), legenda apontada por Wagner como o inimigo a ser batido.
POSSE- Além de Wagner, a posse de Jonas Paulo e da vereadora Vânia Galvão - na presidência do diretório de Salvador - contou com a presença do presidente nacional do PT, deputado federal Ricardo Berzoini. `Fiz questão de vir a Salvador não só em função das dificuldades das eleições internas, mas porque aqui na Bahia vai se jogar grande parte do jogo que vai definir a sucessão do presidente Lula, em 2010`. Outras estrelas petistas, como ex-ministro Waldir Pires e deputados eleitos pela legenda, se misturaram aos cerca de 400 militantes que foram ao Hotel Fiesta assistir à posse, numa tentativa de demonstrar unidade interna.
Outro tema comum aos discursos e às conversas da platéia foram às eleições deste ano e de 2010. Vânia Galvão prometeu revitalizar instâncias municipais do partido e prepara o PT para obter bom desempenho no pleito de outubro. Defendendo candidatura própria, disse: `O PT não pode deixar de se apresentar para a sociedade nesse processo [eleição]`. E completou, defendendo parcerias e alianças preferenciais com partidos de esquerda, animando os pré-candidatos petistas Nelson Pelegrino e Luiz Alberto, presentes à cerimônia.
Jonas Paulo, em seu discurso, buscou jogar panos quentes na divisão do PT: `A característica do PT é radicalizar nas disputas internas, mas unificar nas decisões`.
O novo presidente estadual do PT falou também que seu desafio maior é eleger o sucessor de Lula em 2010 e `o compromisso fundamental de sepultar definitivamente as oligarquias que mandavam no Estado há 40 anos`. A cerimônia também foi assistida por representantes de partidos aliados de Wagner, como PMDB, PSB, PCdoB e PV.
Fonte: Jornal A Tarde
Repórter: AUGUSTO QUEIROZ
politica@grupoatarde.com.br
Em 26/03/2008.
Preferia que tivéssemos selado um acordo interno, mas é a própria militância que tem de resgatar a cepa de onde foi criada e buscar a unidade. Se quisermos honrar os votos dados em 2006 a Lula e à Bahia - votos que não foram dados a mim, mas a uma coligação de nove partidos -, não podemos repetir o modelo que o povo baiano rejeitou. Hoje temos uma coligação de 14 partidos que querem saber da posição do PT nas eleições, e a executiva, agora, vai ter que se debruçar sobre o assunto`, disse.
Antes do discurso, em entrevista coletiva na entrada da cerimônia, o governador foi questionado sobre possibilidade de aliança entre PT e PMDB em Salvador e respondeu: `Se não for possível [a unidade], vou ter que administrar mais de um candidato em minha base`.
As palavras do governador aconteceu dez dias depois do terceiro turno da eleição interna do PT, vencida por Jonas Paulo, empossado ontem. O processo eleitoral foi marcado por acusações diversas entre os candidatos e acentuou a divisão da legenda, sobretudo em relação ao posicionamento do partido ante o governo municipal, comandado pelo peemedebista João Henrique, que, em outubro, tenta a reeleição.
Ocorre também uma semana depois de a imprensa noticiar uma aproximação entre PT e PSDB em diversas capitais, inclusive em Salvador, onde o presidente estadual do PSDB e ex-prefeito Antonio Imbassahy será oponente de João Henrique. A notícia levou o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB), parceiro de Wagner nas eleições de 2006, a ameaçar, publicamente, uma aproximação com o DEM (antigo PFL), legenda apontada por Wagner como o inimigo a ser batido.
POSSE- Além de Wagner, a posse de Jonas Paulo e da vereadora Vânia Galvão - na presidência do diretório de Salvador - contou com a presença do presidente nacional do PT, deputado federal Ricardo Berzoini. `Fiz questão de vir a Salvador não só em função das dificuldades das eleições internas, mas porque aqui na Bahia vai se jogar grande parte do jogo que vai definir a sucessão do presidente Lula, em 2010`. Outras estrelas petistas, como ex-ministro Waldir Pires e deputados eleitos pela legenda, se misturaram aos cerca de 400 militantes que foram ao Hotel Fiesta assistir à posse, numa tentativa de demonstrar unidade interna.
Outro tema comum aos discursos e às conversas da platéia foram às eleições deste ano e de 2010. Vânia Galvão prometeu revitalizar instâncias municipais do partido e prepara o PT para obter bom desempenho no pleito de outubro. Defendendo candidatura própria, disse: `O PT não pode deixar de se apresentar para a sociedade nesse processo [eleição]`. E completou, defendendo parcerias e alianças preferenciais com partidos de esquerda, animando os pré-candidatos petistas Nelson Pelegrino e Luiz Alberto, presentes à cerimônia.
Jonas Paulo, em seu discurso, buscou jogar panos quentes na divisão do PT: `A característica do PT é radicalizar nas disputas internas, mas unificar nas decisões`.
O novo presidente estadual do PT falou também que seu desafio maior é eleger o sucessor de Lula em 2010 e `o compromisso fundamental de sepultar definitivamente as oligarquias que mandavam no Estado há 40 anos`. A cerimônia também foi assistida por representantes de partidos aliados de Wagner, como PMDB, PSB, PCdoB e PV.
Fonte: Jornal A Tarde
Repórter: AUGUSTO QUEIROZ
politica@grupoatarde.com.br
Em 26/03/2008.