26/10/2007
A Bahia será o primeiro estado a assinar o contrato do Mais Cultura, programa do Ministério da Cultura que destinará R$ 4,7 bilhões até 2010 para todo o país. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (25), em Feira de Santana, pelo ministro Gilberto Gil, durante a segunda Conferência Estadual da Cultura, que contou com a presença do governador Jaques Wagner e do secretário da Cultura, Márcio Meirelles, entre outras autoridades.
De acordo com o ministro Gil, a assinatura do protocolo será uma das ações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na visita que fará segunda-feira (29), à Bahia e Camaçari. `O Governo do Estado está inovando em sua relação com a sociedade na questão da cultura` disse o ministro. `Nos orgulha estar sendo brindado pelo Minc como o primeiro Estado assinar este contrato`, disse o governador Jaques Wagner.
A quebra do modelo de cooptação e a implantação de uma gestão de parceria e participação foram as definições dadas pelo governador para a reação às ações de democratização da cultura promovida pelo Estado. `Antes tínhamos na cultura um modelo de Estado de pai e padrasto, que ditava tudo que as pessoas tinham de fazer e no qual só alguns tinham acesso às verbas. Agora estamos fazendo e o que já vinha sendo feito no Ministério da Cultura, ou seja, mudando paradigmas`, disse Wagner na abertura da Conferência.
Wagner fez uma avaliação positiva das ações da Secretaria de Cultura e disse que os problemas enfrentados `são porque ainda existem nichos de eventuais privilégios`. Ele ressaltou, ainda, que a cultura é um direito de todos e que a própria forma da organização da Conferência, permitindo a participação de mais de 30 mil representantes dos municípios em todo o processo, é um sinal de que o governo entende este direito. `A cultura é muito mais que apresentações de artistas, é a identidade de um povo`.
O ministro fez uma manifestação de apoio ao secretário Márcio Meirelles, lembrando que quando começou no Ministério da Cultura também teve que ser ousado. `A cultura da Bahia tem hoje um novo olhar do Estado`. Ele também elogiou a abertura que o estado esta proporcionando para a participação dos povos indígenas e dos quilombolas. O ministro disse, ainda, a conferência é um sinal da qualificação que a Bahia vem buscando para a cultura.
`Nós somos uma orquestra e a nossa missão é realizar ações, como num concerto, de forma integrada para consertar a Bahia`, disse o secretário Márcio Meirelles. `A resistência ao novo é um desafio, mas precisamos enfrentá-lo sem medo, porque a cultura não existe sem riscos`, completou. `Sempre digo ao Márcio, quando ele toma as decisões, que com o ministro Gilberto Gil não foi diferente. Toda quebra de paradigma é um problema`, completou o governador.
A expectativa dos organizadores da Conferencia da Cultura, que acontece até domingo (28), em Feira de Santana, é que o evento deve contar com a participação de cerca de 2 mil pessoas, entre elas 800 delegados de 383 municípios baianos, eleitos nas conferencias municipais e regionais que reuniram cerca de 30 mil pessoas. A maior participação nesta edição, onde estão representados 400 municípios (mais de 90% do total) se deve, especialmente, pela descentralização e interiorização das ações.
A primeira conferência, realizada em novembro de 2005, em Salvador, tinha 248 participantes e 21 municípios. Foram realizados apenas 21 encontros prévios municipais, representando apenas 5% dos municípios da Bahia.
Fonte: Agecom 25/10/07
De acordo com o ministro Gil, a assinatura do protocolo será uma das ações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na visita que fará segunda-feira (29), à Bahia e Camaçari. `O Governo do Estado está inovando em sua relação com a sociedade na questão da cultura` disse o ministro. `Nos orgulha estar sendo brindado pelo Minc como o primeiro Estado assinar este contrato`, disse o governador Jaques Wagner.
A quebra do modelo de cooptação e a implantação de uma gestão de parceria e participação foram as definições dadas pelo governador para a reação às ações de democratização da cultura promovida pelo Estado. `Antes tínhamos na cultura um modelo de Estado de pai e padrasto, que ditava tudo que as pessoas tinham de fazer e no qual só alguns tinham acesso às verbas. Agora estamos fazendo e o que já vinha sendo feito no Ministério da Cultura, ou seja, mudando paradigmas`, disse Wagner na abertura da Conferência.
Wagner fez uma avaliação positiva das ações da Secretaria de Cultura e disse que os problemas enfrentados `são porque ainda existem nichos de eventuais privilégios`. Ele ressaltou, ainda, que a cultura é um direito de todos e que a própria forma da organização da Conferência, permitindo a participação de mais de 30 mil representantes dos municípios em todo o processo, é um sinal de que o governo entende este direito. `A cultura é muito mais que apresentações de artistas, é a identidade de um povo`.
O ministro fez uma manifestação de apoio ao secretário Márcio Meirelles, lembrando que quando começou no Ministério da Cultura também teve que ser ousado. `A cultura da Bahia tem hoje um novo olhar do Estado`. Ele também elogiou a abertura que o estado esta proporcionando para a participação dos povos indígenas e dos quilombolas. O ministro disse, ainda, a conferência é um sinal da qualificação que a Bahia vem buscando para a cultura.
`Nós somos uma orquestra e a nossa missão é realizar ações, como num concerto, de forma integrada para consertar a Bahia`, disse o secretário Márcio Meirelles. `A resistência ao novo é um desafio, mas precisamos enfrentá-lo sem medo, porque a cultura não existe sem riscos`, completou. `Sempre digo ao Márcio, quando ele toma as decisões, que com o ministro Gilberto Gil não foi diferente. Toda quebra de paradigma é um problema`, completou o governador.
A expectativa dos organizadores da Conferencia da Cultura, que acontece até domingo (28), em Feira de Santana, é que o evento deve contar com a participação de cerca de 2 mil pessoas, entre elas 800 delegados de 383 municípios baianos, eleitos nas conferencias municipais e regionais que reuniram cerca de 30 mil pessoas. A maior participação nesta edição, onde estão representados 400 municípios (mais de 90% do total) se deve, especialmente, pela descentralização e interiorização das ações.
A primeira conferência, realizada em novembro de 2005, em Salvador, tinha 248 participantes e 21 municípios. Foram realizados apenas 21 encontros prévios municipais, representando apenas 5% dos municípios da Bahia.
Fonte: Agecom 25/10/07