Com paralisação da PF, Cumbica tem quase 15% de atrasos

10/12/2008
Até as 13 horas desta quarta-feira (10), 14 vôos dos 99 previstos (14,1%) tiveram atrasos e outros três foram cancelados no Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, Grande São Paulo. Segundo a Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), em todo o País, 10,1% dos vôos apresentaram atraso nesta quarta-feira, 10, o que significa que 91 dos 902 vôos programados. Outros 20 foram cancelados. A operação tartaruga que a Polícia Federal informou que iria fazer pode prejudicar as operações em alguns aeroportos e nas delegacias.

De acordo com a Infraero, na capital federal, o Aeroporto de Brasília teve também 14 vôos atrasados (18,7%), sem nenhum cancelamento. Em Congonhas, na zona sul da capital paulista, sete dos vôos atrasaram (6,4%) e quatro foram cancelados. No Rio, o Aeroporto do Galeão apresentou 12 atrasos em vôos (15,2%) desde a meia-noite. Nenhuma decolagem havia sido cancelada.

A paralisação de 24 horas teria início às 8 horas nos Estados da Bahia, Paraná, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina, de acordo com a Fenapef, que ainda não tinha informações sobre a paralisação nos Estados do Norte e Nordeste.

O serviço de atendimento ao público, como interrogatórios, concessão de porte de arma, atendimento a estrangeiros, controle de empresas de vigilância, bancos e produtos químicos, emissão de passaporte, concedidos somente em casos emergenciais, iriam ser suspensos, além de uma operação padrão no atendimento a passageiros nos aeroportos. Apenas os atendimentos de urgência estavam sendo efetuados, de acordo com a assessoria da Federação. Reivindicações

A categoria reivindica a reestruturação na carreira com a criação de um projeto de Lei Orgânica. O Ministério da Justiça já apresentou um anteprojeto, mas que mantém os parâmetros atuais. `Por esse motivo houve uma forte reação da categoria`, diz Marcos Vinício Wink, presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef).

Para o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos, Civis e Federais do Departamento de Polícia Federal no Estado de São Paulo (Sindpolf), Rogério Almeida, a situação atual privilegia o mérito e não a experiência. `Hoje, delegados sem experiência policial ingressam, logo no começo de carreira, em altos postos de comando. E apenas os delegados ocupam os cargos mais elevados`, diz. A meritocracia permitiria que policiais federais experientes também pudessem comandar, planejar e executar as operações.

As idéias defendidas pela categoria tomam por base estruturas policiais como as do FBI, dos Estados Unidos, e da Scotland Yard, do Reino Unido, mas encontram forte resistência dos delegados. `Isso não significa que queiramos ascender ao cargo de delegado sem concurso. Queremos que nossas funções nos permitam avançar degraus na carreira exercendo atividade investigatória`, diz Wink.

A categoria também protesta contra o Plano Especial de Cargos, o PEC 549, que transforma os delegados em carreira jurídica e aumentaria o fosso salarial e funcional que separa os servidores. `O PEC contempla apenas uma categoria da Polícia Federal`, diz Almeida, da Sindpolf.

Fonte: O Estado de S. Paulo

Em 10/12/2008.