29/04/2008
Essas entidades pediram aos governos nacionais que não restrinjam as exportações de alimentos, o que serve para garantir os estoques internos, mas pode agravar o problema em âmbito global.
`Consideramos que a dramática escalada nos preços alimentares em todo o mundo evoluiu para um desafio sem precedentes de proporções globais`, disse nota da ONU, após uma reunião em Berna com diretores de 27 agências do sistema internacional.
`Embora tenhamos visto os preços do trigo caírem nos últimos dias, os preços do arroz e do milho devem permanecer elevados, e do trigo, relativamente (elevados)`, disse o presidente do Banco Mundial, Roberto Zoellick, em entrevista coletiva.
A inflação do trigo, do arroz e de outros produtos básicos afeta principalmente os mais pobres, inclusive nas grandes cidades do mundo, e dificulta o trabalho de entidades como o Programa Mundial de Alimentos (PMA, ligado à ONU), que pretende fornecer comida a 73 milhões de pessoas neste ano.
`Podemos adquirir 40 por cento menos comida hoje do que em junho passado, simplesmente por causa do aumento dos preços dos alimentos`, disse Josette Sheera, diretora-executiva do PMA.
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, pediu à comunidade internacional que doe integralmente a verba emergencial de 755 milhões de dólares que o PMA solicitou diante da crise
Sem isso, disse ele, `nos arriscamos novamente ao espectro da fome disseminada, da desnutrição e da inquietação social em uma escala sem precedentes`.
Nas últimas semanas, ocorreram protestos por causa do preço dos alimentos em vários países da África, na Indonésia e no Haiti, onde o governo caiu.
A força-tarefa, que reúne agências, fundos e programas da ONU, além do FMI e do Banco Mundial, sob o comando de Ban, vai estabelecer uma série de prioridades para um plano de ação, além de garantir seu cumprimento.
Em março de 2008, o índice de preços alimentares da FAO (órgão da ONU para alimentação e agricultura) atingiu um valor 57 por cento superior ao de março de 2007.
Especialistas atribuem a alta dos alimentos a vários fatores: o uso intensivo de terras para a produção de biocombustíveis, transtornos climáticos, o encarecimento do petróleo, a demanda elevada na Ásia e especulações no mercado global de commodities.
Na terça-feira, porém, há queda na cotação dos produtos agrícolas -- o que não necessariamente indica uma tendência duradoura.
O arroz no mercado futuro dos EUA caiu mais de 2,5 por cento, depois de bater um recorde na semana passada. A queda reflete a decisão da Tailândia de liberar o estoque do governo para o consumo doméstico e as perspectivas positivas das safras asiáticas.
O Banco Mundial pediu aos países produtores que não restrinjam a exportação de alimentos, como fez a própria Tailândia, pois isso pode agravar o problema.
`Esses controles estimulam o acúmulo, elevam os preços e prejudicam as pessoas mais pobres do mundo, que lutam para se alimentar`, disse Zoellick.
(Reportagem adicional de Sambit Mohanty e Apornrath Phoonphongphipat, em Bangcoc, Miyoung Kim, em Seul, Carmel Crimmins, em Manila, e Ho Binh Minh, em Hanói).
Repórter: LAURA MACINNIS
Fonte: O Estado de S. Paulo/ REUTERS
Em 29/04/2008.
`Consideramos que a dramática escalada nos preços alimentares em todo o mundo evoluiu para um desafio sem precedentes de proporções globais`, disse nota da ONU, após uma reunião em Berna com diretores de 27 agências do sistema internacional.
`Embora tenhamos visto os preços do trigo caírem nos últimos dias, os preços do arroz e do milho devem permanecer elevados, e do trigo, relativamente (elevados)`, disse o presidente do Banco Mundial, Roberto Zoellick, em entrevista coletiva.
A inflação do trigo, do arroz e de outros produtos básicos afeta principalmente os mais pobres, inclusive nas grandes cidades do mundo, e dificulta o trabalho de entidades como o Programa Mundial de Alimentos (PMA, ligado à ONU), que pretende fornecer comida a 73 milhões de pessoas neste ano.
`Podemos adquirir 40 por cento menos comida hoje do que em junho passado, simplesmente por causa do aumento dos preços dos alimentos`, disse Josette Sheera, diretora-executiva do PMA.
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, pediu à comunidade internacional que doe integralmente a verba emergencial de 755 milhões de dólares que o PMA solicitou diante da crise
Sem isso, disse ele, `nos arriscamos novamente ao espectro da fome disseminada, da desnutrição e da inquietação social em uma escala sem precedentes`.
Nas últimas semanas, ocorreram protestos por causa do preço dos alimentos em vários países da África, na Indonésia e no Haiti, onde o governo caiu.
A força-tarefa, que reúne agências, fundos e programas da ONU, além do FMI e do Banco Mundial, sob o comando de Ban, vai estabelecer uma série de prioridades para um plano de ação, além de garantir seu cumprimento.
Em março de 2008, o índice de preços alimentares da FAO (órgão da ONU para alimentação e agricultura) atingiu um valor 57 por cento superior ao de março de 2007.
Especialistas atribuem a alta dos alimentos a vários fatores: o uso intensivo de terras para a produção de biocombustíveis, transtornos climáticos, o encarecimento do petróleo, a demanda elevada na Ásia e especulações no mercado global de commodities.
Na terça-feira, porém, há queda na cotação dos produtos agrícolas -- o que não necessariamente indica uma tendência duradoura.
O arroz no mercado futuro dos EUA caiu mais de 2,5 por cento, depois de bater um recorde na semana passada. A queda reflete a decisão da Tailândia de liberar o estoque do governo para o consumo doméstico e as perspectivas positivas das safras asiáticas.
O Banco Mundial pediu aos países produtores que não restrinjam a exportação de alimentos, como fez a própria Tailândia, pois isso pode agravar o problema.
`Esses controles estimulam o acúmulo, elevam os preços e prejudicam as pessoas mais pobres do mundo, que lutam para se alimentar`, disse Zoellick.
(Reportagem adicional de Sambit Mohanty e Apornrath Phoonphongphipat, em Bangcoc, Miyoung Kim, em Seul, Carmel Crimmins, em Manila, e Ho Binh Minh, em Hanói).
Repórter: LAURA MACINNIS
Fonte: O Estado de S. Paulo/ REUTERS
Em 29/04/2008.