29/06/2007
Após três dias de debate em Salvador, delegações de 22 países criaram a rede ibero-americana de museus, que pretende impulsionar programas de intercâmbios, capacitação técnica, fundos de apoio e exposições itinerantes. Os participantes assinaram a Carta de Salvador durante o encontro, que foi finalizado ontem à tarde. O documento estabelece os princípios norteadores das políticas públicas para área, que devem ser seguidos pelas nações signatárias.
Entre os países que assinaram o acordo estão três europeus - Portugal, Espanha e Andorra - e mais 19 latino-americanos. A rede foi proposta pela delegação brasileira representada pelo diretor de museus do Instituto do Patrimônio Histórico e Nacional (Iphan), José Nascimento Júnior. `Nós já trabalhamos no sentido de criar esta rede que vai possibilitar uma integração das políticas para museus, além de possibilitar a capacitação entre técnicas entre os membros`.
A diretora geral de museus da República Dominicana, Luisa Peña Díaz, afirma que um aspecto importante da rede é que ela vai contribuir para um maior rigor no policiamento entre os tráficos de obras. `Há um fluxo muito grande do mercado ilegal de obras furtadas que pode ser coibido com esta integração`.
Díaz também considera que a aproximação possibilitada pela Carta de Salvador irá permitir um intenso intercâmbio cultural. `Nós somos um grupo de países que tem uma identidade cultural muito próxima, mas que precisa se conhecer uns aos outros`.
Para a coordenadora do curso de museologia, Maria das Graças Teixeira, é justamente neste ponto que reside o principal benefício da criação da rede. `Os países ibero-americanos têm uma rica diversidade cultural, mas que dialoga entre pontos comuns. Conhecer esta riqueza é de fundamental importância`.
Calcula-se que existam, atualmente, cerca de dez mil museus espalhados pelas nações ibero-americanas, que recebem cem milhões de visitas, a cada ano. A iniciativa da assinatura também celebra o fato de que o ano de 2008 será dedicado aos museus da região. `O diálogo aqui estabelecido não é só entre as delegações, como também entre esses governos e a sociedade civil, que deve participar`, afirma o presidente da Associação Brasileira de Museologia, Adolfo Samyn Nobre.
Fonte: Jornal Correio da Bahia
Repórter: Flávio Costa
29/06/07
Entre os países que assinaram o acordo estão três europeus - Portugal, Espanha e Andorra - e mais 19 latino-americanos. A rede foi proposta pela delegação brasileira representada pelo diretor de museus do Instituto do Patrimônio Histórico e Nacional (Iphan), José Nascimento Júnior. `Nós já trabalhamos no sentido de criar esta rede que vai possibilitar uma integração das políticas para museus, além de possibilitar a capacitação entre técnicas entre os membros`.
A diretora geral de museus da República Dominicana, Luisa Peña Díaz, afirma que um aspecto importante da rede é que ela vai contribuir para um maior rigor no policiamento entre os tráficos de obras. `Há um fluxo muito grande do mercado ilegal de obras furtadas que pode ser coibido com esta integração`.
Díaz também considera que a aproximação possibilitada pela Carta de Salvador irá permitir um intenso intercâmbio cultural. `Nós somos um grupo de países que tem uma identidade cultural muito próxima, mas que precisa se conhecer uns aos outros`.
Para a coordenadora do curso de museologia, Maria das Graças Teixeira, é justamente neste ponto que reside o principal benefício da criação da rede. `Os países ibero-americanos têm uma rica diversidade cultural, mas que dialoga entre pontos comuns. Conhecer esta riqueza é de fundamental importância`.
Calcula-se que existam, atualmente, cerca de dez mil museus espalhados pelas nações ibero-americanas, que recebem cem milhões de visitas, a cada ano. A iniciativa da assinatura também celebra o fato de que o ano de 2008 será dedicado aos museus da região. `O diálogo aqui estabelecido não é só entre as delegações, como também entre esses governos e a sociedade civil, que deve participar`, afirma o presidente da Associação Brasileira de Museologia, Adolfo Samyn Nobre.
Fonte: Jornal Correio da Bahia
Repórter: Flávio Costa
29/06/07