Convênios entre o DNIT e Exército abrangem 300 quilômetros em obras

07/04/2009
Quase 300 quilômetros de rodovias pavimentadas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste deverão ser concluídos até o final do ano pelos batalhões de Engenharia e Construção do Exército. São algumas das principais obras executadas para o DNIT, por meio de convênios de cooperação, como a duplicação da BR-101 Nordeste e pavimentação das BR-319/AM e BR-163/PA. `O DNIT é o mais antigo e tradicional parceiro que temos`, resume o general Ítalo Avena, chefe do Departamento de Engenharia e Construção (DEC), que coordena os 11 batalhões de engenharia (BEC) instalados nas regiões Norte (quatro), Nordeste (quatro) e Cento-Sul (três).

Obras do DNIT em andamento, consideradas pelo Governo Federal de grande importância, são atualmente realizadas pelo Exército Brasileiro. Essa parceira na execução de obras de infra-estrutura se deve a iniciativa do Ministério dos Transportes, por intermédio do DNIT, visando dar celeridade ao início dos serviços.

Cerca de 8.000 homens estão envolvidos nas obras executadas pelos batalhões de engenharia para o DNIT. O histórico do Exército, conhecimento na implantação de rodovias nas décadas de 70 e a capacitação proporcionada pelo Instituto Militar de Engenharia (IME) são algumas das razões apontadas pelo chefe da Seção de Planejamento da diretoria de obras do DEC, coronel Warner Goulart, para a parceria com o DNIT.

Além das obras nas BR-319/AM, BR-163/PA e BR-101/NE, os batalhões de engenharia do Exército também trabalham nas BR -135 e BR-222, no Piauí; BR- 135, BR-242 e BR-418 e o contorno rodoviário de Barreiras, na Bahia; BR-262, BR-458 e BR-494, em Minas Gerais. Coube ao 6º BEC a conclusão das obras da ponte sobre o rio Itacutu, na fronteira do Brasil com a Guiana.

Para o próximo ano está prevista a conclusão da pavimentação de novos trechos da BR-163, entre outros. Os cronogramas de obras deverão ser mantidos caso persista o volume normal de chuvas. Chuvas eventuais e a logística para construção são as maiores adversidades enfrentadas pelos batalhões do exército, relata o coronel Goulart. Ele explica que na região Norte, por exemplo, é necessário transportar o material (insumos asfálticos) nas estação de chuvas, pois durante o período da seca não há meio de chegar ao local das obras. Outra questão é o transporte da brita até esta região.

Além das rodovias, os batalhões de engenharia do Exército também estão atuando na elaboração de projetos para os portos hidroviários na região amazônica e na fiscalização destas obras, realizadas, em geral, por meio de convênios com as prefeituras municipais.

Fonte: Assessoria de Imprensa?DENIT

Em 7/4/2009.