Banda larga precisará de R$7 bi de investimento

22/07/2011
O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, destacou ontem a necessidade de investir em redes de fibra óptica para acompanhar o crescimento da internet em alta velocidade no país. Ele estima que serão necessários R$7 bilhões, a serem desembolsados em conjunto pela Telebrás e pela Eletrobras (a rede da estatal elétrica será uma das bases do Plano Nacional de Banda Larga).

Paulo Bernardo acredita que a partir de 2014 o preço da banda larga poderá ser menor do que os R$35 acordados para o serviço popular com as teles, ou as empresas poderão oferecer velocidade maior do que 1 megabit por segundo (Mbps), também base do entendimento com as concessionárias. A Telebrás, porém, já está vendendo o produto no atacado para algumas regiões de Brasília.

Segundo o ministro, a internet tem grande impacto econômico: para cada 10% a mais da população com acesso ao serviço, o Produto Interno Bruto (PIB) apresenta avanço de 1,4%. Ele disse que somente 27% dos domicílios contam hoje com internet no país.

- Precisamos avançar na banda larga no Norte e no Nordeste - admitiu.

Para atender a área rural com banda larga, onde moram 15% da população brasileira, segundo o ministro, será necessário realizar uma licitação da faixa de frequência de 450 megahertz (MHz) até 30 de abril de 2012.

Anatel aprova consulta pública para plano de metas

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou para consulta pública, durante 45 dias, o Plano Geral de Metas de Competição (PGMC). O conselheiro João Rezende declarou ontem que o regulamento é um dos mais importantes da agência, porque permitirá abrir o mercado de telecomunicações.

Para elaborar o PGMC, disse Rezende, a agência trabalhou com dados de 2008 e 2009 sobre áreas com competição e sem competição. No varejo, foram analisados os mercados de voz fixa, banda larga fixa, voz móvel, banda larga móvel e TV por assinatura. Por outro lado, no mercado do atacado, será verificada a interconexão de redes fixas, identificação de empresas que têm Poder de Mercado Significativo (PMS), infraestrutura de acesso em redes fixas, interconexão a redes móveis, e infraestrutura de transporte local e de longa distância.

Também está sendo determinado que Telefônica, Embratel e Oi construam mais 51 pontos de tráfego de internet - atualmente existem 16. Segundo Rezende, os novos pontos vão significar o barateamento de acesso à banda larga, o que também terá reflexos no varejo.

Autor(es): Agência O Globo:Mônica Tavares.

O Globo - 22/07/2011.