22/12/2008
- O câmbio oscilou bastante na semana passada. Na sexta, após intensa volatilidade, fechou vendido a R$ 2,36. As intervenções do Banco Central limitaram o movimento de alta. Segundo Reginaldo Galhardo, gerente de câmbio da Treviso Corretora, a queda das commodities, em especial do petróleo, ajudou a dar suporte ao dólar, que teve mais um dia de recuperação nos mercados internacionais favorecido pela notícia de redução dos juros sobre os depósitos em euro mantidos no Banco Central Europeu (BCE). `O anúncio limitou a liquidação das posições em dólares depois que o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) resolveu praticamente zerar sua taxa de juro`, comentou Galhardo.
`No País, o que está havendo é pura especulação contra o real, para ver até onde o BC está disposto a agir para segurar o dólar`, avalia o gerente da Treviso, explicando que apesar das recomposições de posições compradas no mercado futuro da BM&F, a divisa chegou a recuar em determinados momentos influenciados pelo fluxo de entrada de capital.
Segundo dados do BC, desde meados de setembro, auge da crise, a autoridade monetária já injetou US$ 9,8 bilhões no mercado à vista. Ainda assim, o volume das reservas internacionais segue em níveis recordes, de US$ 208,4 bilhões. Hoje, o BC deve prosseguir com a rolagem dos contratos de swap cambial com vencimento em 2 de janeiro. Apesar das fortes oscilações, Galhardo projeta que o dólar deve se acomodar em torno de R$ 2,20 até o fim de dezembro. `O cenário doméstico só deve melhorar quando as perspectivas para o futuro da economia mundial estiverem claras e passar maior segurança aos investidores`, diz, acrescentando que, atualmente, os players operam sem um parâmetro de preço `justo`, o que reduziu expressivamente o volume de negócios.
No noticiário, a boa notícia foi a aprovação do pacote de socorro às indústrias automobilísticas de Detroit. O Secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson, anunciou que o governo irá emprestar recursos para a General Motors e Chrysler, com condições de que essas empresas desenvolvam e adotem planos aceitáveis para sua viabilidade de longo prazo. O empréstimo deve evitar os efeitos de eventual colapso do setor. Serão US$ 4 bilhões para a Chrysler e US$ 13,4 bilhões para a GM. Após o pacote, as ações das principais montadoras dispararam na Bolsa de Nova York.
Gazeta Mercantil
`No País, o que está havendo é pura especulação contra o real, para ver até onde o BC está disposto a agir para segurar o dólar`, avalia o gerente da Treviso, explicando que apesar das recomposições de posições compradas no mercado futuro da BM&F, a divisa chegou a recuar em determinados momentos influenciados pelo fluxo de entrada de capital.
Segundo dados do BC, desde meados de setembro, auge da crise, a autoridade monetária já injetou US$ 9,8 bilhões no mercado à vista. Ainda assim, o volume das reservas internacionais segue em níveis recordes, de US$ 208,4 bilhões. Hoje, o BC deve prosseguir com a rolagem dos contratos de swap cambial com vencimento em 2 de janeiro. Apesar das fortes oscilações, Galhardo projeta que o dólar deve se acomodar em torno de R$ 2,20 até o fim de dezembro. `O cenário doméstico só deve melhorar quando as perspectivas para o futuro da economia mundial estiverem claras e passar maior segurança aos investidores`, diz, acrescentando que, atualmente, os players operam sem um parâmetro de preço `justo`, o que reduziu expressivamente o volume de negócios.
No noticiário, a boa notícia foi a aprovação do pacote de socorro às indústrias automobilísticas de Detroit. O Secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson, anunciou que o governo irá emprestar recursos para a General Motors e Chrysler, com condições de que essas empresas desenvolvam e adotem planos aceitáveis para sua viabilidade de longo prazo. O empréstimo deve evitar os efeitos de eventual colapso do setor. Serão US$ 4 bilhões para a Chrysler e US$ 13,4 bilhões para a GM. Após o pacote, as ações das principais montadoras dispararam na Bolsa de Nova York.
Gazeta Mercantil