05/09/2007
A Agência de Fomento da Bahia (Desenbahia) anunciou ontem o novo formato do Programa de Renovação da Frota de Táxi (Protáxi). A principal alteração é relativa ao teto do financiamento.
Os taxistas agora contam com crédito de até R$ 20 mil, contra o limite de R$ 15 mil praticado anteriormente. Contudo, o pacote de alterações do programa já provoca nova divergência, entre a categoria e a Agência. A Desenbahia passou a exigir o seguro do veículo, algo anteriormente feito pelos taxistas através de `caixinhas` gerenciadas por entidades representativas da categoria.
O presidente do Sindicato dos Condutores Autônomos de Taxi de Feira de Santana (SinditáxiFeira), Liomar Ferreira, explica que as cooperativas e sindicatos costumavam recolher mensalidades dos associados, a fim de bancar uma espécie de seguro informal. `Na prática, os motoristas se cotizavam para arcar com os prejuízos em caso de roubo ou danos nos veículos`, explica.
`Praticamente o gasto com seguro vai dobrar`, prevê Raimundo Rocha, presidente da Associação de Taxistas Autônomos da Bahia (ATA-BA). Ele estima que, no formato anterior, com as `caixinhas`, o taxista gastava cerca de R$ 4 mil, ao longo de quatro anos de financiamento.
`Agora vão ser cerca de R$ 8 mil`, lamenta. Já o presidente do Sindicato dos Taxistas de Salvador (Sinditáxi), Carlos Augusto Ramos.
O Diretor de Operações de Crédito da Desenbahia, José Ricardo Santos, explica que a alteração tem respaldo na legislação estadual, que determina a contratação de seguro para bens financiados pelo erário público (Lei nº 73/1966). O executivo não entrou em detalhes sobre como as operações eram efetivadas até então, tendo em vista a exigência legal. A perspectiva é que havia alguma espécie de acordo informal, entre os taxistas e a Agência.
O executivo ainda acrescenta que, por conta do grande número de cooperativas e sindicatos da categoria, havia dificuldades em acompanhar a movimentação financeira das `caixinhas`.
`Há inclusive denúncias de pessoas que pagavam mensalidades, mas suspeitavam de desvios dos recursos em algumas entidades representativas`, observa Santos.
Outra alteração divulgada pela Agência é a ampliação do teto para a aquisição de veículos pelas empresas do setor.
Fonte: Jornal A Tarde
Repórter: LUIZ SOUZA
05/09/07
Os taxistas agora contam com crédito de até R$ 20 mil, contra o limite de R$ 15 mil praticado anteriormente. Contudo, o pacote de alterações do programa já provoca nova divergência, entre a categoria e a Agência. A Desenbahia passou a exigir o seguro do veículo, algo anteriormente feito pelos taxistas através de `caixinhas` gerenciadas por entidades representativas da categoria.
O presidente do Sindicato dos Condutores Autônomos de Taxi de Feira de Santana (SinditáxiFeira), Liomar Ferreira, explica que as cooperativas e sindicatos costumavam recolher mensalidades dos associados, a fim de bancar uma espécie de seguro informal. `Na prática, os motoristas se cotizavam para arcar com os prejuízos em caso de roubo ou danos nos veículos`, explica.
`Praticamente o gasto com seguro vai dobrar`, prevê Raimundo Rocha, presidente da Associação de Taxistas Autônomos da Bahia (ATA-BA). Ele estima que, no formato anterior, com as `caixinhas`, o taxista gastava cerca de R$ 4 mil, ao longo de quatro anos de financiamento.
`Agora vão ser cerca de R$ 8 mil`, lamenta. Já o presidente do Sindicato dos Taxistas de Salvador (Sinditáxi), Carlos Augusto Ramos.
O Diretor de Operações de Crédito da Desenbahia, José Ricardo Santos, explica que a alteração tem respaldo na legislação estadual, que determina a contratação de seguro para bens financiados pelo erário público (Lei nº 73/1966). O executivo não entrou em detalhes sobre como as operações eram efetivadas até então, tendo em vista a exigência legal. A perspectiva é que havia alguma espécie de acordo informal, entre os taxistas e a Agência.
O executivo ainda acrescenta que, por conta do grande número de cooperativas e sindicatos da categoria, havia dificuldades em acompanhar a movimentação financeira das `caixinhas`.
`Há inclusive denúncias de pessoas que pagavam mensalidades, mas suspeitavam de desvios dos recursos em algumas entidades representativas`, observa Santos.
Outra alteração divulgada pela Agência é a ampliação do teto para a aquisição de veículos pelas empresas do setor.
Fonte: Jornal A Tarde
Repórter: LUIZ SOUZA
05/09/07