Liberdade volta a ter Cesta do Povo

18/05/2007
Os moradores do bairro da Liberdade, em Salvador, estão economizando na compra de produtos de higiene, limpeza e alimentação com a reinauguração, ontem, da Cesta do Povo no Largo do Japão. Além de abastecer o segundo bairro mais populoso da capital, a loja da Empresa Baiana de Alimentos (Ebal), fechada desde 2001, está atraindo freguesia para outros estabelecimentos locais.

`Todos nós estamos felizes. O movimento caiu mais da metade quando a loja parou de funcionar. Ela traz clientes e estimula o comércio em toda a região`, afirmou a vendedora de ervas Lícia Mendes, 45 anos, moradora nascida no bairro.

O eletricista e encanador Antônio Carlos Costa, 66 anos, disse que não gosta nem de lembrar de quando a Cesta do Povo foi fechada. `Os moradores da Liberdade sempre contaram com a loja, que vende os produtos mais em conta`, destacou Costa, que vive na Liberdade desde 1945.

Ele declarou que a Feira do Japão, realizada nas ruas vizinhas ao estabelecimento, atrai comerciantes de municípios como Santo Amaro, Santo Antônio de Jesus e Candeias, que vão vender peças de artesanato e outros produtos. `Eles também vão ser beneficiados, pois poderão comprar aqui na Cesta e levar pra casa`, afirmou.

Já a costureira Ivonildes Nunes, 47 anos, mora no bairro desde os dois anos e disse que costumava comprar cereais, leite, macarrão e óleo no local. `Com o fechamento, em 2001, precisava pegar ônibus pra comprar mais barato em lugares distantes, mas com a Cesta os mercadinhos daqui vão reduzir os preços pra fazer concorrência`, comemorou.

Outro ponto positivo apontado por ela é a segurança: `A região estava muito perigosa e o policiamento agora vai ser mais constante, por causa da loja.`

Balanço. Após dois meses de atividades suspensas para reabastecimento e reestruturação, a reinauguração simbólica das primeiras 184 lojas da Cesta do Povo foi realizada no mês passado, no Ogunjá.

O presidente da Ebal, Reub Celestino, disse que a empresa atendeu nestas seis semanas de funcionamento a 1,6 milhão de pessoas e que o faturamento alcançado com a venda de 215 itens chegou aos R$ 26 milhões.

`O dinheiro é investido na reposição de estoque e no pagamento dos custos operacionais`, disse Celestino. Para o seu funcionamento, a rede da Ebal conta com 3 mil funcionários - 1,6 mil trabalhando nas lojas. O presidente informou que as unidades mais movimentadas são as do Ogunjá, Rio Vermelho e Camaçari.

Para facilitar a vida do consumidor, a Cesta terá farmácias populares em algumas lojas e disponibilizará postos credenciados de instituições financeiras, que permitirão, entre outros serviços, o pagamento de contas. Além disso, o Cartão Credicesta, que permite ao servidor público do Estado comprar de forma consignada, com desconto em folha de pagamento, será mantido.

Celestino lembrou ainda que a empresa celebrou um convênio, na última segunda-feira, com a Cooperativa Pecuária de Feira de Santana (Cooperfeira), que irá fornecer o produto para a rede, e em breve fará parceria com uma associação de produtores de laticínios.

Ele disse que esta é uma junção da política de governo, de dar oportunidade para o escoamento do trabalho dos pequenos produtores, à política da Ebal, de distribuir produtos de boa qualidade e com preços mais baratos. `É um caminho para chegarmos à agricultura familiar. Essas entidades garantem o fornecimento para o nosso estoque e nós garantimos a venda dos seus produtos`, explicou Celestino.

Até agosto, 375 lojas

Inaugurado em 1979, pela Ebal, o programa Cesta do Povo tem como missão garantir à população de menor poder aquisitivo, a preços baixos, acesso a alimentos e produtos de higiene e limpeza de qualidade. A previsão é de que a Ebal conte, até agosto, com 375 lojas, atendendo a 356 municípios baianos.

Para garantir o abastecimento dessas lojas, a empresa conta com cinco centrais de distribuição (Ceasas) nos municípios de Salvador, Feira de Santana, Senhor do Bonfim, Vitória da Conquista e Buerarema.

Fonte: Diário Oficial

18/05/07