13/02/2008
Em meio à desaceleração dos preços dos alimentos, a inflação começa a voltar à normalidade, depois de ter dado um salto no fim de 2007. Dois índices divulgados ontem mostram retração na alta do custo de vida neste início de mês.
O Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), apurado pela FGV, teve variação de 0,42% na primeira parcial de fevereiro, ante 0,67% em igual período do mês passado (o índice mede a variação dos preços no período indicado sobre o mesmo período do mês anterior). O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), fechou a primeira quadrissemana de fevereiro (período que vai da segunda semana do mês anterior até a primeira semana do mês) com 0,30%, bem abaixo do 0,52% de janeiro. Em ambos os casos, a menor pressão dos preços dos alimentos foi a principal responsável pelo recuo das taxas.
No IPC-Fipe, o grupo Alimentação teve alta de 0,28% na primeira quadrissemana do mês, taxa que mostra desaceleração de 0,76 ponto porcentual em relação ao fechamento de janeiro (1,04%). É a mais baixa desde a primeira quadrissemana de novembro, quando o preço dos alimentos tinha subido 0,20% na cidade de São Paulo.
O alívio dos preços dos alimentos não deve parar por aí. Para o coordenador do IPC-Fipe, Marcio Nakane, o índice deve cair para 0,25% até o fim do mês, puxado pela redução no ritmo de alta dos alimentos. `A alimentação deverá mais que compensar a alta prevista nas despesas com habitação`, diz Nakane. `A trajetória da inflação continua sendo de desaceleração.`
Entre os componentes do IGP-M, o Índice de Preços por Atacado (IPA) teve alta de 0,50%, abaixo do 0,76% na primeira prévia de janeiro. Na mesma comparação, o IPA Agrícola, que também abrange o setor de pecuária, caiu de 1,90% para 0,32%, refletindo principalmente a baixa nos preços do milho em grão, aves, tomate e ovos.
A inflação no varejo, segundo o IGP-M, também desacelerou, principalmente por causa do comportamento dos preços dos alimentos, que apresentaram deflação de 0,03%, ante alta de 0,88% no início de janeiro. Com isso, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que responde por 30% do IGP-M, caiu de 0,47% para 0,16%. Entre os alimentos, as principais contribuições para redução da taxa vieram das carnes bovinas (de 1,25% para -1,11%), arroz e feijão (8,98% para 3,20%) e hortaliças e legumes (-1% para -3,11%).
Também teve queda de preços o grupo Vestuário, de 0,37%, refletindo as liquidações no varejo.`No geral, a inflação dá sinais de ceder`, afirmou Salomão Quadros, coordenador de análises econômicas do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV. `O BC avisou que, se for preciso, sobe os juros, mas isso não será preciso.`
Outro indicador divulgado ontem também subiu menos. O Índice do Custo de Vida (ICV), apurado pelo Dieese na capital paulista, variou 0,88% em janeiro, ante 1,09% no mês anterior.
Repórteres: Adriana Chiarini, Francisco Carlos de Assis e Marcelo Rehder
Fonte: Jornal O Estado de S. Paulo
Em 13/02/2008.
O Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), apurado pela FGV, teve variação de 0,42% na primeira parcial de fevereiro, ante 0,67% em igual período do mês passado (o índice mede a variação dos preços no período indicado sobre o mesmo período do mês anterior). O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), fechou a primeira quadrissemana de fevereiro (período que vai da segunda semana do mês anterior até a primeira semana do mês) com 0,30%, bem abaixo do 0,52% de janeiro. Em ambos os casos, a menor pressão dos preços dos alimentos foi a principal responsável pelo recuo das taxas.
No IPC-Fipe, o grupo Alimentação teve alta de 0,28% na primeira quadrissemana do mês, taxa que mostra desaceleração de 0,76 ponto porcentual em relação ao fechamento de janeiro (1,04%). É a mais baixa desde a primeira quadrissemana de novembro, quando o preço dos alimentos tinha subido 0,20% na cidade de São Paulo.
O alívio dos preços dos alimentos não deve parar por aí. Para o coordenador do IPC-Fipe, Marcio Nakane, o índice deve cair para 0,25% até o fim do mês, puxado pela redução no ritmo de alta dos alimentos. `A alimentação deverá mais que compensar a alta prevista nas despesas com habitação`, diz Nakane. `A trajetória da inflação continua sendo de desaceleração.`
Entre os componentes do IGP-M, o Índice de Preços por Atacado (IPA) teve alta de 0,50%, abaixo do 0,76% na primeira prévia de janeiro. Na mesma comparação, o IPA Agrícola, que também abrange o setor de pecuária, caiu de 1,90% para 0,32%, refletindo principalmente a baixa nos preços do milho em grão, aves, tomate e ovos.
A inflação no varejo, segundo o IGP-M, também desacelerou, principalmente por causa do comportamento dos preços dos alimentos, que apresentaram deflação de 0,03%, ante alta de 0,88% no início de janeiro. Com isso, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que responde por 30% do IGP-M, caiu de 0,47% para 0,16%. Entre os alimentos, as principais contribuições para redução da taxa vieram das carnes bovinas (de 1,25% para -1,11%), arroz e feijão (8,98% para 3,20%) e hortaliças e legumes (-1% para -3,11%).
Também teve queda de preços o grupo Vestuário, de 0,37%, refletindo as liquidações no varejo.`No geral, a inflação dá sinais de ceder`, afirmou Salomão Quadros, coordenador de análises econômicas do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV. `O BC avisou que, se for preciso, sobe os juros, mas isso não será preciso.`
Outro indicador divulgado ontem também subiu menos. O Índice do Custo de Vida (ICV), apurado pelo Dieese na capital paulista, variou 0,88% em janeiro, ante 1,09% no mês anterior.
Repórteres: Adriana Chiarini, Francisco Carlos de Assis e Marcelo Rehder
Fonte: Jornal O Estado de S. Paulo
Em 13/02/2008.